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Arquivo para a categoria ‘Bebidas’

A fantástica amizade do sono.

seg - 19/09/2011 1 comentário

Enquanto eu cozinho uma pequena série de histórias, filosofemos sobre bolo.

Bolo é gostoso é saudável e é uma mentira. Na verdade estou aqui para falar sobre sono.

É um fato indiscutível de que caso você seja um ser humano, você sente sono e cansaço. Até aí isso é de uma obviedade sem tamanho, porém, o caso que gostaria de discutir é os efeitos que a falta de sono causam sobre o corpo humano. Os efeitos mais comuns são a lentidão dos reflexos, a falta de atenção e a impaciência.

Quando é atingido o estado de impaciência, isso geralmente quer dizer que seu corpo, e principalmente seu cérebro, querem descansar o mais breve possível. Mas também não é sobre esse estado, são os estados de alucinação que quero falar. Mais exato, quero contar uma pequena história.

Um estranho de camisa preta veio ao pub recentemente, estávamos quase na hora de fechar e quase todos os clientes já tinham ido embora quando ele pediu um copo de whisky e alguma coisa que o pudesse deixá-lo acordado. Os olhos estavam vermelhos e era possível notar as olheiras. A cara estava bem pálida e abatida. O rapaz não dormia a três dias pelo que eu pude reparar. Fiz algumas coisas dessas quando era jovem e ainda me recordo dos efeitos.

Pedi a ele que se sentasse numa das poltronas e se sentisse comfortável. Ele disse que não. Beberia em pé ao lado do balcão. Tenteni convencê-lo como pude ao lhe colocar sua dose de whisky, mas nada feito, ele queria apenas o whisky e um café. Pedi ao Tom que preparasse um café reforçadamente forte e tentei conversar um pouco mais com o rapaz para saber por que ele estava naquele estado.

A voz era arrastada e morosa, mas ainda não chegava a ser um balbucio de palavras aleatórias e incompreensíveis. Ele virou o copo de whisky sem gelo em um só gole. Balançou a cabeça como para acordar ou se livrar de um gosto ruim e os olhos envidrados e opacos se tornaram ligeriamente mais vívidos e brilhantes. O grande problema é que eu descobri nos próximos 5 minutos que ele não deveria ter tomado aquela dose naquele estado, pelo menos não tão rápido.

Foi quando o rapaz começou a alucinar. Ele olhou para uma das paredes e muito polidamente me disse: Belo quadro. O elogio seria interessante se naquela parede em específico tivesse qualquer quadro. Agradeci e lhe perguntei: O que achou da pintura? “É uma pintura muito interessante de uma sereia.”

Enquanto o pub realmente tem uma pintura de uma sereia ela estava e ainda está na parede oposta ao qual o rapaz estava olhando. Ou ele havia entrado nas alucinações ou sua vista estava começando a embaralhar e trocar peças de lugar umas com as outras a uma distância maior que a sua mão podia tocar. Eu fico imaginando o que aquele rapaz estava vendo além de quadros onde não existiam. Afinal, ele desde que entrou passou a imagem de alguém um tanto quanto calado.

Foi quando Tom voltou com a xícara de café. O estranho ao pegar na xícara para tomar seu café foi interrompido por mim: Não quer fazer dele um café irlandês? É melhor para acordar, sabe?

- Café irlandês? – Ele respondeu com a voz que voltava a se tornar macilenta.
- Sim, com whisky. – Eu completei
- Vai me sair mais caro? – Ele me perguntou entre risos de um bêbado de sono.
- Não não, rapaz. É por conta deste irlandês aqui. – E peguei uma garrafa das garrafas de meu bar.

Ele autorizou e o que normalmente seria uma dose apenas de whisky tratei de colocar três. Era uma xícara grande de café e Tom não havia enchido tanto para deixá-lo justamente mais forte. Digo que normalmente é uma, pois caso alguém queira mesmo estragar um bom café ou um bom whisky se coloca mais de uma.

O whisky ajudou a diminuir a temperatura do café o que também ajudou o estranho a tomá-lo mais rápido. Não muito tempo depois quando ele terminou de tomar o café eu reparei nas pernas dele a fraqueza. Ele já estava a tempo demais sem dormir e o álcool apenas ajudou a reforçar o efeito. Disse para um dos garçons para limpar a mesa atrás dele e se preparar para pegá-lo quando ele caísse de costas. Continuei ainda conversando com o rapaz que foi lentamente tirando a carteira para poder me pagar com os olhos já fechando. Foi quando ele a colocou em cima da mesa que caiu, mas Alex o pegou a tempo. Ajudei o garoto e juntos colocamos o estranho na poltrona.

Olhei na carteira e nos bolsos dele sinais de qualquer informação para quem eu pudesse ligar, mas nada. Apenas um papel com um número anotado, porém, muito curto para ser de telefone. Deixei o ali, tirei da carteira dele o equivalente a uma dose de whisky e uma xícara de café preto e disse que aquela noite ficaria no pub. Seria uma longa noite, mas eu tinha mais coisas a escrever. Foi lucrativa para todos.

O estranho acordou no dia seguinte com uma dor de cabeça quase insuportável; eu que havia terminado de limpar algumas coisas e era minha vez de estar com sono preparei um café para ambos. O estranho um tanto quanto cabisbaixo e não muito feliz por ter dormido, comeu com grande apetite. Durante o café me perguntou se eu havia vigiado seu sono durante toda a noite. Respondi lhe em partes que sim. Havia passado a noite no pub  e que portanto estava por perto.

O ânimo dele que retornou mostrou sua gratidão com uma expressão em seu rosto. Ele pagou pelo café da manhã e disse que voltaria a visitar o pub, porém, em melhores condições de descanso. Ao sair ele olhou alguns textos no meu quadro de avisos e perguntou o por quê deles. Expliquei sobre o que fazemos no pub e ele disse com um sorriso um tanto quanto maroto demais para meu gosto que voltaria com algumas boas histórias.

Essa é mais uma das histórias do pub e da importância do sono.

A equipe do Fox Pub deseja à todos um ótimo início de semana e uma boa noite de sono mais tarde.

Sequestro de hamsters pequeneses

seg - 05/09/2011 Deixe um comentário

Ocorreu um algo não muito feliz recentemente com um cliente de nosso pub. Como barman você acaba ouvindo muitas histórias e as vezes acaba se apiedando com algumas delas… não foi o caso desta. Foi nesta semana passada quando um cliente entrou com uma cara abatida e bem deprimido. “Decepção amorosa.” pensei comigo mesmo, porém, demonstrou-se que era algo ainda mais sério.

Ele se sentou junto ao balcão e pediu uma garrafa de Whisky. Já acostumado com coisas coloquei uma garrafa e um copo em cima do balcão e disse a ele que cobraria apenas o quanto ele consumisse. Ele disse que terminaria a garrafa antes da metade da noite. A verdade é que ele conseguiu e fiquei impressionado, porém, isso é só um comentário  a parte.

De qualquer forma foi no quinto copo de whisky que ele começou a abrir a boca. Típico. O corpo vai ficando macilento a pessoa perde o pudor e começa a falar, as vezes o que não deveria, mas em geral suas mágoas. Foi então que ele me contou do sequestro de seu hamster pequenes de estimação.

A história teve origem há duas semanas, quando este cliente teve problemas com um colega da empresa onde ele trabalhava. A discussão se deu sobre hamsters e qual a melhor forma de tratá-los. Enquanto este cidadão defendia que eles deveriam ser tratados com amor e carinho o outro defendia que hamsters deveriam ser treinados para invasões especiais. No caso, creio que temos um pouco da reflexão da personalidade dos donos, mas não cabe a mim opinar.

De qualquer forma, o hamster pequenes dele foi sequestrado após dois dias da data da discussão. Enquanto ele deu queixa a polícia e quis ameaçar seu colega de emprego, porém, nada poderia ser feito. O sequestrador não havia deixado provas. Ele apenas sumiu com a gaiola do hamster e mais tarde quando o dono se encontrava em casa ele conta que recebeu uma ligação de alguém com a voz alterada por computador dizendo que, caso quisesse o hamster de volta, ele deveria pagar: trinta e cinco centavos heresarquicos.

Poucos sabem, que a economia heresarquiva é uma das mais fortes do mundo. E que apenas trinta e cinco centavos dela, correspondem a aproximadamente R$ 800. O que por uma criatura minúscula como um hamster pequenes é uma quantia alta. As ameaças foram que caso ele não pagasse a quantia em uma semana o hamster seria morto.

Acionou a polícia e separou uma quantia para o possível resgaste. Mas; nesse ponto ele começou a chorar; disse que não conseguiram localizar o hamster a tempo e mesmo com a quantia paga os sequestradores disseram que ele havia passado dois minutos do prazo que eles deram. O que era totalmente intolerável. Um disco chegou no dia seguinte a casa desse cliente com um vídeo explicando tudo e mostrando como esse hamster foi morto. Nas palavras do cliente:

“E meu hamster… sniff… sniff… foi morto por um banco.” “Um banco?” “Sim. Jogaram um banco de praça em cima da gaiola dele.”

Obviamente me controlei para não rir e vendo que o cliente tinha acabado com a garrafa e estava visivelmente mais que bêbado, consolei-o com algumas palavras e convenci-o de que ele deveria voltar para casa e dormir um pouco. Ele acatou a sugestão. Me pagou pela garrafa e eu chamei o Tom; um de nossos garçons; e pedi para que ele acompanhasse o cliente até lá fora para que ele pudesse pegar um taxi.

O cliente ao ver o Tom se aproximar grita: “Nossa um espírito do fogo!”

Deixe-me explicar. O Tom possui cabelo ruivo. Ele é descendente de irlandeses e algumas qualidades do país estão bem fortes nele, como o tipo físico, o cabelo ruivo e as sardas. Mas é um bom rapaz. Disse apenas ao cliente que não o machucaria nem o incendearia, o levou para fora e o ajudou a chamar um taxi.

A noite terminou com os outros garçons tirando um pouco de sarro dele e inclusive eu dizendo: Espírito do fogo é a primeira vez.

“É geralmente estou acostumado a ser chamado de sem alma. Espírito do fogo foi bom para variar.” Ele respondeu.

A equipe do Fox Pub deseja à todos um bom início de semana e mais cuidado e proteção com seus hamsters pequeneses para que bancos de praça não caiam em cima deles.

A cerveja adulterada Sérvia

sáb - 25/06/2011 Deixe um comentário

“Era uma vez,
Um velho irlandês,
Que tomou um barril,
De cerveja inglesa,
Por isso teve uma diarreia na mesa.”

Bom dia vagabundos, eu sou o Moondog, o bardo desse pub cheirando a naftalina, por isso comecei o post com um poeminha de minha autoria.

Um assunto que tem sido muito comentado na mídia nesses ultimo tempos é a cerveja adulterada na Sérvia, que tem sido um assunto muito polêmico nestes tempos, pois desde que foi descoberto a 6 meses, ninguém conseguiu definir qual a substância que os Mestres Brejeiros (nome dos Mestres Cervejeiros que modificam as cervejas para os mafiosos, note a diferença na grafia para diferenciar ambos), usavam para “batizar” a cerveja da sérvia e logo em seguida da Alemanha, tendo como um dos únicos paises da Europa a ter saido ganhando nesta historia toda foi a Irlanda. Então a distribuição de alguns dos paises com a melhor cerveja do mundo, ficou ameaçada, algo que afetou todos os pubs no mundo, incluindo o nosso, o que me fez agir e buscar sobre o que acontecia. Obviamente, depois de muito trabalho e luta, consegui chegar ao âmago deste problema. Tudo começou quando fui para a Sérvia, mais especificamente para a cidade de Belgrado, capital do pais. Lá encontrei um cena avassaladora, homens, mulheres e crianças, tendo desidratação por conta da taxa elevada de sal na tal cerveja “batizada”, o que me fez começar a questionar qual substância seria essa.

Alguns ainda ficam se perguntando do porque dos cientistas não descobrirem a substância na cerveja,  que fazia ela ficar tão ruim, amarga e dar diarreia e fazer com que as pessoas tivessem falência do fígado. O que acontecia é que quando a cerveja chegava aos laboratórios, como foi descoberto mais tarde,  os ciêntistas, sem nenhuma tem vida social,  acabam, para ficarem mais populares, tomando qualquer tipo de cerveja, bebida alcoólica ou até os famosíssimos energéticos irlandeses. Então quando a cerveja adulterada chegava nos locais de pesquisas os cientistas não esperavam um segundo sequer para começar a beber a cerveja e irem para os bordéis mais proximos de seus locais de trabalho.

Então, coube a mim a tarefa de revelar a substância, o que me fez ir até os confins da cidade de Belgrado, onde eu encontrei uma anciã, caolha, surda, muda, sem os dois braços e o baço, que se comunicava por meio de sinais de fumaça de seu cachimbo, em Saami. Essa conversa me fez descobrir que na verdade a cerveja nao era fabricada na Sérvia, mas seu ingredientes era provenientes da Irlanda. Sim, esta revelação me deixou atordoando, o que me fez ter de beber toda o meu estoque de cerveja de emergência, que eu levei para não morrer neste pais longinquo. Então perguntei a anciã do porquê, e ela falou que os pinguins gays irlandeses fizeram um pacto com a máfia irlandesa, para fazer com que a receita dos bartenders do pais aumentasse, controlados por eles, enquanto os pinguins teriam um estoque de camisinha de seda ilimitado. Assim os pinguins atravessavam o canal, com barris de cerveja nas costas, o que tinha um fator a favor, pois cerveja chegava na Sérvia gelada, o que difarçava um tanto o gosto da cerveja.

Então eu, depois de uma noite de amor selvagem com a velha caolha (o que me redeu uma filosofia ótima, se você for homem e caolho, nunca faça sexo, pois você pode ferir o olho de alguém),  peguei o primeiro barco a vela voador, que fazia conexão em Hy-Brazil. De lá fui para Dublin e então nesta cidade eu fui falar com meu velho amigo James Joyce, onde comecei a faler sobre toda o problema com os pinguins, a máfia e a cerveja. Ele estranhou e disse que estava acontecendo um coisa estranha na cidade, pois todos os cavalos estavam sumindo. Alguns achavam que eles estavam sendo mortos para fazer sabão, mas ele achava que na verdade a máfia irlandesa estava os utilizando para algo mas sombrio. Perguntei onde ficava o atual quartel-general da máfia, pois desde a Guerra Marinha contra os Carangueijos de 1992 eu nunca mais ousei pegar cerveja contrabandeada de Mïdgard. Joyce me disse que eu tinha que virar a esquerda na avenida Nárnia e a direita na rua Acre, duas cidades que todos sabem que não existem (todos sabem que o Acre foi a cidade em que foram gravados os Jurassic Parks).

Ao chegar no lugar, vi que era na antiga fábrica de leite de unicornio, a qual eu trabalhei durante minha infância. Descobri que a fábrica fora batizada de “Beerrier”, que ousadia a toda a Irlanda!

Comecei a olhar pela janela e fiquei horrorizado com o que vi. A máfia estava fazendo os cavalos beberem a cerveja tunisiana (a mais barata do mundo, usada muitas vezes por mochileiros e andarilhos como gasolina facil para seus triciclos), urinarem e misturavam de volta a cerveja irlandesa. Fiquei muito bravo, pois nem um cavalo merece ser forçado a tomar uma cerveja da Tunísia. Entrei pelas sombras da fábrica e comecei a abrir as portas para a fulga dos cavalo.

O problema é que eles estavam tão bebados que a maioria não conseguia levantar e os que conseguiam batiam com a cara nas paredes ao lado das portas. Com o barulho das batidas, os chefes da máfia irlandesa me pegaram e tentaram fazer com que os pinguins irlandeses me passassem AIDS, porém antes que ele começassem a tortura, fiz uma aposta do “trevo-de-quatro-folhas chapado”, no qual, pela lei Nº 42, artigo 173, nenhum irlandês com barba e/ou que bebesse, poderia recusar. Então o chefe da máfia, o chefe dos pinguins gays irlandeses e o mestre-chefe brejeiro juntaram-se a mim em uma mesa e então pudemos fazer o jogo. Pra quem não sabe o jogo consiste em dar um tapa na testa da pessoa a esquerda, pronuciar a frase “Whack-fol-lol-de-ra”, pular sobre um perna em cima da mesa enquanto imita um leprechaun.

Obviamente por ser um bardo e ter só 20% de sangue no alcool, depois de 20 horas e 200 litros de Guinness, eu ganhei o desafio, quase perdendo o meu 5º figado só este mês, eu ganhei e como ganhador eu fiz a os lideres máfia soltar os cavalos (ainda bebados) e junto com os pinguins, jogarem marco-polo em um barril de cerveja por dois dias e esse foi conhecido como o a “Competição dos barris de Vishnu”, pois só uma deusa com tantos braços para segurar tantos barris. Acabando com a crise econômica cervejeira europeia, fazendo a CIA prender os lideres da máfia irlandesa e os lideres do pinguins presos em um barril de cerveja.

Por fim, voltei ao meu querido pub, como heroi europeu e contei sobre esta historia que disserto, para o meu querido amigo e bartender Owen, junto com alguns barris de cerveja. Bem, bom coma alcoólica para todos e boa noite.

 

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