Um livro… ou ao menos o trecho de um.

sáb - 21/04/2012 5 comentários

Não, isto não é mais um dos folhetins que nunca termino por aqui. Quem sabe um pouco sobre mim, tem ciência de que escrevi um livro. E como todo autor iniciante – afinal ser desconhecido é normal – vim fazer o clichê de divulgar o que escrevi.

O nome do livro é “Fantasia: Viagens – Larry” e no momento aguardo ansiosamente que a pessoa responsável pela capa de meu livro termine o trabalho para que eu possa mandar uma cópia – e provavelmente tomar muitos nãos já que começar é difícil – para as editoras Brasil afora.

Por isso, deixarei então o prólogo por aqui. Tudo o que peço das pessoas que lerem é: comentem a respeito. Não do tipo de espalhar por aí – embora eu ficaria grato se isso acontecesse – mas de comentar sobre a escrita, se cativou, despertou o interesse, se foi a pior coisa que leu na vida, que o escritor é bobo feio e tem cara de pastel, poderia melhorar aqui e ali, etc.  Enfim, o texto:

 

 ?

O líquido no caldeirão era mexido com suavidade. Bolhas formavam-se da mistura e seu potencial era revelado aos poucos e cuidadosamente. Cinco velhos com barbas tão longas quanto suas costas eram corcundas estavam observando. Mas particularmente, um estava roendo as unhas, outros estavam rindo e um tão entediado com tudo que dormiu de pé em seu lugar.

Eles assistiam à cena de quatro pessoas numa situação não muito amigável. Presos numa espécie de caverna e desesperadamente procurando por uma saída.

─ Esse suspense vai me matar. ─ Disse o que roía as unhas.

─ Eu pensei que sua idade faria o favor, seu velho caquético. ─ Disse outro.

─ Não fale comigo dessa maneira seu trapaceiro, nós temos a mesma idade! ─ Disse o velho que estava roendo as unhas; ele parou e balançou seu indicador num fino gesto de desaprovação.

─ Vocês dois podem calar suas matracas? Isso aqui está interessante. ─ Disse um outro deles com um tom de voz jovem que nada tinha a ver com sua real idade.

─ Seu abelhudo! Não se intrometa onde você não é bem vindo. ─ Disseram os dois em uníssono.

Os três começaram uma discussão acalorada, e graças a isso o que estava dormindo em pé acordou. Vendo aquela comoção toda ele fez a única coisa lógica a ser feita. Bateu na cabeça deles com seu bastão de suporte e voltou a dormir.

Eles, por sua vez, não esperaram muito por uma chance de vingança. O ato de arrancar o bastão suporte de lugar, fez o velho ir ao chão como uma fruta madura. Ele levantou tão tonto quanto uma pessoa pode se levantar depois que cai no chão dormindo e depois que recuperou os sentidos, gritou com sua voz de trovão amaldiçoando os outros.

Foi quando o último deles, que não tinha entrado na briga, bateu com força na cabeça dos quatro e gritou para que os ânimos se acalmassem.

─ Alten! Starsi! Vanhuk! Senyvas! Silêncio! Lembrem-se de que o que estamos fazendo aqui é muito importante.

─ Sim, Elder. ─ Disse o grupo como crianças que foram repreendidas pela mãe.

─ Viu o que você fez Vanhuk? ─ Disse Starsi.

─ Eu!? Você é quem fica roendo as unhas e fazendo comentários estúpidos.

─ Eu comento o que eu quero e…

─ SILÊNCIO! ─ Elder gritou com sua voz solene. ─ Pelos deuses! Vocês conseguem ser piores que crianças!

─ Poderia voltar dormir à eu, Elder? ─ Senyvas perguntou na sua inalterável voz de trovão além de severamente perturbada e quase inexistente sintaxe.

─ Não! Agora eu preciso que todos se foquem. Alten, continue mexendo. Nós perdemos a conexão.

─ Me obrigue! ─ Alten disse cruzando os braços.

Elder deu uma encarada profunda em Alten. Não parecia mais o velho rapaz que estava rindo há apenas cinco minutos. Com sua cara cheia de rugas, cabelo totalmente branco e olhos castanhos fundo escuros, parecia muito mais velho do que a verdade; e nesses momentos específicos, não era muito esperto contradizê-lo.

─ Tá bom, tá bom, eu faço. Droga ─ Adicionou baixinho.

Alten começou a mexer e os outros a balbuciar palavras que não seriam reconhecidas em qualquer linguagem possível. Novamente a superfície da mistura se tornou clara o bastante e as imagens voltaram; agora era possível ver quatro pessoas tentando escapar de algo.

─ Mas como eles… ─ Starsi começou.

─ Shh. Quieto. Nós não conseguimos ouvi-los.

Os quatro jovens corriam o mais rápido que podiam de um objeto gigante envolto por uma densa névoa no caldeirão dos velhos, quando, de repente, suas vozes se fizeram claras.

─ Larry! O que nós vamos fazer!? ─ Disse o garoto correndo do lado direito de uma garota, no que parecia um amplo corredor.

─ Continue correndo, Volpi! Apenas continue correndo! ─ Disse o que estava ao centro.

─ Larry! Ailith está cansada! ─ Disse a garota ao lado de Volpi.

─ Aili, querida, você conseguiria aguentar só mais um pouco!? ─ Larry disse usando um tom de voz gentil, geralmente reservado a crianças de cinco anos. ─ Droga. ─ Resmungou para si. ─ O que poderia ser pior que uma pedra gigante vindo em nossa direção?

─ Duas pedras gigantes vindo em nossa direção. Em chamas! ─ Disse a garota do lado direito de Larry que olhou para trás e gritou algumas palavras.

… … … … … …

─ GGGGRRRRRRRHHHHYYAAAAAAAAAAAAAAAH!!!! Lykke!!! Por que DIABOS!?!?!? Se eu pudesse parar por um momento, eu te esganava!!! ─ Vociferou Larry enquanto corria e olhava para trás. E assim foi como, Morte, de repente, tornou-se duas pedras gigantes em chamas.

─ Aw Larry, vamos lá. Apenas pense que as coisas estão agora muito mais interessantes. ─ Disse com um sorriso infantil. ─ Mais, se nós sobrevivermos, nossa história será DEMAIS!

Os velhos assistindo à cena desataram a rir.

─ Que dia maravilhoso para uma boa corrida. ─ Disse Vanhuk num tom bem sarcástico.

─ Aquela certa está garota. A será história impressionante… esperta muito, esperta muito. ─ Senyvas disse enquanto alisava a barba ridiculamente longa.

─ Ainda, essas crianças continuam a me surpreender. ─ Elder disse com seu bom humor de volta em seu rosto.

Eu lamento interromper isto, contudo, nossa história não começa dessa maneira. E mesmo sendo o narrador, eu não gostaria de atrair a ira vingativa deles para mim, tampouco para você. Então… Eu vou escovar os dentes.

Aviso… de novo.

qui - 22/03/2012 Deixe um comentário

Sim, mais um. Eu faço mais avisos do que trabalho propriamente neste pub. De qualquer forma vim avisá-los de que ele não vai fechar – sempre venho avisar isso – e que vou tentar me dedicar mais a ele agora – alguém está notando certo dejá-vù?

De qualquer forma o que posso fazer é organizar os folhetins que comecei por aqui e nunca terminei. Eventualmente sairão, não se preocupem.

Também vim avisar que terminei um projeto dos grandes. mas esse dou mais detalhes e alguma coisa dele depois, hehe.

Por enquanto é isso. Fiquem um pouco. Duas rodadas hoje são pela casa.

Um mercenário… – parte 1

ter - 28/02/2012 1 comentário

─ “Você deveria fazer do seu hobby profissão.” Eles dizem. ─ Disse o homem enquanto preparava sua luneta.

─ “Deveria oferecer seus serviços. Ganharia mais dinheiro.” ─Ele continuou montando a .22 na mureta.

─ Como se meu hobby fosse um trabalho! Eu faço por diversão. ─ Ele disse carregando uma bala no rifle.

─ Vamos ver quem eu pego hoje. ─Ele continuou olhando as pessoas no parque. ─Poxa, faz tempo que não mato uma velhinha alimentando pombos… vai ser ela. ─ Ele disse mirando, puxando o gatilho e fazendo um buraco na testa da idosa.

Olhou a comoção, ficou ali saboreando o momento e sentido-se satisfeito com seu inocente e inofensivo hobby. Matar pessoas… sim este é o hobby. Ele foi para seu apartamento verificar se os bolinhos estavam prontos. Tinha que entregar vinte caixas de “cupcakes” no dia seguinte. Não podia deixá-los passar do ponto… e este é o trabalho.

Johnny, como é conhecido é um mercenário não muito usual. Ele assa bolinho para viver e mata pessoas como hobby.l Ficou famoso pelo hobby não pelo trabalho, apesar de que depois de um tempo o trabalho começou a render batante. O hobby ajudou. As pessoas acham – pois são tapadas – que entregar vinte bolinhos a uma pessoa é um código para dar-lhe vinte tiros…

Não estou brincando, isto é sério! Ele tem muitos pedidos por causa disso. Geralmente as pessoas costumam fazer as pazes depois de receber os bolinhos, pois são os melhores bolinhos do mundo! E sim isto também é sério. Caso você não sinta que a vida não fazia sentido antes dos bolinhos dele, ele devolve o dinheiro.

Alguns traficantes de açucar , chocolate e cereais já pediram que ele começasse a fornecer, mas ele é contra negócios ilícitos. Príncipios de mercenário.

Obviamente ele presta serviços a quem paga mais. No caso foi uma escola que terá uma venda de bolos no dia seguinte. Ficou acertado vinte caixas de cupcake e dois bolos, um de chocolate alemão e outro de damasco com nozes… damasco com nozes ahhh…

Voltando a história, conferiu o forno; mais quinzer minutos e a última fornada de “cupcakes” estaria pronta; mas Johnny não contava com algo. O telefone tocou.

─ Senhor Johnny… ─disse uma voz após ele atender.

─ Sim? ─ Ele respondeu em seu tom calmo.

─ Tenho um trabalho para você. ─ A voz disse de maneira macabra.

─ Lamento, já fui pago para outro serviço amanhã, mas se quiser esperar ou fazer uma oferta…

─ Na verdade, lhe farei uma proposta que não pode recusar. Olhe para seu forno.

─ O que tem meu forno? ─Ele disse de maneira intimidadora.

─ Eu desprogramei o timer. Seus bolinhos estão prestes a passar do ponto.

─ Ora seu…

─ Nem pense em ir olhá-los! Coloquei uma bomba no forno. Caso você se mova adeus bolinhos e seu precioso forno! ─ Ele disse jogando seu trunfo na mesa.

─ Meu forno… o que você quer?

─ Quer que você mate.

─ Mas é um hobby!

─ Faça deste hobby um trabalho; pense nos bolinhos.

─ … Tá bom, diga logo, eu preciso vê-los.

─ Te mandarei as informações depois, mas não se esqueça. Cumpra ou seus bolinhos nunca mais estarão seguros.

Retorno… – Geração Facebook.

sáb - 25/02/2012 1 comentário

Æther! Por quanto tempo este pub ficou trancado? Ah, está tudo cheio de pó, a limpeza vai ser longa. Ah, boa noite. Não esperava um cliente agora tão tarde. Pode entrar, fique a vontade, lamento pelo pó. Quer beber alguma coisa?

Você pega um cardápio e me aponta uma bebida, te lavo rapidamente um copo e lhe sirvo numa mesa, onde você limpou o pó da cadeira e apoiou o cotovelo direito em cima da toalha que estendi para que ficasse com um pouco menos de poeira.

Realmente não esperava um cliente. Eu te digo enquanto você beberica a bebida e me olha atentamente. Não posso fazer muito com um pub sujo, tampouco escrever, mas tenho alguns assuntos na cabeça se quiser ficar e ouvir… Você afirma com a cabeça e eu começo a limpar as coisas e a falar.

Ai ai, tem tanta coisa para fazer. Preciso dar um jeito nesse pub. Sabe, as coisas andaram um tanto quanto caóticas… senti falta deste lugar.  Senti falta até mesmo das canetas que uso por aqui. Uma delas já não funciona se for usada com outra pessoa, haha… ai ai não queria ter de abandonar este lugar, mas outras prioridades chamaram. Acho que você até entende, ao menos é o que vou tentar tirar de sua reação neutra.

Desculpe, não deveria estar te incomodando com isso, mas não sei, talvez você tenha sentido alguma falta também. Eu espero que sim. Mas que seja… rapaz, como tem louça. Você vê o barman colocar sua mão na testa e olhar de desapontadamente para um monte de copos. Vai tudo para a máquina… Você me ouve e me vê colocando um monte de copos, taças e alguns pratos numa máquina de lavar de doze serviços. Pronto tudo certo. Agora só limpar as garrafas… Você não se decide se o barman têm hábito de falar sozinho ou está falando porque te tem como interlocutor, mas dá mais um gole em sua bebida enquanto o observa tirar uma série de garrafas, umedecer um pano e limpá-las cuidadosamente.

Uma vez… Você vê novamente o barman começando a falar, mas dessa vez parece que ele vai mudar de assunto. … eu escrevi um texto sobre a Internet estar atrapalhando meu pub. No caso era porque uma vez perdi muito tempo olhando coisas outras que não cuidar daqui, mas sempre quis falar um pouco mais das redes sociais, inclusive do Facebook que parece ter dominado isso tudo.

Quando eu ainda estava no facebook, apesar da página de nosso pub existir por lá o dono não está, vai entender… Bem, quando estava lá, eu vi que as coisas estavam indo de mal a pior. Sabe, a vida às vezes torna-se deprimente. É incrível o que as pessoas fazem hoje em dia. Conceitos como privacidade ou então vergonha, mesmo a vergonha alheia parecem estar desaparecendo aos poucos.

Você segue com os olhos, desvia um pouco, mas deixe o barman continuar, ainda não resolveu emitir sua opinião. Vejo pessoas escrevendo coisas sem nexo. Delirando na realidade. Destruindo um idioma bonito… é bonito, tem coisas horrorosas, mas todo idioma é assim, e penso: Por quê? Simplesmente, por quê?

O que acontece com a realidade que cada vez tem menos nexo? As pessoas se expõem cada vez mais por cada vez menos e tratam de sua intimidade como se fosse algo tão banal quanto respirar. Não sei se sou só eu que fico incomodado, mas por que tenho que saber o que alguém comeu ou deixou de comer? Por que tenho de saber o que a pessoa fez ou deixou de fazer? Nem conhecia a maioria que estava lá, ou então quase nem falava com elas no mundo real; por que, de repente, falaria no virtual?

Você deixa o barman continuar enquanto ele começa a arrumar as garrafas de whisky e outras bebidas na prateleira do bar. Beira a ser deprimente, acho que o mundo como um todo. Não tenho nada contra as pessoas fazerem o que quiserem de suas vidas, seja no âmbito social, profissional ou mesmo sexual, mas para que se exibirem tanto? Para que divulgarem a vida como se fosse um livro aberto?

Isso, na opinião deste humilde barman, é claro, vai matando as relações humanas ao invés de ajudá-las como dizem. Onde está o mistério em conhecer outra pessoa? Onde está o verdadeiro convívio? Talvez, sei lá, eu esteja ficando velho, ou minha alma é velha demais, acho que você não diria que sou velho olhando para meu físico.

De fato você não diz, beberica mais um pouco, olha para o rosto do barman ainda novo e sem qualquer ruga e deixa ele prosseguir. Talvez minha alma tenha envelhecido mais que meu corpo… é possível. Você me vê colocando uma última garrafa na prateleira e vendo que ainda vai demorar um pouco para a lava-louças terminar. O vê pegar um balde com um pouco de água, alguns panos e uma garrafa de álcool gel e dirigir-se para limpar todas as mesas e cadeiras.

Meus peixes… ainda estão vivos? Alguém deve tê-los alimentado enquanto estive fora. Você olha o barman parando antes de começar e de fato surpreso. O tanque dos peixes que formam um dos aquários mais bonitos e mais criativos que você já viu, visto que eles percorrem o pub todo com um sistema de tubos de vidro e acrílico ,é a coisa mais limpa do pub do todo; além disso os peixes nadam livremente por aí enquanto você os vê contrastando com a luz azulada do sistema.

Será que foi aquele cara? Ele vem aqui, escreve uns textos. Já o peguei saindo uma vez, porém, não vi como ele era. Só vi que deixou um texto em cima da mesa. As vezes imagino-0 como o típico James Bond, pelo menos o último texto dele passou essa impressão. Você acena com a cabeça mais para concordar do que outra coisa; afinal não consegue se lembrar perfeitamente do texto, aliás quase não se lembra, talvez de uma olhada depois.

Voltando ao facebook, tem também o fato de que mesmo os portais de notícias que estão por lá começam a abordar temas que não interessam tanto assim. Temas que soam incrivelmente fúteis, deixando o que realmente importa ou o que as pessoas realmente deveriam se preocupar para segundo plano. Claro que, todo meio de comunicação visa o lucro, não os censuro por isso, mas minha pergunta é: Será que o nível está tão baixo que o que estão veiculando é realmente tudo que os usuários de lá se interessam?

Sei que são maioria jovens, mas conheci velhos também e… quer mais uma dose? Você que terminou sua bebida, afirma com a cabeça vê o barman parar o que está fazendo, preparar outra bebida e lhe servindo com mais um copo que ele acabara de lavar. Então, não quero generalizar e falar que são só jovens, afinal já vi adultos e idosos por lá também. Eles jogam farmville. Você vê o barman com um olhar misturado de raiva com desapontamento e ironia. Engraçado… ele continua …que quando eu era jovem, video-game era coisa de criança. Isso me leva a pensar que adultos também não são muito o que eles dizem ser, mas isso é para outro dia.

Você beberica mais um pouco e continua a acompanhar o barman com os olhos. Ele limpa as mesas rapidamente, mas com habilidade, está acostumado a isso. A máquina de lavar louças apita e ele se dirige para lá, abre a tampa e deixa o vapor subir. Com um outro pano vai pegando peça por peça de louça, termina de secá-la e guarda nos armários.

Mas claro, isso não é só o facebook, tampouco começou com ele. O país de vocês, o Brasil, começou com o Orkut. Ele foi muito pouco usado por outros países pelo que pude ver. Parece que aqui ainda é bastante usado, mas se for falar dos problemas dele, vou repetir o mesmo do facebook. Eu tive minha fase mais jovem e tive um cadastro em redes sociais, mas agora eu não consigo mais entender a utilidade delas. Claro, elas aproximam, mas só o fazem se você está disposto a se aproximar, do contrário é igual uma relação de vizinhos que nunca se falam, só pedem alguma coisa emprestada um do outro de tempos em tempos.

Ou então, pior ainda. As pessoas acumulam “amigos”… você nota um tom sarcástico nessa última palavra… que no fundo significam nada. São só mais um número em um contador. Ou então medem seu número de mensagens ou comentários do que compartilham. Hoje em dia o comum é o número de gostei… você vê o barman fazer um joinha… dados em algo. Se alguém desgosta, essa pessoa logo é execrada. Ainda bem, mas ainda bem de certa forma, que a anonimicidade ainda existe. Alguns realmente ficam irados quando alguém desgosta de algo que elas gostam. Ou isso ou como se veem em bando, mesmo que virtual, se sentem mais poderosas para desafiar e falar: Quem você acha que é para desgostar do que eu gosto?

Ai ai. Entende minha dor? Parece que além da intimidade estar indo para o inferno as pessoas estão se tornando mais violentas e covardes pois só atacam se sabem que estão em bando pelo número de gostei. E nem vou comentar sobre as coisas que elas compartilham, algumas são de fatos engraçadas, outras são simplesmente inúteis, mas como isso é assim com tudo, sua milhagem pode variar. Pode ir longe ou muito perto, não sei. Você vê o barman secando alguns últimos copos e os guardando, levanta-se e vai até o balcão para pagar pelo que consumiu. Não, não. É por conta da casa. Fiquei muito tempo fora então.., só faça o seguinte, se você estiver passando mal chame um táxi, em plena madrugada de sexta não gostaria que um cliente se acidentasse.

Você guarda sua carteira, vê o barman te dar um sorriso e sai pela porta. Sente o vento gélido na noite quente, olha para o céu sem nuvens e começa a voltar para casa. Quanto ao barman, você dá a última olhada para trás e o vê arrumando mais algumas cadeira. Será uma longa noite para ele.

Sobre a vida… – Para os seres numa bolha

qui - 23/02/2012 Deixe um comentário

Eu queria saber que tipo de lógica estranha é aplicada nesta situação: Quando eu produzo conteúdo, aparece ninguém, quando largo por um tempo as visualizações sobem, nem sempre sobem muito, mas sobem. Vai entender, mas isso não é assunto para agora. Quero falar de outra coisa e sem o personagem do barman. Explico isso depois. Está na hora de usar um blog como blog.

Este post será feito graças a uma pessoa, mas como eu tenho certeza de que existem mais pessoas como ela, vamos abranger um pouco. Primeiro, não falarei quem é esta pessoa. Só revelarei que é uma criança de onze (11) anos. Se ela for sensata, não se revelará e tampouco chamará a atenção disto para si. Caso ela não seja: SEJA SENSATA E NÃO CHAME A ATENÇÃO PARA SI!

Pronto, com  isso fora do caminho vamos começar. Escrevo, pois aparentemente fui responsável pela primeira desilusão deste ser. Após romper com algumas coisas que fazia e que eram de conhecimento público, ele mandou-me diversas mensagens – com uma escrita sofrível que custei a ler, diga-se de passagem – dizendo que sentia seu coração pesado; marquei a infância dele; que “eu sou foda” e gente boa – mentiras absurdas -; que estou jogando meu trabalho no lixo – o que é problema meu, diga-se de passagem -; que tomou um tiro de doze no coração – simbolicamente, óbvio – e que queria ser meu irmão e chega dessa mensagem que me dói o olho ficar procurando onde eu estava lendo quando eu mudo de tela.

Rapaz, quanto aos seus sentimentos, deixe-me ser claro com uma coisa: Bem vindo à vida. As desilusões fazem parte dela. Acostume-se com isso.

Isso vale para todos: Seres, bem vindos a vida. As desilusões; sofrimentos; mentiras; quedas e inconstâncias fazem parte do caminho. Para os que têm a idade deste garoto e ainda vivem numa bolha e para os que não têm a idade deste garoto e ainda vivem numa bolha: Por favor, acordem! Não peço que vocês joguem fora sua inocência, que é coisa rara neste mundo, não! muito longe disso, peço que não sejam tapados e ingênuos. Também não se devotem a algo tão passageiro como um trabalho, uma pessoa ou mesmo um sentimento.

Senhores, senhoras e senhoritas, sendo muito clichê e constatando o óbvio: A fila anda; o barco navega e a vida continua. Ficar chorando por coisas simples e simplórias… não é que seja ruim, mas na minha humilde visão de mundo, é um desperdício completo de tempo e energia.

Vamos lá, sei que as palavras de um “adulto” são chatas, mas também são necessárias. Detalhe, não sou um exemplo de maturidade – creio que ninguém o é, mas é assunto para outro dia -, porém, tendo em vista a diferença de idade entre esta criança e eu – uma década – e as mensagens que este garoto me enviou a única alternativa que vejo é me colocando como um adulto.

Seres das bolhas em sua maioria crianças: quando adultos, pessoas mais velhas, ou mesmo da sua idade te falam para não fazer algo é porque algum motivo elas têm, não é porquê elas querem justamente o contrário – as pessoas não trabalham com psicologia reversa o tempo todo, do contrário a vida seria praticamente uma sequência de negações intermináveis – é porquê elas querem justamente dizer o que disseram.

Acho que resumi tudo. Só mais uma coisa e isso é só para quem merece tomar essa bordoada: PAREM DE ME TORRAR A PACIÊNCIA!
E torrar a paciência não no sentido de não vir falar comigo, não sou tão antissocial assim – que droga que é essa palavra assim – tampouco um monstro, mas gosto de preservar a mim mesmo; coisa que as pessoas não fazem mais, principalmente graças as redes sociais, mas falo disso num outro tópico.

Antes de ir, aos que quiserem comentar, até mesmo conversar, tudo bem. Meu skype está aqui, o e-mail do pub também. Prometo manter a anonimicidade, é só não me encherem de mensagens que não tenho tanto tempo assim e quando começarem a incomodar, pode deixar que aviso… ou faço um posto gigantesco como agora. Mas que seja. Até mais tarde.

CategoriasFilosofia do Pub, Geral

Só para iniciar.

Muito bem. Esta é a conta dos convidados, como explicada na seção serviços e no post “Anúncios e Serviços” esta conta ficará para quem quiser postar algo pelo pub. Só lembrem de mandar uma mensagem para yeoldfoxpub@gmail.com e o resto vemos como faremos.

CategoriasAnúncios

Anúncios e serviços.

seg - 02/01/2012 Deixe um comentário

Ano novo, pub velho.

Aliás, boa noite. Passaram uma virada de ano responsável? Não? Então sofram com a ressaca de segunda-feira. De qualquer forma, voltaremos a programação normal do nosso pub e faremos alguns anúncios.

Primeiro de tudo. Continuaremos as segundas, quartas e sextas-feiras. Os posts não necessariamente continuarão a sair as 1800 como tem saído, mas eles saírão nesses dias. Assinem o feed RSS ou então assinem o e-mail. Acaba sendo um tanto quanto mais prático de acompanhar os textos.

Outra coisa, eu estava esperando virar o ano pois não faria sentido começar algo que ninguém iria ler quase terminando o ano passado. Mas o Pub agora está aberto para serviços de revisão de texto. Teremos uma página dedicada a isso: aqui.

Quem revisará os textos será o Owen e apenas o Owen. Os outros autores não tenho contato com eles já há alguns dias, creio que talvez eles possam a vir se desligar do blog. Mas ficarão até o fim deste mês quando eu puder conversar com eles… Mas a revisão de textos. Detalhes podem ser encontrados na página de serviços, lá eu explico melhor, porém, simplesmente para dar alguns dados:

Sim, infelizmente ou felizmente sou um revisor iniciante, mas isso não quer dizer que minha qualidade seja inferior. Pode ter certeza de que seu texto será tratado com o carinho e o detalhismo que ele merece. Claro, prepare-se para receber minhas mensagens, pois farei uma série de perguntas. Não liguem. Isso nada mais é do que o revisor querendo fazer o seu trabalho de maneira impecável e adaptar-se à cada cliente.

Creio que seja isso. Serviços de revisão. Posts nos dias úteis pares. Escritores que talvez não apareçam mais… Ah é. Caso alguém tenha um texto que queira ver publicado, mas não queira fazer um blog só por causa de um texto, mande para mim. Criarei uma conta WordPress chamada: Convidados e anexarei ao Pub.

Não sei se muitos terão interesse – vai para a área de serviços também – mas é uma forma que eu tenho de revisar mais textos. Claro ele ficará indo e voltando um pouquinho até o autor dele concordar com as revisões e caro autor, não se preocupe, é só assinar com seu nome ou apelido no final do texto e todo o crédito será dado a você. Óbvio! Mas como já disse, relembrar os fundamentos sempre é uma boa, hehe.

É isso aí pessoal, até o texto de hoje a noite; que deve sair um pouco mais tarde.

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