Um mercenário… – parte 1
─ “Você deveria fazer do seu hobby profissão.” Eles dizem. ─ Disse o homem enquanto preparava sua luneta.
─ “Deveria oferecer seus serviços. Ganharia mais dinheiro.” ─Ele continuou montando a .22 na mureta.
─ Como se meu hobby fosse um trabalho! Eu faço por diversão. ─ Ele disse carregando uma bala no rifle.
─ Vamos ver quem eu pego hoje. ─Ele continuou olhando as pessoas no parque. ─Poxa, faz tempo que não mato uma velhinha alimentando pombos… vai ser ela. ─ Ele disse mirando, puxando o gatilho e fazendo um buraco na testa da idosa.
Olhou a comoção, ficou ali saboreando o momento e sentido-se satisfeito com seu inocente e inofensivo hobby. Matar pessoas… sim este é o hobby. Ele foi para seu apartamento verificar se os bolinhos estavam prontos. Tinha que entregar vinte caixas de “cupcakes” no dia seguinte. Não podia deixá-los passar do ponto… e este é o trabalho.
Johnny, como é conhecido é um mercenário não muito usual. Ele assa bolinho para viver e mata pessoas como hobby.l Ficou famoso pelo hobby não pelo trabalho, apesar de que depois de um tempo o trabalho começou a render batante. O hobby ajudou. As pessoas acham – pois são tapadas – que entregar vinte bolinhos a uma pessoa é um código para dar-lhe vinte tiros…
Não estou brincando, isto é sério! Ele tem muitos pedidos por causa disso. Geralmente as pessoas costumam fazer as pazes depois de receber os bolinhos, pois são os melhores bolinhos do mundo! E sim isto também é sério. Caso você não sinta que a vida não fazia sentido antes dos bolinhos dele, ele devolve o dinheiro.
Alguns traficantes de açucar , chocolate e cereais já pediram que ele começasse a fornecer, mas ele é contra negócios ilícitos. Príncipios de mercenário.
Obviamente ele presta serviços a quem paga mais. No caso foi uma escola que terá uma venda de bolos no dia seguinte. Ficou acertado vinte caixas de cupcake e dois bolos, um de chocolate alemão e outro de damasco com nozes… damasco com nozes ahhh…
Voltando a história, conferiu o forno; mais quinzer minutos e a última fornada de “cupcakes” estaria pronta; mas Johnny não contava com algo. O telefone tocou.
─ Senhor Johnny… ─disse uma voz após ele atender.
─ Sim? ─ Ele respondeu em seu tom calmo.
─ Tenho um trabalho para você. ─ A voz disse de maneira macabra.
─ Lamento, já fui pago para outro serviço amanhã, mas se quiser esperar ou fazer uma oferta…
─ Na verdade, lhe farei uma proposta que não pode recusar. Olhe para seu forno.
─ O que tem meu forno? ─Ele disse de maneira intimidadora.
─ Eu desprogramei o timer. Seus bolinhos estão prestes a passar do ponto.
─ Ora seu…
─ Nem pense em ir olhá-los! Coloquei uma bomba no forno. Caso você se mova adeus bolinhos e seu precioso forno! ─ Ele disse jogando seu trunfo na mesa.
─ Meu forno… o que você quer?
─ Quer que você mate.
─ Mas é um hobby!
─ Faça deste hobby um trabalho; pense nos bolinhos.
─ … Tá bom, diga logo, eu preciso vê-los.
─ Te mandarei as informações depois, mas não se esqueça. Cumpra ou seus bolinhos nunca mais estarão seguros.
Sobre a vida… – Para os seres numa bolha
Eu queria saber que tipo de lógica estranha é aplicada nesta situação: Quando eu produzo conteúdo, aparece ninguém, quando largo por um tempo as visualizações sobem, nem sempre sobem muito, mas sobem. Vai entender, mas isso não é assunto para agora. Quero falar de outra coisa e sem o personagem do barman. Explico isso depois. Está na hora de usar um blog como blog.
Este post será feito graças a uma pessoa, mas como eu tenho certeza de que existem mais pessoas como ela, vamos abranger um pouco. Primeiro, não falarei quem é esta pessoa. Só revelarei que é uma criança de onze (11) anos. Se ela for sensata, não se revelará e tampouco chamará a atenção disto para si. Caso ela não seja: SEJA SENSATA E NÃO CHAME A ATENÇÃO PARA SI!
Pronto, com isso fora do caminho vamos começar. Escrevo, pois aparentemente fui responsável pela primeira desilusão deste ser. Após romper com algumas coisas que fazia e que eram de conhecimento público, ele mandou-me diversas mensagens – com uma escrita sofrível que custei a ler, diga-se de passagem – dizendo que sentia seu coração pesado; marquei a infância dele; que “eu sou foda” e gente boa – mentiras absurdas -; que estou jogando meu trabalho no lixo – o que é problema meu, diga-se de passagem -; que tomou um tiro de doze no coração – simbolicamente, óbvio – e que queria ser meu irmão e chega dessa mensagem que me dói o olho ficar procurando onde eu estava lendo quando eu mudo de tela.
Rapaz, quanto aos seus sentimentos, deixe-me ser claro com uma coisa: Bem vindo à vida. As desilusões fazem parte dela. Acostume-se com isso.
Isso vale para todos: Seres, bem vindos a vida. As desilusões; sofrimentos; mentiras; quedas e inconstâncias fazem parte do caminho. Para os que têm a idade deste garoto e ainda vivem numa bolha e para os que não têm a idade deste garoto e ainda vivem numa bolha: Por favor, acordem! Não peço que vocês joguem fora sua inocência, que é coisa rara neste mundo, não! muito longe disso, peço que não sejam tapados e ingênuos. Também não se devotem a algo tão passageiro como um trabalho, uma pessoa ou mesmo um sentimento.
Senhores, senhoras e senhoritas, sendo muito clichê e constatando o óbvio: A fila anda; o barco navega e a vida continua. Ficar chorando por coisas simples e simplórias… não é que seja ruim, mas na minha humilde visão de mundo, é um desperdício completo de tempo e energia.
Vamos lá, sei que as palavras de um “adulto” são chatas, mas também são necessárias. Detalhe, não sou um exemplo de maturidade – creio que ninguém o é, mas é assunto para outro dia -, porém, tendo em vista a diferença de idade entre esta criança e eu – uma década – e as mensagens que este garoto me enviou a única alternativa que vejo é me colocando como um adulto.
Seres das bolhas em sua maioria crianças: quando adultos, pessoas mais velhas, ou mesmo da sua idade te falam para não fazer algo é porque algum motivo elas têm, não é porquê elas querem justamente o contrário – as pessoas não trabalham com psicologia reversa o tempo todo, do contrário a vida seria praticamente uma sequência de negações intermináveis – é porquê elas querem justamente dizer o que disseram.
Acho que resumi tudo. Só mais uma coisa e isso é só para quem merece tomar essa bordoada: PAREM DE ME TORRAR A PACIÊNCIA!
E torrar a paciência não no sentido de não vir falar comigo, não sou tão antissocial assim – que droga que é essa palavra assim – tampouco um monstro, mas gosto de preservar a mim mesmo; coisa que as pessoas não fazem mais, principalmente graças as redes sociais, mas falo disso num outro tópico.
Antes de ir, aos que quiserem comentar, até mesmo conversar, tudo bem. Meu skype está aqui, o e-mail do pub também. Prometo manter a anonimicidade, é só não me encherem de mensagens que não tenho tanto tempo assim e quando começarem a incomodar, pode deixar que aviso… ou faço um posto gigantesco como agora. Mas que seja. Até mais tarde.
Só para iniciar.
Muito bem. Esta é a conta dos convidados, como explicada na seção serviços e no post “Anúncios e Serviços” esta conta ficará para quem quiser postar algo pelo pub. Só lembrem de mandar uma mensagem para yeoldfoxpub@gmail.com e o resto vemos como faremos.
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