Inusitada aventura burlesca no 8º mar da Patagônia do oeste – Parte II
“como explicar,
o inexplicável sem começo,
sem criar um conto de fadas.
logo vemos um tropeço,
de outro algo sem um começo,
por isso começo minha história do meio,
esperando pelo menos uma boa cerveja no fim,
ao invés de uma tranfusão de rim.”
o navio começou a tremer. o céu, a escurecer. eu e o capitão Poe nos olhamos e entendemos que aquilo não poderia ser uma ressaca. nenhum irlandês e nenhum escocês poderia sentir o chão rodar sobre seus pés. nem mesmo a física quântica ou o confucionismo explicaria isso. porém, logo vimos uma sombra no mar, o que nos acalentou a ideia de não estarmos com ressaca, mas nos deixou terrificados com a ideia de ser algum ser marinho desconhecido pelo homem, sóbrio ou não.
pensamos que como armas, além de algumas lanças e facões, teriamos um grande número de garrafas de uísque para arremeçar no monstro ou usar como facas, se quebradas. mas não poderiamos desperdiçar garrafas tão magnificamente feitas por escravos em uma sala de 1,0m por 1,5m; 0,5m a mais que as especificações minimas da ONU, só para deixar claro; que brilhavam mais que o Um Anel.
bem, pensamos então em usar os mais pequenos e troncudos, pois eles eram os mais duros e machuvam mais, mas como não sabíamos do que se tratava, arremeçamos um pequeno e um grande e magrelo, só para ver o que acontecia. nada aconteceu e ainda perdemos nosso cozinheiro.
bem, mas algo começou a se agitar nas águas, e vimos algo submergir da água do oceano atroz, ao lado do Oceano disputado pela républica applamanica e os anarco-capitalistas androdianos, uma raça muito diferente que tem como presidente John Cleese. então vimos a vil critarura mostrar a sua cara linda; sim linda, pois quanto mais linda uma critura mais fodido você vai estar, pois mais você vai ter pena de matá-la; lindamente mostruosa. seu corpo com milhares de braços, ou pelo menos foi isso que eu vi depois de uma viagem e 500 litros de uísque, além de um pouco de rum e cerveja.
mas de qualquer forma, eram muitos braços, ao minimo três, porque isso já é mais do que eu tenho, então são muitos.
a fera soltou um terrível grito, uma mescla de agonia, desespero, raiva, azia (azia e não Ásia, melhor, vamos chamar de pirose para nenhum desatento, com meio cérebro, que deve ser o grande público deste pub, pois para conseguir aguentar estas histórias você tem que ter algum problema) e dor, mas não qualquer dor! aquela dor de quando você acerta a beirada da cama com o dedinho, ou quando alguém rouba sua última cerveja e você já roubou todos da sua família, inclusive a você mesmo, para poder comprar cerveja. é desta dor que estou falando.
nos preparamos e arremeçamos mais alguns tripulantes, até percebemo-nos que não teria muita gente para conseguir manobrar o navio. mas nos lembramos das balas de canhões. então com uma brilhante ideia, capitão Poe fez com que nós lançássemos todas as balas no mar, para que assim, ficássemos mais leves e pudessemos fugir.
infelizmente, uma das balas caiu no dedinho do mostro, e ele ficou incrivelmente mais irritado, algo que já parecia impossível, e começou a nos destruir.
sem escapatória, tivemos que fazer umas das coisas mais deprimente de nossas vidas. tivemos de jogar as garrafas de uísque vazias no mostro. sim, fizemos este sacrilégio. mas pelo número, como disse na parte um desta desgraça de história, tinham milhares de garrafas e cd’s da Lady Gaga boiando pelo mar, fiquei um pouco menos envergonhado, pois o restante de garrafas eram de uma bebida chamada Big Crunch, que como o nome já diz, é igual a teoria, só que em vez de o universo implodir, é seu cérebro que encolhe.
após alguns instantes percebemos que o mostro gigante, com milhares de braços, tinha uma pele da grossura de um texano e da dureza de um quasicristal, ou seja, nós perdemos preciosas garrafas a toa.
por um pequeno acidente, na verdade o tripulante que arremeçou esta garrafa estava bêbado, é caolho, vesgo, tem uma perna de pau, e a mão que ele usou para arremeçar a garrafa é torta e menor. então pela soma desses fatores que deixaria até mesmo Descartes de cabelo em pé e deixa a equação de Drake no chão, o velho conseguiu acertar a garrafa na boca do monstro.
a cena poderia ter parecido uma versão real da cena do filme “300″, em que o Leônidas cheio de bomba arremeça a lança em Xerxes. Porém alguém com a aparência deste nosso amigo, velho amigo e tripulante, mais pareceu uma anão arremeçando um lutador de sumô com as axilas.
então o monstro, inesperadamente ficou bêbado, e mostrou porque nós irlandeses somos mais mostruosos que ele. não é só pelo fato de termos três figados e uma porção de rins, além de olhos mais aguçados para podermos diferenciar as duplicações que aparecem ao beber o equivalente ao volume de água em seu corpo em cerveja. nós também temos uma incrível resistência ao álcool; álcool extra neutro, álcool isopropílico, álcool etanol e qualquer tipo de álcool existente; o que nos da uma grande vantagem para conseguirmos nos manter em pé em uma boa briga de pub; como a famosa guerra dos pubs do oeste do bairro da vila do seu pintim-meio-dedo-do-meio-luxado-porcausa-de-uma-confunsão-entre-uma-tomada-eumfocinho-de-porco; e isso é uma habilidade genética, poucas pessoas tem-a no mundo, além de nós. e este monstro não a tinha.
bem o começamos, nós, a arremessar garrafas e mais garrafas na de uisque vazias na boca do sr. mostro; aparentemente nós não poderiamos ter feito isto, pois aquele mostro era menos de idade tendo somente 222, e a lesgilação daquela parte do oceanos só nos permite dar bebidas a monstros com pelos menos 666, eu sei nós somos umas bestas; e como todos sabemos, o álcool do uisque fica impregnado até mesmo nas particulas atômicas e subatômicas da garrafa, deixando o monstro bêbado, mesmo não havendo bebida.
começamos então a manobrar a embarcação e arrumar as velas, com somente um terço de uma quintilha de um sempticélhimo de nossa tripulação, pois a maioria usamos de testes para arremessar no monstro.
então o monstro tombou e com sua queda, houve uma enorme onda, a qual fez com que nosso navio levado por uma tsunami de 300 pés franceses, que fez com que nós saissemos mar afora, com uma velocidade enorme, enquanto o monstro ficava estirado, lá atrás, na água.
nosso barco vagou a esmo pelos mares, rios; poluidos ou não; represas, Wet N’Wild’s e franquias da igreja pentecostes do pasto Silas Malfalsário; quem não entendeu a piada, é que quando vocÊ passa por uma dessas, você passa por uma dessas, eles tomam uma todo seu dinheiro formando um mar de dinheiro e depois você toma um balde de água fria na vida; até que encalhamos em uma praia, de areia cinza, como um carro de trabalhador de classe média-baixa e fria, como uma piscina na chuva no meio do inverno.
foi então que nossas aventuras começaram.
para quem aguentou a história até aqui, acalmessem, a terceira história vai sair no dia que eu quiser… isso se eu não entrar em greve. muito obrigado e boa noite a todos.



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