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Arquivo para a categoria ‘Esportes’

Eventos esportivos e comparações básicas.

qua - 07/12/2011 Deixe um comentário

Já perceberam que o Pub não costuma falar muito de esportes, mas vamos lá.

Ano que vem a Europa, que está passando por uma crise econômica grave e até agora ainda sem muita solução, realizará a Eurocopa 2012. A crise econômica não tem quase nada a ver com o evento. Ela se restringe mais a zona do euro do que ao continente todo, mas ainda é legal lembrar que a situação por lá não está tão boa, hehe.

Enfim, a Eurocopa será dividida entre dois países, Ucrânia e Polônia e reunirá dezesseis países dentre os cinquenta e três que podem participar. Se comparada a Copa do Mundo ─ sei que é estúpido comparar um evento regional com um global, mas adiante ─ esses dezesseis são apenas a metade. E quanto a Copa do Mundo de 2014, essa será realizada no Brasil.

Mas quais são as comparações que quero estabelecer além das geográficas? Existem as diferenças de grandeza dos eventos, que não preciso nem comentar,  e as diferenças econômicas, sociais e estruturais, que são as que me interessam.

Quanto as diferenças econômicas e sociais, vamos lá. Dados sobre Ucrânia, Polônia e Brasil:
Ucrânia -  28ª maior economia mundial, além da 27ª maior população, com aproximadamente 46 milhões de habitantes. 69º lugar no IDH
Polônia – 20ª maior economia global. 33ª maior população global com uma estimativa de 38,5 milhões de habitantes. 39º lugar no IDH.
Brasil – 7ª maior economia e 5ª maior população com quase 191 milhões de habitantes. 84º lugar no IDH.

Dados simples, porém, úteis. Obviamente o Brasil é mais rico, possui uma maior população, mas menos desenvolvido. E é essa falta de desenvolvimento em certas áreas que nos estrangula. Claro que falar sobre a falta de desenvolvimento é praxe no Brasil e muitos devem estar cansados. Mas me pergunto mesmo se foi boa ideia chamar a Copa do Mundo para cá.

Um evento esportivo é uma chance de se apressar o desenvolvimento, sim, e deixar uma herança. Mas qual é o custo disso? No caso da Ucrânia e Polônia, pode não ser muito alto. Não consegui achar cálculos do evento por lá, mas visto que o evento será dividido e os países sede são pequenos, comparativamente falando, eles não terão de fazer grandes modificações em suas infraestruturas. O custo por lá, está sendo, aparentemente, mais o social do que propriamente o financeiro como podem ver aqui.

No Brasil os problemas são os sociais, a FIFA afrontar o código de Leis (É só conferirem aqui, aqui, aqui também, não se esqueça aqui, opa faltou este e olha tem mais um.) e os financeiros. Com os custos de estádios, aeroportos, sistemas de transporte e infraestrutura que eventualmente teremos de arcar, pois a iniciativa privada não está querendo correr risco tão grande tendo em vista o prazo apertado, volto e me pergunto se realmente é interessante termos este evento esportivo em nosso país.

Vale a pena sacrificar e atropelar o código de Leis para atender uma entidade privada que nem sequer tem o peso de um órgão multinacional como a ONU ou a OMC? Vale mesmo a pena que o país sujeite-se aos possíveis e, infelizmente, prováveis problemas sociais que o assolaram durante a copa, como por exemplo: prostituição, comércio ilegal de drogas, aumento da violência (assaltos, acidentes de trânsito, brigas de torcedores, etc.) e  a paralisação de cidades ─ supondo que nada mude até a copa ─ durante os jogos por motivos de transporte?

Claro, também há a questão do dinheiro. Quanto será gasto? Quanto terá de sair dos cofres públicos? Como será feita as contratações? Essas perguntas depois dissomais isso, se não ficam sem resposta, ficam ao menos bem conturbadas. Portanto, a copa do mundo no Brasil vale a pena?

Sinceramente acho que não. Mas, já disseram que sim, aceitaram e trouxeram… desde 2007. Mas o prazo está acabando e como se pode ver, está se fazendo um show de ilegalidades para que ela possa ocorrer. Como muitas coisas, aparentemente ela será feita de qualquer jeito. O que é uma pena, poderia ser realmente usada para melhorar as condições de algumas regiões do país e atrair investimentos, coisa bem rara de acontecer diga-se de passagem. Geralmente um evento desses costuma dar muito mais prejuízo do que lucro.

De qualquer forma, a equipe do Fox Pub deseja a todos uma boa quarta-feira e uma boa continuação de semana.

Snowboard no monte Cook

qua - 10/08/2011 Deixe um comentário

Muito mais legal que o pão de forma.

Este imagem ao lado foi feita na Nova Zelândia. Terra de vulcões, praias, planícies, cadeias montanhosas, neve e Kiwis. E esta história é mais uma pequena parte de como foi fundado o Fox Pub.

Foi num período de férias, quando O Proprietário havia ido para a Nova Zelândia para estudar como funcionavam os bares e o turismo naquela região. Uma coisa muito interessante, afinal por ter quase todos diversos tipos de terreno, a Nova Zelândia praticamente compreende todos os tipos de serviço em lugares muito próximos.

Logo, Owen estava aprendendo como os donos de bares, hotéis e restaurantes lidavam com o frio, o calor e temperaturas medianas. E como ele também estava de certa forma em férias, resolveu não só aprender como aproveitar a paisagem natural que o país tinha a oferecer.

Amostra dos terrenos neo-zelandeses

Paisagens que mesmo subjetivamente belas, acabam por ser um subjetivismo apoiado por muitos dos seres que as visitam. Afinal todo país que possua todos os tipos de terreno de terreno como a amostra ao lado merece ser instantaneamente respeitado.

Foi quando ao andar de snowboard, nosso barman encontrou com um avestruz selvagem andando de ski. Foi uma das coisas mais incriveis que ele já tinha visto desde a invenção do pão de forma junto com a distribuição em larga escala do guaraná.

Decidi seguir o avestruz colina abaixo, porém, ele já estava muito rápido quando pensei em segui-lo e acabei perdendo-o no meio do caminho. Mas ao voltar para o teleférico que me levaria ao topo da montanha mais uma vez me encontrei com o Avestruz na fila.

Impressionado, fui tentar falar com ele e apesar de meu avianês estar um tanto quanto enferrujado, conseguimos nos comunicar e combinamos que iríamos apostar uma corrida. Ficou decidido que o perdedor teria de pagar ao vencedor um jantar naquela noite com a bebida inclusa.

Obviamente estávamos bem competitivos. Afinal um irlandês comum pode beber todo o estoque de cerveja ou metade do estoque de Whisky de um bom restaurante enquanto um avestruz pode ficar horas comendo de tudo. Resumindo, seria muito caro, para qualquer um de nós. Além disso houve o fato de que algumas pessoas decidiram apostar em nossa corrida pois era uma coisa não tão usual quanto corridas entre Kiwis e os Pinguins de olhos amarelos.

Ele gosta de dançar.

Mas os dois subiram juntos pelo teleférico e enfim chegaram ao topo do monte Cook, para que a corrida pudesse ter início. A notícia havia se espalhado rapidamente pois como algumas pessoas ouviram sobre o teor da aposta do proprietário com o avestruz e sobre outras apostas que as pessoas já estavam fazendo; os donos de bares e restaurantes começaram a competir entre si para ver onde os dois iriam jantar mais tarde e ganhar horrores com as contas. Quando chegamos ao topo foi dado início a corrida. O proprietário em seu snowboard e o avestruz em seus esquis. A descida seria complexa, cheia de obstáculos e com direito a aparição do terrível homem das neves (veja figura ao lado.) que teimava em ficar dançando enquanto passávamos.

Após o caloroso “Alô” que o Avestruz e o Proprietário conseguiram acenar para ele enquanto ele corria atrás deles, os dois continuaram a descer o monte numa velocidade espantosa. Após passar por árvores, rampas naturais e obstáculos de rocha e neve acumulada, os dois começaram a chegar próximo ao final.

Lembro até hoje do final da corrida, eu consegui alguns parcos centímetros de vantagem e ganharia por muito pouco do avestruz na linha de chegada, porém, esqueci que ele era um avestruz. Ele esticou seu longo pescoço e fez com que meus parcos centímetros de vantagem se tornassem nada. Graças ao pescoço dele nós empatamos…

Foram tiradas fotos. Pessoas compararam, mas não havia jeito. Foi declarado empate. Apenas poucas pessoas comemoraram; afinal não são muitos que pensam em apostar num empate. Os donos dos restaurantes locais também ficaram um tanto quanto desapontados, afinal haviam perdido dinheiro de aposta e perderam tempo competindo para ver onde iria ser o jantar.

Mas o Proprietário após a corrida continuou a falar com o Avestruz e os dois decidiram mesmo assim ir jantar em algum lugar para comemorar o que seria uma amizade interessante. Durante o jantar, descobri que o Avestruz era Australiano e não Neo-Zelândes como havia pensado. Ele trabalhava com restaurantes, e era chefe no seu próprio, visto que boa comida sempre havia sido sua paixão desde que era um pequeno; agora no caso um Emu, visto que ele era australiano; Emu.

Eu contei que por ser Irlandês, sempre havia apreciado boa bebida e queria abrir um Pub. Ele muito gentilmente me deu algumas dicas e disse que possuía alguns parentes espalhados pelo mundo e conversaria com alguns para ver se estavam precisando de um barman em algum de seus restaurantes.

Era basicamente uma chance ao proprietário de ganhar experiência no ramo e continuar economizando para abrir o seu Pub. Brindei a saúde dele, ele brindou a minha, brindamos mais uma vez o resultado da corrida e resolvemos fazer mais uma competição. O Emu apostou com o Proprietário que ele conseguiria beber mais álcool que ele, por sua vez o Proprietário apostou com o Emu que ele conseguiria comer mais do que ele.

Desnecessário dizer que no final da noite o restaurante tinha em suas mãos um irlândes passando mal de tanto comer e um Emu bêbado, coisa rara na Nova Zelândia. Mas ao menos ficaram felizes devido ao tamanho da conta.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um bom dia e espera que tenham aproveitado mais este trecho da história de como o Pub foi fundado.

Bicicletas – Racha na Alemanha Oriental

qua - 18/05/2011 Deixe um comentário

Olá, sejam bem vindos de volta.

Três pints de Guinness, já está saindo.

… Aqui está. Desejam mais alguma coisa? Ã? Saber como foi criado o Pub?

Bom, esta é uma longa história, mas creio que posso contar uma pequena parte dela, hoje.

Essa história tem a ver com corridas de rua, tráfico de drogas, muita violência e bicicletas.

Tudo começou em 1987. O proprietário, localizava-se no momento  na Alemanha Ocidental para treinamento em cervejarias. Como cervejarias são absurdamente comuns na Alemanha; você encontrava uma a cada duas esquinas, hoje uma a cada esquina, isso explica o gosto dos alemães por cerveja e por estarem bêbados, mas eles ainda não ganham dos Irlandeses.

Os estudos sobre a produção e apreciação de cerveja corriam muito bem. Com um alemão fluente e o gosto natural por cerveja herdado por seus pais britânico-irlandeses o proprietário se destacou mesmo entre os alemães ocidentais. Porém, o trabalho que nosso proprietário tinha na época pagava-lhe pouco. Era apenas o suficiente para que ele pudesse continuar com os estudos e seguir a vida. Mas precisava de dinheiro, para que assim um dia pudesse realizar seu antigo sonho de abrir seu próprio Pub.

Ainda me lembro, foi numa tarde de sexta-feira quando estava voltando de bicicleta com os amigos da cervejaria que ficava a quatro quadras da minha casa; a que ficava a apenas dois eram muito ruim e de qualidade absurdamente inferior;  que um deles após os meses de estudo que passamos juntos me perguntou: “Precisas de dinheiro?” Respondi-lhe que sim, precisava economizar para montar meu próprio Pub.

Foi quando ele me confidenciou: Existem, ou melhor, existiam rachas ilegais de bicicletas na Alemanha Oriental, que poderiam pagar um bom dinheiro para o vencedor por meio de apostas e prêmios. “Você tem uma boa bicicleta e até hoje nunca lhe vi cair na curva, creio que podes participar.” Para quem não sabe, todas as ciclovias que existem na Alemanha desde 1722 são perfeitamente planas e retilínias, em raríssimos casos você encontra uma curva ou então uma região acidentada e como cair numa das únicas curvas que existiam era uma coisa apenas para os mais retardados; 90% da população da época, hoje apenas 1%, e sim, melhorou muito, foi quando acabou o comunismo que as pessoas de repente se tornaram sãs de novo; eu não sabia muito o que esperar.

Um modelo similar a minha antiga, a diferença era a cor, sendo a minha verde.

Mas mesmo assim, aceitei. Se pagavam bem e eu poderia participar de uma corrida de bicicletas, um esporte que sempre gostei junto com o nobre esporte não poderia ser tão ruim.

Então acompanhei meus amigos e fui até a fronteira e passamos para o lado oriental. Devo ressaltar que antes de passar eu fui responsável por salvar um filhote de gato de uma árvore e como não tínhamos muito tempo, levei o comigo no meu casaco.

Meus amigos logo me indicaram onde eu deveria ir e me acompanharam até as corridas, porém, ao chegar lá, eles me traíram, me espancaram e roubaram minha bicicleta.

Eis o seu barman, deitado numa rua desconhecida e totalmente obtusa e obscura da então Alemanha ocidental cujos únicos pertences eram o passaporte, uma nota de 5 marcos alemães e um filhote de gato que me lambia o rosto por compaixão.

Depois de me recuperar um pouco da dor tentei entender os fatos e pensar no que fazer. Afinal o que eu faria com uma nota de cinco marcos, meu passaporte e um filhote de gato? Pensei em voltar para a Alemanha Ocidental e me vingar, porém, sem minha bicicleta seria um percurso de 722 km a pé; com uma bicicleta fazíamos uma média de 342 km/h; então resolvi tentar me virar por lá mesmo.

Seja a sorte, destino, acaso ou sina, o fato é que o proprietário conseguiu com sua nota de cinco marcos um lugar razoavelmente bom para ficar por dois meses e ainda me sobrou 2 marcos. Foi 2 marcos de aluguel e 1 de caução o qual eu não esperava recuperar.

Tentou arrumar emprego, porém, com seus conhecimentos da época; física nuclear e produção de cerveja artesanal; não conseguiu arrumar nenhum, afinal a Alemanha Oriental estava cheia de pessoas que sabiam produzir cerveja e físicos nucleares graças aos programas da então URSS.

Foi quando um dia de volta para casa, fazendo carinho no meu então gato que chamei de John, um drogado tentou me atacar. Como estava drogado e meu pai irlandês havia me ensinado briga de rua, não tive problemas em subjugá-lo. Após interrogação nosso proprietário descobriu que o drogado queria apenas o gato para arrancar-lhe um pouco dos pelos para que pudesse misturar a sua droga.

Foi nesse dia que o proprietário aprendeu como fazer uma das drogas mais poderosas do mundo. O Gasgezeit. Obviamente não contará os ingredientes nem a quantidade de cada um, mas levava um pouco de cerveja e pelos de gato na mistura.

Alguns dos ingredientes. O gasgezeit tem muitas faces antes de assumir sua própria.

Tendo isso em mente, Owen pediu desculpas a John seu então gato e começou a produzir Gasgezeit. Em pouco tempo ele era um dos traficantes mais influentes da Alemanha Oriental, visto que tinha seu próprio gato, gatos na época eram proibidos e qualquer um encontrado era aniquilado sem chance alguma de defesa.

John, algumas vezes sofreu por eu ter de arrancar pelos dele, mas ele foi bem recompensado e depois de uma época ele próprio passou a soltar muitos pelos em minha roupa, o que facilitava o meu trabalho e me dava uma grande disponibilidade do ingrediente secreto.

Logo, me tornei um dos traficantes de Gasgezeit mais influentes da Alemanha Oriental, o que me deu dinheiro suficiente para comprar uma bicicleta e assim retornar à Alemanha Ocidental.

Quando a comprei, o vendedor da loja discretamente me sugeriu participar num racha que ele estava organizando, o vencedor levava um grande prêmio e uma parte de todas as apostas, por ele ter me parecido sincero e eu ser um dos mais importantes traficantes e ter algo que chamamos “contatos” se é que me entende, resolvi aceitar, afinal este era o objetivo original.

Para minha sorte e na época dele, o vendedor foi uma das pessoas, senão A mais honesta que tive o prazer de conhecer. Ele me levou até o local e me inscreveu. O prêmio estava avaliado em 1 milhão de rublos tortos e sedentos; que equivaleria na época a 10 dólares canadenses; eu era um novato mas estava confiante e pronto para qualquer coisa.

Ele se lembra até hoje da reunião do racha onde as regras forão explicadas e ditas em voz alta. E as regras eram:

1 – Você não pode fumar sua bicicleta.
2 – Apesar de pertencer a URSS você não poderia deixar que sua bicicleta andasse em você.
3 – Você não pode cair de sua bicicleta.
4 – Você não pode parar, ou seja deve estar em movimento constante, alterações na velocidade, são contudo, permitidas.
5 – Você não pode não agredir seu competidor. As agressões mínimas consistiam em buzinadas; para os que possuíam; e ofensas e iam até a física em movimento.
6 – Você pode aplicar golpes com sua bicicleta caso achar necessário.

E essas eram as regras. Tendo isso em mente, Owen se preparou para a corrida e começou. Agradeceu ao fato da URSS não ter modificado muito o trecho das ciclovias da Alemanha Oriental. Mas o trecho era difícil, possuía ao total 3 curvas. seria uma competição ferrenha até o fim e depois da terceira curva, apenas os melhores estariam na disputa.

A concorrência foi forte devido ao número de 300 pessoas no início, mas devido a pessoas que caíram, não ofenderam ou pararam para fumar suas bicicletas o número de participantes foi reduzido a 5, sendo o proprietário um dos 5.

Na reta final, por estar sem arma para retiraros outros concorrentes utilizei de palavras de baixo calão na minha língua materna o Irlândes. Dessa forma consegui retirar mais dois competidores ofendendo os com uma simples piada de “Sua mãe é tão gorda que…” Acreditem, não queiram ouvir alguém gritar uma piada de “Sua mãe é tão gorda que…” em Irlandês. Corações fracos pereceriam no processo, e eu estava entre pessoas brutas que mesmo assim não conseguiram aguentar.

Os outros dois removi usando métodos diversos. O 2º lugar retirei dando a ele um pouco de Gasgezeit. Porém, para o Gasgezeit fazer melhor efeito, é necessário que você fume uma bicicleta depois de ingerido. Ele imaginou que fosse suco, mas a necessidade de fumar sua bicicleta veio em alguns instantes e logo ele estava para trás fumando-a.

O último concorrente. Estavámos disputando palmo a palmo, centímetro a centímetro. Foi quando ele me ultrapassou e a linha de chegada se aproximava. Reunindo suas últimas forças o proprietário utilizou de um golpe milenar Irlandês que foi passado por seu avô. A bicicleta voadora. Como descrever o golpe é complexo e demoraria dias, aqui vai uma foto para ilustrá-lo.

Um exemplo de um raro caso de um golpe bem aplicado.

O oponente foi atingido pouquíssimos segundos antes de cruzar a linha de chegada. O proprietário então mesmo sem conseguir manter perfeitamente o equilíbrio, cruzou a linha de chegada ainda com a bicicleta em movimento apenas para cair em seguida.

A multidão que o aguardava vibrou e as pessoas que apostaram num completo novato com uma chance de 357089023/1, levam uma vida tranquila até hoje.

Com o prêmio em dinheiro e uma porcentagem das apostas consegui o total de 2 milhões de rublos tortos e sedento; 20 dolares canadenses; quantia pequena comparada ao desafio. Mas a fama do proprietário se espalhou na Alemanha Oriental por 20 minutos. Tempo suficiente para que ele pudesse participar de uma festa com muita comida bebida e dança.

Quando retornei ao lado Ocidental com meu dinheiro já convertido, uma nova bicicleta e John como meu novo companheiro, quebrei a cara de meus colegas e voltei para a Irlanda, onde lá me continuei a me dedicar para que meu sonho se realisasse.

E esta é apenas uma parte. Outra ficará para uma próxima. E… 23… 38… Puxa, 40 novas pessoas que não pediram por estarem ouvindo a história? Não se preocupem, há cerveja o bastante para todos.

Queimada.

seg - 16/05/2011 Deixe um comentário

Olá bem vindo de volta.

Uma Gold Ox? É pra já!

O que estão jogando? Uhm, não sabia que se interessava por Queimada.

Sabe, Queimada é um jogo interessante, principalmente se você está na 3ª série. Você pode usar o jogo como desculpa para acertar uma bola de basquete na cara ou nas partes íntimas de um de seus colegas. Mas acho que é melhor começar do começo.

Queimada é um jogo nobre e antigo, criado pela antiga civilização teuto-napolito-rezereniana no ano de 238 B.C, porém os primeiros registros datam de 372 B.C.

O jogo original consistia em utilizar como bola qualquer coisa levemente arredonda é que pudesse ser segurada com duas mãos. Logo, é de se imaginar que as primeiras bolas, na verdade não passavam de rochas ou frutas, visto que limite de peso não era uma questão de regra e sim uma questão física.

O jogo foi muito difundido, principalmente durante o período do Império Romano. Na época o então Imperador César Augusto, só não o tornou esporte oficial pois a queimada estava enfrentando como outro esporte que começava a surgir, o Cristianismo.

Quando o Cristianismo se difundiu como esporte mais popular a Queimada ficou em segundo plano, mas continuou sendo praticada principalmente por povos pagãos, como os Gauleses ou os Britânicos.

Porém, com as invasões bárbaras a Queimada deixou de ser considerada um esporte para se tornar um treinamento de guerra. Era muito utizlizada por povos Vikings que usavam como treinamento o arremesso de uma rocha na região toráxica-abdominal ou na própria face do soldado a ser treinado. Utilizando métodos variados desde o arremesso com uma simples catapulta até o arremesso utilizando o martelo de Thor. Obviamente o arremesso via catapulta era destinado ao treinamento dos soldados mais fracos.

Martelo utilizado por Thor para treinar soldados.

Catapulta simples para treinamento de soldados.

Depois que os bárbaros se assentaram no continente europeu, a Queimada voltou a ser considerada um esporte, porém, com poucos praticantes. Ficou realmente popular no Império Romano Ocidental que manteve a tradição e espalhou o esporte pelo Oriente Médio. Mas durante a Idade Média, o Cristianismo vendo que iria perder espaço para a Queimada que começava a se infiltrar por terras européias decretou que não seria tolerado a invasão Queimadiana e o resto dessa história conhecemos como as Cruzadas.

Foram feitas diversas tentativas de se retomar o esporte ao longo dos anos, mas infrutíferas mesmo nos dias de hoje ela ainda infelizmente se limita a países da América do Norte e países Nórdicos, onde a tradição de treinar seus atletas com arremessos utilizando catapultas e o martelo de Thor continua viva até hoje.

A Queimada, hoje.

Depois das novas regras instituídas para queimada pela ONU em 1956 que decretava que para a prática do esporte todas as bolas deveriam ser de borracha e depois da inveção da borracha por Wilson O’Kelly em 1964, o esporte sofreu, naturalmente, muitas mudanças. Mas todas consideradas positivas para a comunidade de jogadores de Queimada.

Os principais beneficiários das novas regras foram as mulheres, que por geneticamente terem uma pequena limitação de força em relação aos homens; mas ainda assim se acertaram uma bola de basquete em suas partes intímas fará com que você tenha vontade de chorar; encontraram nas bolas feitas de material borrachoso, menor resistência física e menor relação massa/peso/coeficiente de atrito/aerodinâmica.

Além disso, o domínio de outros esportes em relação a população masculina fez com que o nobre esporte fosse deixado de lado e atraindo jogadores de níveis que nos tempos aúreos não seriam considerados em hipótese alguma. Abaixo alguns exemplos Os primeiros se referem a época aúrea e os abaixo se referem ao esporte moderno.

Antigo jogador do nobre esporte - Zeus

Antigo jogador do nobre esporte - Odin

Criador do método de treinamento Viking - Thor

Exemplo de novo jogador

Exemplo de um novo time

Como podem ver, o esporte decaiu de seus antigos padrões de nobreza, desde o surgimento de times como: “Your Mom”; “Dingalings”; “Go Gonzo Deep” e o “Save a Horse, Ride Us” cujos nomes poderiam ser traduzidos respectivamente como: “Sua Mãe”; “Balança o meu Ling” “Vá profundamente, Gonzo” e “Salve um cavalo, nos cavalgue.” Podemos tirar uma média do que aconteceu com o nobre esporte.

Porém, se a seção masculina do esporte nos decepciona a seção feminina mantém ainda altos padrões. Abaixo a média de típicas jogadoras de queimadas do Canadá e da Dinamarca.

Um time comum do Canadá.

Um time comum da Dinamarca.

Duas jogadores do nobre esporte relaxando na praia.

Um colírio aos olhos para homens apreciadores do antigo e nobre esporte.

Quanto a histórias do esporte deste velho barman, creio que terão de ficar para outro dia. Afinal o jogo das seleções femininas de Queimada da Dimarca e da Austrália começará agora.

Uhm? Para qual time o barman torce? Bem, isso é algo que deixarei a seu encargo descobrir.

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