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Posts Etiquetados ‘crises e desastres’

Algumas coisas – Constipações dos coalas

qui - 20/10/2011 Deixe um comentário

Bem, antes de começar a falar deste tópico um tanto quanto macabro e desesperador, primeiro tenho de falar sobre o Pub.

Creio que todos devem estar já sabendo de um de nossos novos colaboradores, Charles, le Chauve, ou para encurtar apenas Charles. Chamem ele de Finny também que provavelmente ele atenderá. De qualquer maneira, espero que ele se de bem aqui, assim como o moondog também se dá. É claro que se o moondog postasse mais, teriamos mais opiniões, mas…

Vamos ao assunto principal. Há algum tempo escrevi sobre os pandas australianos. Hoje a situação está de certa forma controlada, o problema se deu algum tempo depois com o vírus de gripe pandasiática o ATCHO 1  (Altamente Transmissível a Coalas, Homens e Ornitorrincos) que começou a se espalhar pelo continente.

Enquanto que o vírus ao se alojar em seres humanos do sexo masculino e ornitorrincos, causa apenas um pouco de escorrimento de nariz e no máximo uma diarréia – aos humanos – e uma coloração esverdeade aos ovos – para os ornitorrincos – para os coalas pode ser fatal. E foi.

O governo australiano estava analisando e enfrentando problemas com a saúde pública, pois muitos coalas não sabiam de métodos de prevenção e até pouco tempo o tratamento se mostrava um tanto quanto ineficaz para estes marsupiais. Enquanto isso a população, diminuia e diminuia a níveis alarmantes, o que é uma catástrofe, tendo em vista que os coalas são os principais responsáveis pela indústria de papel, clorofila, madeireira e turismo.

Sim, turismo. Os coalas são excelentes guias turísticos, é claro, desde que você seja capaz de entendê-los. Também são muito receptivos e os infantes são especialmente brincalhões e amigáveis o que em geral agradam os visitantes.

O horizonte não parecia muito promissor, porém, aconteceu de os pandas, que chegaram em território se sentiram motivados a ajudar na cura – leia-se, foram obrigados pelo governo e organizações como a “Men at Work”  – onde as pesquisas com vacinas e potenciais remédios começaram a  ser desenvolvidos.

As pesquisas que inicialmente avançavam a passos de lesma, começaram a avançar a passos de kanguru, quando os pandas se convenceram – leia-se, foram convecidos e quase coagidos – de que a sobrevivência da população coala traria apenas benefícios para o país, um remédio que contivesse os sintomas do vírus ATCHO 1 e uma possível vacina começaram a ser descobertos.

Para um remédio os pandas revelaram que um extrato de ervas, junto com angostura – o que é algo redundante de sefazer, visto as 150 ervas da angostura – combatem de forma eficaz os sintomas, porém, quase nocauteando a pessoa e deixando ela incrivelmente sonolenta. Ironicamente o metabolismo lento dos coalas se tornou incrivelmente acelerado devido ao remédio, fazendo com que eles se tornassem monstros agressivos viciados em remédio.

Os pandas e as organizações haviam acabado de criar monstros e mal sabiam. Turistas começaram a ser banidos de locais pelos coalas e a população vivia tempos de medo. Era o caos! Descartaram e jogaram fora todo o remédio criado e o exército teve de ser chamado junto com as forças policiais para impedir que os coalas produzissem mais. Enquanto isso as organizações continuavam buscando uma cura.

Novamente o país mergulhou numa guerra civil. Dessa vez, os pandas foram completamente apoiados pela população, ao menos enquanto não ocorreu a destruição total das produções do remédio que foi apelidado de “Os coalas estão loucos e estão querendo comer a minha cabeça e AGH!!!”

Eis o porquê da segunda chance.

Mas destruída as fábricas e impedido o tráfico, os coalas voltaram a ser mansos e relativamente sãos, o governo e a população resolveu dar outra chance a caras como esta a esquerda.

São dóceis sem o remédio. Chegam a ser até fofos. Mas ainda estavam morrendo. As pesquisas continuavam, sem sucesso. O próximo grande passo seria dado apenas quando por algum azar ou sorte, um dos pesquisadores, já um tanto quanto alcoolizados, derrubasse o elemento “x13ah2 que raios de composto é este!?” na mistura.

Preciso dizer que a vacina ficou pronta? Não? Ótimo.
Preciso dizer também que finalmente funcionou? Não? Ótimo.
Preciso dizer que teve efeitos colaterais? Sim, precisa indicar quais. Beleza.

O efeito colateral foi uma escassez de alimento no país. Por que escassez, alguém pergunta? Simples, o efeito colateral da vacina era a insaciedade ao se alimentar. Os coalas que já tem sua dieta regrada em comer quantidades absurdas de folhas de eucalipto, normalmente, começaram a comer praticamente o dobro para combater os efeitos que a vacina produziam em seus corpos. Também para terem as energias necessárias para a produção dos anti-corpos.

Lado positivo é que a indústria brasileira de celulose achou um ótimo uso para as folhas de eucalipto de suas árvores. A exportação foi meio problemática e as vendas não foram de preços tão altos, mas hey, solucionou o problema da fome por um preço justo e com algum lucro. Está valendo.

De qualquer maneira a equipe do fox pub deseja a todos um ótimo resto de semana.

Suspenderam o Trem Bala – Já não era sem tempo.

sex - 30/09/2011 Deixe um comentário

Sei que hoje é sexta-feira e portanto o texto chegará atrasado, até por isso o texto será curto (edit: pelo menos era para ser) e quem sabe faço mais um… mas enfim, vejam essa matéria que saiu ontem (29/09) no Estadão.

Finalmente fizeram algo para parar o trem-bala. Assim, um trem bala é uma obra incrível, mas por ser uma obra incrível tem seus problemas. No caso vamos pegar apenas dois: tecnológicos e financeiros.

Tecnológicos pois levando me consideração que o Brasil nem uma malha ferroviária relativamente decente tem, quanto mais para operar um trem bala. Infelizmente a incompetência nesse ponto pesa, não tem jeito. Além de não termos a malha para operar o trem bala, também não temos a tecnologia para contruí-lo. Sim, um dos objetivos do projeto é a transferência tecnológica e por isso sairia tão caro, mas mesmo assim, qual a probabilidade de continuarmos a tecnologia depois de nos passarem?

Isso não é de hoje, mas o Brasil começa a sentir falta de mão de obra qualificada. É necessário um número enorme de engenheiros em diversas áreas apenas para viabilizar um projeto destes, quanto mais continuá-lo. Além do que, estamos exportando nossa mão de obra. Não é vantajoso trabalhar no Brasil. Pagam mal, as condições não são lá das melhores e com os diferentes impostos, tributos e eventuais custos; alguns totalmente sem sentido; o salário que já é pequeno fica menor. Mas isso é um assunto econômico-social. Podemos discutir isso depois.

O problema financeiro. O que vou falar agora pode parecer amadorismo de minha parte pois vou pegar alguns dados de memória e de notícias antigas, mas esse projeto começou sendo orçado em R$ 34,6 bilhões; para quem não sabe o quanto um bilhão representa aqui vai duas formas de representálo: notação científica 1 bilhão = 10^9 ou na forma tradicional 1.000.000.000; depois alguns falaram em R$ 53 bilhões e depois a BBC falou em R$ 60 bilhões aqui e aqui, mais tarde; e essa é para coroar; o próprio TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu que não sabe o quanto vai custar.

Sendo a notícia de que não sabem quanto vai custar mais nova, isso explica porque ninguém conseguia chegar a um consenso antes. Aparentemente a verdade é que ninguém nunca soube quanto isso ia custar, mas continuam insistindo.

Olha, não sei, mas será que esse dinheiro não pode ser melhor aplicado? Como por exemplo nos sistemas já existentes? Vamos lá, possuímos rodovias fantasmas e algumas chegam a ser assassinas em nosso país. Não só isso, em alguns lugares; mais na região norte; algumas estradas são abertas e não muito tempo depois tomadas novamente pela mata e pela selva. Beira a insanidade pensar num trem bala para três cidades quando precisamos defender fronteiras e transportar cargas.

Temos que levar em conta a malha ferroviária que é deplorável. Poderia ser modernizada e colocar trems de passageiros sem ser o trem bala. Afinal, ele precisa de terreno plano e de retas para atingir toda a velocidade, sem isso um trem comum é tão bom quanto ele. Minha geografia falha um pouco, mas o Brasil não é um país com muitas planícies. Claro, o terreno é velho e o Pico da Neblina é uma criança se comparada a altura dos Andes que de certa forma; forçando bem a barra; é nosso vizinho, mas mesmo assim, ele é acidentado.

Portos. O de Santos está lotado e creio que com esses recursos poderíamos construir mais alguns ou então reformar de forma decente o que já temos para ajudar no escoamento de mercadorias. Ponte aérea… eu nem vou começar nesse quesito por um simples motivo. Estamos a menos de 1000 dias; mais exatamente: 2 anos 7 meses e 2 semanas à contar da data de hoje (29/09); para uma Copa do Mundo, repito, COPA DO MUNDO e nossos aeroportos não dão conta nem de nosso fluxo interno.

Eu sei o texto é longo. Mas falar da situação dos transportes é só o começo. Ainda poderíamos, quem sabe, aplicar esse dinheiro para a Saúde. Por que não? Afinal de contas a emenda 29 está aí… opa, não está mais, engavetaram.

Preciso mesmo continuar? Sei que é uma sexta-feira e esse texto foi longo, então deixo aos leitores: Depois de vermos tudo isso, precisamos mesmo de um trem bala?

A equipe do Fox Pub deseja a todos uma responsável happy hour e um bom fim de semana.

Sequestro de hamsters pequeneses

seg - 05/09/2011 Deixe um comentário

Ocorreu um algo não muito feliz recentemente com um cliente de nosso pub. Como barman você acaba ouvindo muitas histórias e as vezes acaba se apiedando com algumas delas… não foi o caso desta. Foi nesta semana passada quando um cliente entrou com uma cara abatida e bem deprimido. “Decepção amorosa.” pensei comigo mesmo, porém, demonstrou-se que era algo ainda mais sério.

Ele se sentou junto ao balcão e pediu uma garrafa de Whisky. Já acostumado com coisas coloquei uma garrafa e um copo em cima do balcão e disse a ele que cobraria apenas o quanto ele consumisse. Ele disse que terminaria a garrafa antes da metade da noite. A verdade é que ele conseguiu e fiquei impressionado, porém, isso é só um comentário  a parte.

De qualquer forma foi no quinto copo de whisky que ele começou a abrir a boca. Típico. O corpo vai ficando macilento a pessoa perde o pudor e começa a falar, as vezes o que não deveria, mas em geral suas mágoas. Foi então que ele me contou do sequestro de seu hamster pequenes de estimação.

A história teve origem há duas semanas, quando este cliente teve problemas com um colega da empresa onde ele trabalhava. A discussão se deu sobre hamsters e qual a melhor forma de tratá-los. Enquanto este cidadão defendia que eles deveriam ser tratados com amor e carinho o outro defendia que hamsters deveriam ser treinados para invasões especiais. No caso, creio que temos um pouco da reflexão da personalidade dos donos, mas não cabe a mim opinar.

De qualquer forma, o hamster pequenes dele foi sequestrado após dois dias da data da discussão. Enquanto ele deu queixa a polícia e quis ameaçar seu colega de emprego, porém, nada poderia ser feito. O sequestrador não havia deixado provas. Ele apenas sumiu com a gaiola do hamster e mais tarde quando o dono se encontrava em casa ele conta que recebeu uma ligação de alguém com a voz alterada por computador dizendo que, caso quisesse o hamster de volta, ele deveria pagar: trinta e cinco centavos heresarquicos.

Poucos sabem, que a economia heresarquiva é uma das mais fortes do mundo. E que apenas trinta e cinco centavos dela, correspondem a aproximadamente R$ 800. O que por uma criatura minúscula como um hamster pequenes é uma quantia alta. As ameaças foram que caso ele não pagasse a quantia em uma semana o hamster seria morto.

Acionou a polícia e separou uma quantia para o possível resgaste. Mas; nesse ponto ele começou a chorar; disse que não conseguiram localizar o hamster a tempo e mesmo com a quantia paga os sequestradores disseram que ele havia passado dois minutos do prazo que eles deram. O que era totalmente intolerável. Um disco chegou no dia seguinte a casa desse cliente com um vídeo explicando tudo e mostrando como esse hamster foi morto. Nas palavras do cliente:

“E meu hamster… sniff… sniff… foi morto por um banco.” “Um banco?” “Sim. Jogaram um banco de praça em cima da gaiola dele.”

Obviamente me controlei para não rir e vendo que o cliente tinha acabado com a garrafa e estava visivelmente mais que bêbado, consolei-o com algumas palavras e convenci-o de que ele deveria voltar para casa e dormir um pouco. Ele acatou a sugestão. Me pagou pela garrafa e eu chamei o Tom; um de nossos garçons; e pedi para que ele acompanhasse o cliente até lá fora para que ele pudesse pegar um taxi.

O cliente ao ver o Tom se aproximar grita: “Nossa um espírito do fogo!”

Deixe-me explicar. O Tom possui cabelo ruivo. Ele é descendente de irlandeses e algumas qualidades do país estão bem fortes nele, como o tipo físico, o cabelo ruivo e as sardas. Mas é um bom rapaz. Disse apenas ao cliente que não o machucaria nem o incendearia, o levou para fora e o ajudou a chamar um taxi.

A noite terminou com os outros garçons tirando um pouco de sarro dele e inclusive eu dizendo: Espírito do fogo é a primeira vez.

“É geralmente estou acostumado a ser chamado de sem alma. Espírito do fogo foi bom para variar.” Ele respondeu.

A equipe do Fox Pub deseja à todos um bom início de semana e mais cuidado e proteção com seus hamsters pequeneses para que bancos de praça não caiam em cima deles.

Pinguins e os catalisadores

qua - 31/08/2011 Deixe um comentário

Para fechar este arco, contemos então como o problema foi resolvido. Que na verdade foi de forma bem simples, usando o poder e os efeitos catalisadores das batatas e dos feromônios lucrativos de Ping.

O segredo da aniquilação foi revelado na terça junto com uma propaganda do governo para a população tomar seu lado. Como ficou demonstrado na minha conversa com Mark o plano já estava sendo arquitetado há algum tempo junto com alguns diplomatas e estudiosos pysgoscelianos. A propaganda foi aceita com facilidade, não por causa da idéia em si, mas por causa da crise que minha querida Irlanda vem sofrendo já há algum tempo.

Claro, isso não impediu que a população fosse as ruas protestar. As ruas foram tomadas por pinguins e humanos que reclamavam sobre a súbita idéia de pinguincídio. Foi convocada uma assembléia emergencial para tentar resolver o problema e sentado num Pub que costumava frequentar muito na minha juventude vi pela televisão que Mark e mais alguns políticos começavam a propor que os pinguins fossem isolados.

Os pinguins reunidos na assembléia protestaram contra todas as propostas, mas quando um documento chegou de Pysgoscelis informando que aprovava a idéia da Irlanda quanto a situação, presente houve grande desespero e transtorno. As ruas foram tomadas e protestos com direito a granadas santas de etióquia por parte dos manifestantes e  gás G.O.S.T.O.S.O. (Uma sigla para Gás Ordinário Sensacionalmente Trabalhado e Ominosamente Saturado de Ostracismo) utilizado pela polícia.

O que poucos sabem e foi a incrível sorte que se deu, foi exatamente o fato da polícia ter resolvido usar o gás G.O.S.T.O.S.O., cujos princípios ativos são batatas e os feromônios lucrativos de Ping. No caso tanto os seres humanos quanto os pinguins podem sentir os efeitos do ostracismo proveniente dos feromônios que são reforçados ao combinar com a química das batatas, porém, se há algo a ser dito sobre isso é que os pinguins sentem isso de maneira mais intensa.

Tudo se deve a reação química das cadeias aromáticas dos feromônios que ao entrar em contato com as cadeias das batatas, formam uma cadeia chamada de cadeia de Gobley, descoberta por Theodore Nicolas Gobley pioneiro em análises de tecidos cerebrais e a lecitina, mas deixemos a química para depois.

Tão logo os pinguins e os protestantes foram controlados; o que se deu rapidamente diga-se de passagem; a assembléia pôde negociar e votar numa solução pacífica. Aconteceu o que é raro acontecer, mas ambos os países, tanto a Irlanda quanto Pysgoscelis se comprometeram a criar redutos na Antártida para que os pinguins infectados pudessem passar seus últimos dias em condições ambo humanamente quanto pinguinamente aceitáveis.

Seriam construídos abrigos onde os pinguins receberiam devida atenção médica e poderiam trabalhar de forma a se auto-sustentar é claro com auxílio e intervenção das duas nações quando necessário até os últimos dias de suas vidas como portadores. Também seria é claro; por mais triste e desoladora que pareça essa opção; vetada a procriação e o sexo só poderia ser permitido com camisinha.

Como podem ver caros leitores, a Irlanda em conjunto com Pysgoscelis e com uma tacada de sorte conseguiu resolver uma pequena parte de sua crise econômica e uma grande parte do seu problema com a saúde pública. Também fico feliz em informar que os andamentos da construção dos abrigos e os procedimentos de deportação; por mais tristes que seja ao ver famílias sendo separadas; estão tendo um ritmo tranquilo e tendo a aceitação de milhares. Foi dada também uma visão nacionalista a causa, o que fez tudo ficar ainda mais fácil. Muitos saíram de cabeça erguida com a sensação de serem heróis; o que de certa forma são, mas…

Enfim, estes foram os motivos da minha recente viagem a Irlanda.

Nós da equipe do Fox Pub desejamos à todos um excelente dia.

Até a Irlanda – Pela defesa dos Pinguins

seg - 29/08/2011 Deixe um comentário

Após ser informado pelo John da loucura que o parlamento tentaria com a população Pinguim, peguei o primeiro aeronave em direção à Irlanda para tentar resolver a situação. Possuindo alguns contatos no governo e podendo ficar na casa de bons e velhos amigos poderia resolver essa situação em pouco tempo.

Obviamente minha viagem era um segredo, assim como o plano que John havia me revelado. O Proprietário jamais poderia revelar aos seus amigos ou aos seus conterrâneos pinguins o que estava acontecendo para que não criasse pânico populacional.

Ao chegar instalei-me na casa de Henry, um antigo amigo, com o pretexto de que precisaria visitar algumas cervejarias e cuidar de assuntos de família. Mas ao invés disso, assim que houve uma abertura e uma chance fui direto ver com Mark, meu contato no parlamento. Um antigo amigo de escola que poderia esclarecer aquela hstória de maneira melhor… ou não.

Eu o visitei dois dias depois de minha chegada, após conversar com Henry, visitar uma cervejaria e passar um dia fora da cidade com o pretexto de visitar a família em uma cidade ao norte de Dublin. Gastei mais tempo do que deveria é verdade, mas foi bom rever meus pais e alguns primos que já não via há tempos. Enfim, ao chegar ao parlamento, marquei uma pequena reunião com Mark e o encontrei na hora do almoço. Fomos até um restaurante no fim da rua e lá comecei a conversar com ele sobre o que estaria acontecendo.

Mark: Mas então Owen, o que o traz de volta?
Owen: Um amigo meu disse que o parlamento tem alguns planos para os nossos conterrâneos.
Mark: Ah sim, estamos lutando para diminuir os impostos rapaz e…
Owen: Mark, você tem um alto escalão, você sabe do que eu estou falando. (Disse a ele quase em sussurros)
Mark: Owen, somos amigos, mas… você não contou para mais ninguém, não é? (Ele respondeu num tom ainda mais baixo que o meu)
Owen: Claro que não, isso seria criar pânico sem necessidade. Ouça. O que quer que vocês estejam pensando. Não vai funcionar. O álcool inibe a clonagem.
Mark: Sim, descobrimos isso. Mas ainda assim…
Owen: Não diga que vocês ainda pretendem tentar.
Mark: A população sadia está descontente. Não só isso. Recebemos informações da Nação Pygoscelis que deveríamos tentar incentivar isso e um período de reprodução entre os pinguins.
Owen: Mas isso é loucura, demoraria anos até a população chegar ao nível que está. E as linhas produtivas?
Mark: Muitos dos pinguins aidéticos estão sem emprego. De certa forma eles estão segurando o país. Além disso, alguns hospitais estão começando a lotar com os que estão a beira da morte.
Owen: Mas…
Mark: Owen, eu sei o quanto isso dói, mas encaremos os fatos. A crise não foi só econômica. Foi também social e agora chegou a um ponto que tornou-se irreversível.
Owen: Não existe nada que possa ser feito? Um asilo ou qualquer outro meio de contenção?
Mark: Estamos estudando. Mas seria muito caro dar abrigo à todos os pinguins doentes.
Owen: Vocês poderiam enviá-los de volta para a Antártida ou então para as Terras do Fogo.
Mark: Não sabemos se todos irão querer ir.
Owen: É melhor do que aniquilação. E se a Irlanda cooperar com a Pygoscelis, existe a possibilidade de isso não ser tão ruim quanto realmente é.
Mark: Owen, você sabe que as coisas não funcionam de maneira tão simples na política.
Owen: Eu sei. Mas são vidas de nossos conterrâneos.
Mark: Prometo que farei uma proposta formal ao parlamento, mas por favor, não espalhe isso por aí.
Owen: Não espalharei, mas ainda acho que os pinguins poderiam se sacrificar pelos seus conterrâneos mudando de lugar e se isolando.
Mark: Owen, isso é um tanto idealista demais.
Owen: Se eles não fizerem, forcem eles a aceitar. Façam a população sadia tomar seu lado e dê condições para que os infectados possam se instalar. Ainda assim, uma isolação forçada é melhor que um genocídio.

Depois dessa conversa, pedimos um café; todo café na Irlanda é café irlândes(café com whisky); e nos despedimos após o mesmo.
Isso ainda ocasionaria alguns problemas, mas a solução viria mais tarde numa quarta-feira cinzenta.

A equipe do Fox Pub deseja a todos uma ótima segunda-feira.

Um antigo colega – Corrida contra o tempo.

sex - 26/08/2011 Deixe um comentário

Pois então, ontem me encontrei com o John. Já devo ter falado um pouco sobre ele, mas agora darei um pouco mais de detalhes, porém, preciso lhes avisar uma coisa. Meu grande amigo John, é gago; a coisa mais divertida é pedir para ele dizer Combo Breaker; e portanto transcreverei nosso diálogo sem a gaguês costumeira.

Owen: John meu bom rapaz. Como tem passado?
John: Owen! Tudo bom meu velho? Finalmente abriu seu Pub, eh?
Owen: Pois é, consegue acreditar nisso?
John: Não é difícil. Era o seu sonho afinal de contas. Mas me diga, o que tem feito por aqui, a casa está meio vazia.
Owen: Escrito textos.
John: Óbvio que a casa está vazia. Você deveria se concentrar um pouco menos neles rapaz.
Owen: Mas filosofar é tão bom.
John: Sei disso, mas o que tem escrito?
Owen: Nada de mais. Algumas informações sobre o mundo. Um pouco da situação da Irlanda. Falando nisso, como resolveram as coisas por lá?
John: Bem o parlamento chegou a um acordo e agora os pinguins estão melhor cobertos pela legislação. Nos esperamos que funcione. Foi feito uma grande reforma no código penal e inclusive foi proibido o sexo sem camisinha.
Owen: Eu já esperava por isso. Mas como eles irão fazer para controlar isto?
John: Meu velho, posso lhe contar um segredo?
Owen: Claro.
John: A verdade é que eles estão pensando em exterminar todos os pinguins aidéticos e levar os que estão saudáveis para a Austrália para tentar a clonagem.
Owen: Mas isso nunca irá funcionar! O álcool inibe a clonagem. Isso torna todo irlândes imune aos variados efeitos.
John: Isso ainda é segredo e eles estão estudando, mas a população não sabe disso e tenho medo de que apoiaria uma ação assim.
Owen: Não, isso não ficará assim.

Como podem ver, este é apenas o começo de uma das grandes histórias do Pub, a qual será contada quando o proprietário tiver mais tempo.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um bom dia e avisa que lutaremos pelos pinguins.

Está explicado.

qua - 24/08/2011 Deixe um comentário

Maldita seja a realidade.

Não sei se os leitores estão familiriazados, mas sabem aquela velha história de: está na cara, mas ninguém vê? Pois bem, uma simples montagem comparativa entre duas fotos revelou uma das coisas mais temíveis de todo o universo e como é possível sucumbir caso não tomemos alguma medida.

A imagem fala por si. Porém, a única dúvida que resta a nós é: Seria Dilma um Ewok disfarçado ou seria ela um descendente dos Ewoks.

Ambos os casos são problemáticos, visto a malícia dos mesmos… melhor que isto seja explicado do começo.

Ewoks são seres que pertenciam a uma galáxia muito distante, retratados com fidelidade em filmes antigos, mas que ainda hoje fascinam a muitos.

Ewoks em seu período aúreo foram criaturas essenciais para a liberdade da galáxia, porém, após a queda do império, eles tornaram-se uma ameaça. De um povo relativamente pacífico e isolado em seu planeta eles gradualmente se tornaram máquinas de guerra, sedentas por sangue e recheadas de malícia na sua forma mais cruel e davastadora.

Sim caros leitores. Criaturas que originalmente não passavam de bichos de pelúcia que andavam e emitiam sons guturais se transformaram em seres hediondos quando começaram a espalhar o caos pela galáxia. A história se inicia e creio que todos conhecem a parte quando os Ewoks capturam uma das líderes da aliança rebelde contra o Império.

Ela por sorte e por ter seus companheiros por perto para lhe ajudar, conseguiram subjulgar a vila para a qual ela foi levada e depois de grande diplomacia que teve de ser mediada por uma brilhante divindade feita de ouro, juntaram-se a esse pequeno grupo para que seu plano fosse posto em ação.

Até então todos sabem como a história se desenrolou e qual foi seu final. Mas exatamente graças a quebra da isolação; coisa não prevista pelo pequeno grupo rebelde naquele momento preso ao planeta; os Ewoks adquiriram conhecimento e lhe foram concedidas as tecnologias necessárias para a exploração planetária graças aos seus úteis serviços.

Foi este o exato momento da desgraça. Os Ewoks dominando a tecnologia necessária para exploração espacial, começaram a desenvolver armas e conquistas outros planetas. Inicialmente eles apenas ocuparam planetas desabitados; o que não foi levado em consideração pela Nova República Galática; como forma de lentamente ampliar seus domínios e ingressar no comércio, porém, assim que obtiveram recursos e tecnologia suficiente eles começaram a conquistar e declarar guerras a diversos planetas.

Séculos de horror e destruição se passaram enquanto os Ewoks guerreavam. O que mais preocupou os Planetas membros da República não foram nem as guerras per si, mas a crueldade como os resistentes e capturados eram tratados. Criaturas eram torturadas das mais diversas formas conhecidas e desconhecidas pela humanidade. Um traço geral e muito comum das era o fato deles escravizarem os seres do sexo feminino da raça que eles dominavam apenas pelo puro prazer sádico de sodomizá-las depois. É claro que isso para algumas espécies era complexo, visto que é difícil sodomizar um Gobja, por exemplo.

Antes que a Nova República pudesse fazer algo à respeito, os Ewoks já tinham dominado e invadido inúmeros planetas e sistemas. Temendo a aparição de um novo império a Nova República resolveu unir-se contra os Ewoks. Após uma nova guerra, que apesar de dura, comparada a contra o Antigo Império foi mais fácil, os Ewoks caíram, porém, sempre maquinando seus desejos de vingança.

Com isso explicado, falemos então sobre a governante do Brasil. Sendo ela de alguma forma relacionada aos Ewoks temos muito o que temer. Se ela for uma Ewok disfarçada, então limites para sua malícia são inexistentes. Se ela for uma descendente numa linha não muito direta; o que pela foto é pouco provável, visto que são idênticos; ainda assim devemos desconfiar e policiá-la para que seu reinado; mandato de 4 anos; não se torne algo desonesto e de péssima natureza, porém, com a queda de quatro ministros; sendo que um ficou no sai não sai e outros estão no mesmo; o governo paralisado e sem uma agenda… creio que já aconteceu. Mas para combater os Ewoks, devemos vigiar e ficar atentos.

A equipe do Fox Pub deseja à todos um bom dia.

Pinguins voadores e a guerra.

dom - 21/08/2011 Deixe um comentário

A biologia e a anatomia pinguiniciana nos mostra que pinguins são aves que não voam. Em algum momento de seus caminhos evolucionários, eles resolveram trocar suas asas por nadadeiras e deixar suas penas mais curtas e mais próximas ao corpo sacrificando assim a possibilidade de voar com seus prórpios recursos corporais. Porém, ledo engano daqueles que acreditam que pinguins não voam.

Como já escrito há tempos, num post sem sentido definido; como a maioria dos posts por aqui; revelamos que todos os pássaros já nascem com avançados conhecimentos na área de culinária e vastos conhecimentos aéreo-espaciais, portanto, não é de se espantar de que os pinguins não conseguiram achar maneiras de voar com objetos além de seus corpos físicos.

Os pinguins mantiveram isso em segredo por muitos anos, mas recentemente foram divulgadas imagens de um pinguim que conseguiu finalizar seu projeto na tentativa de voltar a voar.

Acompanhando esse vídeo, as pessoas podem ver a engenhosidade dos pinguins. Não só são aplicados como também fazem testes antes de voar.

E observando mais atentamente este vídeo divulgado recentemente na PinguimNet, demonstra o poder bélico dos pinguins para com os trolls da natureza os dodôs. Finalmente foi revelado ao mundo o porquê eles foram extintos. Foi graças a grande guerra Pingo-Dodoroniana que ocorreu há anos atrás.

Crê-se que foi para o melhor, pois dodôs; uma exceção; não possuiam qualquer habilidade aero-dinâmica. Afinal José Darwin e outros já diziam que apenas as espécies mais adaptadas continuam a existir. Algumas é claro, exterminam outras; porém, a raça humana que possui bons termos com os pinguins não só não se intrometeu na guerra como em determinados momentos destacou tropas para ajudá-los.

Vamos lá, a história remonta a 1957, quando para a humanidade, a acalorada Guerra Fria estava em seu auge. Os pinguins, até então presentes no cenário global de forma neutra junto com a Suiça, recebeu uma provocação gratuita dos Dodôs. Onde afirmavam que os pinguin jamais seriam capazes de fazer qualquer coisa que prestasse ao ecossistema global.

Os pinguins, muito pacíficos, ignoraram as provocações dos Dodôs. E como todo bom troll que se preze, eles resolveram aumentar o nível e atacaram a cidade de Gladstone, localizada na Australia, uma das muitas colônias de pinguins.

O massacre étnico foi considerado imperdoável pela Nação Pygoscelis, que apelou a ONU, para que fossem tomadas medidas e aplicadas sanções contra a Raphus; antiga nação dos Dodôs. Tendo em vista a forma de massacre étnico utilizado pelos dodôs; incluindo, porém, não limitado a: tortura psicológica com peixes; indução forçada ao canibalismo entre os pinguins, apenas para depois matá-los sem piedade alguma; entregá-los a yetis para que os mesmos fossem usados como discos de hockey ou então pesos de arremesso, etc; a ONU impôs sanções pesadas a Raphus que por ser troll; assim como a Coréia do Norte, Síria, apenas para citar pequenos exemplos; resolveu recusar as sanções impostas e continuou sua agenda de extermínio.

A Nação Pygoscelis sem ter outras opções, declararam guerra a Raphus, contando com a ajuda aliada do Reino Unido, Irlanda e principalmente a Austrália; cuja população adotou unanimemente o lado do exército Pygoscel; os pinguins conseguiram barrar o avanço dos Dodôs, neutralizando a sua marinha e a sua infantaria.

A Nação Pygoscelis propôs um acordo de rendição aos Dodôs que já se encontravam fracos, porém, a Raphus recusou dizendo que só renderia-se com a completa destruição. Os pinguins responderam apenas com um: wah woh!, que numa tradução livre significa: Que assim seja!

Tendo isso em mente, não é difícil imaginar o porquê dos dodôs terem ido a extinção; porém, agora retornamos ao vídeo. Os dodôs, ou os que restaram continuaram lutando contra os pinguins da melhor maneira que encontraram e o vídeo em questão mostra não apenas o avanço tecnológico dos pinguins como a eliminação do último dodô existente.

A guerra que durou anos, devido a uma resistência incansável chegou ao fim. Na Irlanda, Austrália e Nova Zelândia os pinguins tomaram as ruas para festejar e aqui no Brasil a colônia de pinguins presente veio ao pub para comemorar e compartilhar da tão sofrida história que durou anos.

A equipe do Fox Pub, sempre sóbria e pronta para uma festa ofereceu o que havia de melhor em seu estoque e serviço para toda a comunidade pinguim e todos aqueles que quiseram juntar-se a comemoração.

Desejamos a todos um bom dia e uma ótima celebraçao da paz.

Pandas australianos

qua - 27/07/2011 Deixe um comentário

É de conhecimento geral que a Austrália é considerada a terra da fertilidade por inúmeros motivos. Dentre eles, o mais conhecido é a proliferação praticamente instantânea de animais ao chegarem por lá. Em razão deste fato, organizações como a Organização Mundial Sensacionalistíca Não-Objetiva Detentora dos Poderes Relativos de Pandas (OMSNODPRP  ou  como também é conhecida: “Senhor sorvete de creme com calças”)  e cientistas resolveram que seriam levados um casal de ursos pandas para testes de reprodução em território australiano.

A experiência nos 5 primeiros segundos foi dada como um total sucesso, visto que os pandas se reproduziram por brotamento quando chegaram em solo Australiano. Os cientistas quase conseguiram reproduzir pelo mesmo sistema,  porém, tendo em mente que não eram australianos eles entraram em paradoxo e morreram todos.

Mas como os pandas continuaram a se reproduzir rapidamente e descontroladamente a Senhor sorvete de creme com calças acionou a fundação “Men at Work” para conter o crescimento desenfreado com seu método popularmente conhecido como “Down Under”. O método “Down Under” é um método eficaz e muito simples se comparados a esterilização médica ou aniquilação total. Ele se baseia no pincípio de que bêbados os pandas não conseguiriam mais se reproduzir por brotamento, visto que o álcool desativa as enzimas responsáveis pela clonagem australiana.

Devo lhes dizer que a cerveja Australiana é de muito boa qualidade. Obviamente não se compara a cervejas irlandesas, porém, é exponencialmente superior em relação a de certos lugares neste globo. Tendo isso mente, é fácil explicar porque o método é tão eficaz para com infestações. Mas tendo sido bem sucedidos em impedir o crescimento desenfreado dos pandas, outro problema surgiu.

A rivalidade entre os pandas e os coalas. Visto que agora os pandas começaram a se alimentar das folhas de eucalipto antes reservada apenas aos coalas, não demorou muito para que a rivalidade logo se tornasse uma guerra e a Senhor sorvete de creme com calças teve novamente que se unir a Men at work  para conter o que se tornaria a mais sangrenta e violenta guerra civil já presenciada por qualquer país.

A Austrália enfrentava sua pior crise desde a grande crise de 1978, quando os Kangurus votaram a favor da medida de confinamento dos gambás que ameaçavam a vida de milhares de Australianos. Foi ainda adicionado o fato de que a população australiana durante a crise dividiu-se praticamente ao meio, uma parte da mesma apoiava a Coalas para a Libertação da Austrália – CLA e a outra parte apoiava a Pandas Armados para um Novo Futuro – PANF. A crise e a guerra tomaram proporções tais que nem mesmo a Organização Australiana dos Kangurus – OAK, conseguiu um tratado de paz ou ao menos uma trégua pelas vias diplomáticas.

Foi quando a  Senhor sorvete de creme com calças, Men at Work e a OAK, pediram auxílio a ONU que mobilizou o Conselho dos Narvais e as Tropas de paz dos Ursos Polares para que a situação fosse resolvida. Sob o comando do Conselho dos Narvais a Missão de Paz – Thalarctos, ganhou força e conseguiu neutralizar os planos de aniquilação total dos Pandas por parte dos Coalas e a tentativa da PANF de levar o país ao comunismo e ao massacre étnico dos Coalas.

Quando os dois exércitos foram derrotados e a paz novamente instaurada a OAK junto com o Conselho dos Narvais mobilizaram se para criar os termos do tratado de paz e nova legislação que deveriam ser seguidos dali em diante. Apesar dos Pandas terem ganhado o direito de permanecer na Austrália, eles teriam de seguir regras estritas e passariam por rigoroso regime de adaptação ao novo país. Foi declarado também que os pandas, junto com os coalas, deveriam trabalhar juntos para a reconstrução de toda a parte do país que eles, em sua tão abertamente declarada insânia, destruíram. Isso correspondeu a 77 % da estrutura eucaliptíca do país além da eventual infra-estrutura citadina.

O Proprietário que acompanhou a guerra de perto, está feliz em dizer lhes que tudo acabou da melhor maneira possível. Os Coalas e os Pandas acabaram se provando não grandes amigos, mas mostraram que podem coexistir no mesmo espaço. Além disso, já que o país dependia de suas exportações para a reconstrução, ele conseguiu grandes negócios com cervejarias australianas e logo em breve o Pub receberá um carregamento das mesmas para celebração da paz.

A equipe do Fox Pub e seu Proprietário desejam a todos um excelente dia.

É culpa dos energéticos.

qua - 29/06/2011 Deixe um comentário

Vocês sabem que o Pub não comercializa energéticos, agora a pergunta que paira no ar é: vocês sabem o por que disso?

Aqui vamos nós a mais uma das histórias de como o Pub foi fundado. Dessa vez a história passa-se em 1983 , quando ainda estava na Irlanda confabulando junto de meus amigos John, Henry e Robert sobre como haveria de abrir meu Pub.

John estava sugerindo que eu tomasse um treinamento especializado em cervejas; coisa que fiz alguns anos mais tarde, conforme já postado; em outro país para que fosse possível descobrir a diferença entre a qualidade das mesmas.  Henry sugeriu que instalasse-me no Pub que o tio dele possuía para que assim aprendesse como funcionava o ofício; o que demanda outra história; e Robert me sugeriu tomar energéticos.

Assim, Robert era um caso a parte. Sabíamos que ele era um caso perdido desde o início mas quando ele sugeriu energéticos realmente descobrimos o quão no fundo do poço ele se encontrava.

Para quem não sabe, energéticos na Irlanda são consideradas drogas pesadas. E não simples produtos recheados com cafeína como costuma ser em locais normais. A Irlanda leva energéticos ao extremo, colocando absinto e cocaína para substituir a cafeína e existem as pessoas que também colocam xarope de maconha; não me perguntem como é produzido; e adicionam a mistura.

Como devem imaginar, ele se torna muito mais potente que um simples energético desses que vendem em qualquer lugar a preços exorbitantes e também acarreta no chamado “efeito brisa” causado no caso pelo xarope de maconha e pelo absinto. Tendo isso em consideração e como eu estava tentando ter idéias acerca do que fazer, o Proprietário adquiriu a certeza de que seu antigo amigo tinha ingerido um com xarope de maconha.

Porém, mais terrível ainda foi o fato de que ele ingeriu um energético.  Tentamos resgatar o coitado, mas o vício se tornou uma coisa poderosa e tudo o que pudemos fazer depois de todas as tentativas fracassadas foi vê-lo se tornar cada vez mais miserável. O que ajudou o Proprietário muito mais tarde na Alemanha, pois assim ele sabia como explorar a fraqueza de seus futuros clientes.

Outro grande problema envolvendo energéticos foi no México, onde tentaram e infelizmente conseguiram com sucesso, copiar a fórmula dos energéticos irlandeses. Isso acarretou em gravíssimos problemas ao país, nos quesitos principalmente financeiros e sociais. Milhões começaram a morar em favelas devido ao poder do narcotráfico dos energéticos. As taxas de violência e homícidios aumentaram de maneira surpreendente. Milhares de crianças foram abandonadas. Muitos perderam seus empregos. E o caos parecia tomar conta do país.

Porém, um cidadão que foi muito importante para a nação Mexicana e também para a Brasileira, foi Roberto Gómez Bolaños que criou uma série de avisos televisos a população, em geral as crianças, para alertar sobre as drogas, principalmente sobre os energéticos, os quais na série de avisos ele dedica um episódio inteiro ao mesmo. E apesar de ter amenizado a situação devido ao fato de ser um show infantil, ainda assim ele conseguiu transmitir toda a realidade de violência, abandono e desespero tanto social quanto econômico que se passava no México por causa de tal produto.

Essa série televisiva foi uma das coisas que impulsionaram a população a lutar contra o fim dos energéticos e hoje muitas décadas depois o México se vê totalmente livre dos energéticos irlandeses, possuindo apenas os energéticos “convencionais”. Outro fato positivo foi o do Brasil ter tido a série de avisos traduzidos e dublados para o português. O que possibilitou que fosse evitada uma grave crise que poderia ter sido deflagrada praticamente ao mesmo tempo. Na história também houveram muitos músicos que lutaram contra, entre eles apenas para um pequeno exemplo, temos Raul Seixas. Outros países de língua espanhola como por exemplo a própria Espanha, também se beneficiaram da mesma série, e pela interação cultural entre os países Europeus, mesmo que sem uma dita tradução para todos os outros idiomas do continente os outros países também foram beneficiados.

Mas hoje a situação na Irlanda é mais comedida, visto suas políticas de combate a produção, tráfico e consumo dos energéticos. Algo que alegra esse humilde barman.

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