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População global dos bonecos de cera.

ter - 29/11/2011 Deixe um comentário

Já perceberam que hoje o mundo é muito formado por bonecos de cera? Não? Pois é verdade. A maioria deles é tão bem feito e age tão naturalmente que parecem reais. Alguém inclusive poderia perguntar se existe algum problema nisso, se estamos ameaçados, se vamos ser dizimados por ele ou então replicados como cera e viver num mundo quase perfeito, pois o sol seria o nosso maior inimigo e derreteríamos se encontrassemos calor excessivo.

A resposta para muitas destas perguntas pode ser: 23 e/ou não. A grande verdade é que os bonecos de cera são praticamente inofensivos e não estão interessados em dominar o mundo e destruir a todos, apenas em dominar o mundo. Destruir a todos demoraria demais. Além disso, eles precisam de nós para extrair cera e continuarem a se replicar.

Mas de qualquer maneira, comece a reparar e você achará bonecos de cera nas ruas, na televisão, na política, no seu banheiro, em qualquer lugar que você acha que não pode haver um boneco de cera ele está. Só repare nas características e saiba o que fazer vendo alguns passos simples abaixo:

1 – Você deve reconhecer um boneco de cera. Ele é necessariamente do material que lhe dá o nome, porém, pode ser de pior ou melhor qualidade. Bonecos de tamanho reduzido não oferecem muito perigo, pois são de fácil reconhecimento  e não são tão influentes na sua própria sociedade a ponto de poder mover um contingente para pegar você. Preocupe-se com bonecos com escala humana. Esses geralmente são mais dificeis de se reconhecer.

2 – Depois do reconhecimento, você deve saber como lidar com um boneco de cera. Primeira regra: Não entre em Pânico. Não é um buraco de minhoca que o levará para a dimensão dos horrores torturantes macabros sombrios e obscuros de Hazé, ─ e mesmo se fosse a primeira regra ainda é válida ─ é só um boneco de cera.

Segunda regra: Avalie suas condições de sobrevivência e tente dialogar com o ser em questão para determinar o grau de periculosidade. Caso ele esteja balbuciando “cérebros”, ele não é um boneco de cera feio, ele é apenas um zumbi. Proceda com cautela e: dê um tiro na cabeça dele ou use objetos contundentes na cabeça dele. Utilizar dos dois métodos descritos acima garante o sucesso para uma grande justiça e um bônus de dez pontos.

Caso ele consiga se comunicar com você de maneira realista ─ gaguejando, esquecendo palavras e falando com vícios de linguagem ─ existe a chance dele ser bem feito ou ser um humano. Nesse caso investigue a condição dele, sempre desconfiando, até o momento que você poderá dizer com certeza o que ele é.

Mas e se ele não se comunicar de maneira realista? Ou seja: nunca errando as palavras, não gagueja, não tem sotaque próprio, não tem vícios de linguagem, etc.? Existe a possibilidade deste ser diante de você ser um boneco de cera, um ator de televisão, apresentador ou político. Se ele for um desses exemplos citados a possibilidade que ele também seja um boneco de cera é grande. Prossiga com cautela.

3 – Identifiquei com sucesso um boneco de cera. O que devo fazer? Primeiro, não saia por aí gritando que o ser em questão é um boneco de cera. Nem todos sabem sobre os bonecos de cera, podem achar que você é insano ou bebeu demais. Apenas levante a possibilidade e diga que certos traços físicos ─ rosto muito esticado com pescoço enrugado, expressões faciais travadas, mexer apenas a boca enquanto fala, partes do rosto que derretem sob luzes intensas, etc. ─ não são naturais e que existe uma certa estranheza em relação aquele ser.

4 – Por último, não queira destruir os bonecos de cera. Primeiro, os bem feitos geralmente são influentes. Se você destruir um deles, atrairá a ira vingativa de toda a população ─ bonecos de cera e não bonecos ─ para si. Segundo, tente apenas investigar e avisar o maior número de pessoas possiveis, isso frustrará seus planos de dominação global. Terceiro, depois que os planos de dominação global forem frustrados, tente ser amigo deles e conquistar a confiança dos mesmos. Afinal de contas, existem bonecos de cera legais que não tem como objetivo destruir o mundo e sim apenas se integrar a uma sociedade que na cabeça deles não o aceitaria caso soubessem da terrível verdade.

A equipe do Fox Pub deseja a todos uma ótima terça-feira e um bom relacionamento com os bonecos de cera que serão muito bem vindos, caso desistam de tentar dominar o mundo.

A ascensão dos pandas com síndrome de Tourette

seg - 21/11/2011 Deixe um comentário

Olá a todos. Bem vindos de volta ao Fox Pub. Hoje é segunda-feira, início da semana, mas como sempre não é para falar da semana que venho até vós. e sim para falar sobre o que o título sugere.

No caso de pandas com síndrome de tourettes. Mas antes que comecemos a falar de assunto tão sério, explicarei o que é a síndrome de Tourette.

Em poucas palavras é a síndrome de Twix. Alguns talvez não sejam tão velhos a ponto de se lembrar. Mas existiu um comercial do chocolate twix (este aqui no vídeo abaixo) que demonstra muito bem a síndrome.

Resumindo, é uma doença que faz com que a pessoa possua tiques, reações rápidas, movimentos repentinos e vocalize palavras aleatórias em um tom único. Cada pessoa manifesta a doença de um jeito e isso não se iguala. Pelo menos não entre os homo sapiens.

Entre os pandas, já é outra história, pois a doença pode sim se manifestar da mesma forma e é dessa forma que os pandas da república de Éumnomedifícilparacarambadepronunciarpoisétudojuntocomaacentuaçãobizarratendoainclusão
incriveldoessetßaleatoriamentonomeiodafraseequenãofazsentidonenhummas
belezapoisospandaschamamdeachoochoowaawa. Que também é conhecida como cosφ. e cuja capital é Ni.

A cosφ. se estabilizou como única e verdadeira república democrática formada por pandas. No caso fugitivos da China, Cuba e da Austrália, no caso mais da Austrália onde aprenderam os valores da cidadania, mas ainda assim tinham uma rixa com os Koalas. Hoje a rixa é apenas esportiva, mas antigamente ─ coisa de duas semanas atrás ─ era sanguinolenta e mortal.

Assim sendo, algo estranho começou a acontecer com os pandas habitantes de cosφ.. Começou na pequena vila de Manchoareagurditorttelliniraviolicomsambacançãosempernasesaltitanteretardadamente
absurdaegrandeapesardepequena., se espalhando eventualmente para a capital de Ni.

O que se espalhou foi a síndrome de Tourette, não apenas entre os pandas machos, mas entre as fêmeas também. Todos começaram a apresentar um padrão peculiar desta síndrome. Com algumas pequenas diferenças claro, mas essencialmente era a mesma coisa. As ações consistiam em espirrar, lavar as mãos e depois engavetar coisas utilizando toalhinhas de papel umedecidas com aroma lavanda. Alguns devem pensar que as toalhinhas de papel umedecidas com aroma de lavanda são algo raro de se encontrar, mas não é o caso de cosφ., o país que mais exporta toalhinas de papel umedecidas com aroma de lavanda.

Esses hábitos da doença que começaram a se espalhar pela população toda, teve incríveis efetos benéficos a toda a sociedade, pois não só os pandas mantinham suas mãos higienizadas como também mantinham todos os seus pertences em perfeita ordem. Portanto, um panda que passou um ano com a síndrome, logo se tornava um exímio e higiênico arquivador.

Isso não passou despercebido pela mídia mundial, principalmente pelo setor privado, que viu nesses hábitos uma chance de educar seus funcionários. Contratando os pandas de cosφ. as empresas logo começaram a perceber um aumento na organização de seus escritórios, agências e arquivos, além de claro ter tudo bem limpo e higienizado.

Levando em conta os pandas que começaram também a fazer serviços além dos tiques, a nação panda começou a crescer em estima. Logo funcionários panda estavam sendo treinados pelas companhias. O governo de cosφ. vendo que sua população estava tendo altos valores agregados fora do país, ofereceu a esses profissionais uma chance no mercado local e de retransmitir o conhecimento. Três dias depois a nação cosφ. era uma nação próspera.

Mas então veio a gripe chilena que acabou com o efeito da síndrome de Tourette e impediu que cosφ. dominasse o mundo.

Algo para se pensar, a vida dá, a vida tira.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um responsável e bom início de semana.

Montanhismo no Canadá

seg - 24/10/2011 Deixe um comentário

Chega um momento na vida de todos as pessoas que elas simplesmente não sabem mais sobre o que falar. Como o falar também pode ser entendido como comunicar, naturalmente também chega uma hora que as pessoas não sabem o que escrever, o que filmar, o que produzir, elas simplesmente não sabem. É uma situação onde a pessoa deve buscar uma resposta para as angústias de sua vida criadas senão por ela mesma e essa resposta vem de dentro. A resposta que colocará ela de novo no rumo e fará com que ela volte a ser quem seja.

É o caso do nosso barman? Claro que NÃO! O Pub é foda e eu quero é lhes contar uma boa história de quando estava praticando montanhismo no Canadá. Hora que eu quiser falar sobre possíveis bloqueios eu vou direto ao ponto. Não ficarei fazendo drama e mimimi.

De qualquer forma, fui ao Canadá visitar Henry; um amigo de infância que se mudou da Irlanda para lá quando ainda era muito jovem. Ele me mandou uma carta dizendo que havia finalmente sido aprovado no concurso público para urso e que em breve iria se casar.

Para quem não sabe, no Canadá só existem praticamente dois empregos. O cargo de polícia montada e o de urso. O de urso é concursado. Vide muitos não quererem ser da polícia montada.

Mas fui até lá, meu amigo que não via há muitos anos havia acabado de adquirir um ótimo emprego e além disso me convidara para seu casamento.

Casamento. Cerimônias solenes onde acontecem a derradeira união entre duas pessoas de forma religiosa ou não.E após a cerimônia procede-se normalmente uma festa com comida, bebida, música e bolo. Principalmente bolo. Logo, levando em conta todas estas razões, resolvi partir para o Canadá para encontrá-lo.

Cheguei lá, ele já estava empossado no emprego quando me recepcionou no aeroporto e foi interessante vê-lo cumprindo seu trabalho de urso. As pessoas claro acharam completamente normal, afinal haviam outros da mesma forma, mas deixando isso de lado, fui treinando meu ursês com Henry até chegarmos na sua casa onde fomos recebidos pela sua futura esposa. O casamento estava marcado para daqui a uma semana e durante esse período Henry me convidou para conhecer as montanhas nas quais ele agora trabalhava.

Muito bem, saímos no dia seguinte, eu com mochila um pouco d’água e algumas parcas coisas e ele apenas com seus equipamento de urso. Fomos andando, subindo, ele me apontava certos locais e me mostrava um pinheiro de vez em quando parava para conversar com outros ursos e me apontava outro pinheiro, subíamos por uma trilha até o topo da montanha e ele continuava a me falar dos pinheiros. Pinheiros muito interessantes devo admitir, aliás, preciso lhes dizer que os pinheiros perto do cume eram muito mais interessantes que os pinheiros perto da base. Ele tinham um formato levemente mais parecido com um pinheiro do que os pinheiros da base.

De qualquer maneira, chegamos finalmente ao topo. A vista era maravilhosa e por não ser muito alto não tivemos problema algum em subir a encosta, tampouco ar rarefeito. Mas de repente o tempo começou a fechar e fechou rapidamente, logo não tinhamos mais sol e começou a nevar junto com fortes ventos. Ganhamos em trinta minutos uma tempestade de neve.

Henry que havia treinado muito para se tornar um urso colocou seus conhecimentos em prática. Não vendo quase nada e marcando os pinheiros que agora pareciam apenas pinheiros como quaisquer outros e conseguiu perto da encosta achar uma caverna. Nos protegemos lá e a situação começava a ficar complicada para ambos. Eu não poderia sair naquela tempestade. Não fazia idéia de como me arrumar por lá.Meu amigo por outro lado, podia e conseguiria com tranquilidade voltar para a cidade, mas era contra as regras do seu trabalho um ser humano cohabitar a caverna junto com o urso.

Ele teria que ir a cidade e avisar a polícia montada para que me resgatassem. Perguntei lhe se ele não podia me levar de volta, mas a resposta foi negativa. Caso ele assim o fizesse poderia ser até mesmo exonerado de seu serviço, pois descobririam não só que me protegi da tempestade na caverna junto com ele, como ele também ajudou um civil a sair da tempestade. Isso fere diretamenet o código 137 do regimento dos ursos.

Ah, o funcionarismo público. Fiquei na caverna, Henry dissera que iria mentir assim que chegasse a cidade. De que vira no horário de serviço um civil se refugiando em uma caverna, e agora que estava fora do horário deveria relatar a polícia para que ele fosse resgatado.

Legal é que fiquei naquela caverna durante dois dias. A tempestade durou um dia e meio e apenas na metade do segundo dia ─ dia do resgate ─ encontrei a polícia montada procurando a caverna. Tudo bem que com a tempestade fora do caminho eu poderia simplesmente ir andando de volta até a cidade, mas eles resolveram seguir o protocolo e me levaram.

Legal é que me fizeram um monte de perguntas no caminho e um prontuário. Isso sem nem me oferecer um café, um chocolate, ou qualquer coisa, mas tudo certo. Bom ver funcionários públicos fazendo seu trabalho.

A história praticamente acaba aqui. Voltei a casa de Henry, fiquei lá por um tempo, ele pediu desculpas, mas disse que não deveria sacrificar seu emprego recém-adquirido por isso e que ele deveria se concentrar no casamento.

A festa de solteiro foi legal pacas, e aprendi a fazer alguns sanduíches muito legais. Mas o melhor mesmo foi o casamento. Nunca imaginava que veria o Henry se casar e na verdade nunca imaginava que o veria de novo para início de conversa.

Depois disso tudo, voltei ao meu pub e agora quero ficar um tempo por aqui.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um bom início de semana.

Algumas coisas – Constipações dos coalas

qui - 20/10/2011 Deixe um comentário

Bem, antes de começar a falar deste tópico um tanto quanto macabro e desesperador, primeiro tenho de falar sobre o Pub.

Creio que todos devem estar já sabendo de um de nossos novos colaboradores, Charles, le Chauve, ou para encurtar apenas Charles. Chamem ele de Finny também que provavelmente ele atenderá. De qualquer maneira, espero que ele se de bem aqui, assim como o moondog também se dá. É claro que se o moondog postasse mais, teriamos mais opiniões, mas…

Vamos ao assunto principal. Há algum tempo escrevi sobre os pandas australianos. Hoje a situação está de certa forma controlada, o problema se deu algum tempo depois com o vírus de gripe pandasiática o ATCHO 1  (Altamente Transmissível a Coalas, Homens e Ornitorrincos) que começou a se espalhar pelo continente.

Enquanto que o vírus ao se alojar em seres humanos do sexo masculino e ornitorrincos, causa apenas um pouco de escorrimento de nariz e no máximo uma diarréia – aos humanos – e uma coloração esverdeade aos ovos – para os ornitorrincos – para os coalas pode ser fatal. E foi.

O governo australiano estava analisando e enfrentando problemas com a saúde pública, pois muitos coalas não sabiam de métodos de prevenção e até pouco tempo o tratamento se mostrava um tanto quanto ineficaz para estes marsupiais. Enquanto isso a população, diminuia e diminuia a níveis alarmantes, o que é uma catástrofe, tendo em vista que os coalas são os principais responsáveis pela indústria de papel, clorofila, madeireira e turismo.

Sim, turismo. Os coalas são excelentes guias turísticos, é claro, desde que você seja capaz de entendê-los. Também são muito receptivos e os infantes são especialmente brincalhões e amigáveis o que em geral agradam os visitantes.

O horizonte não parecia muito promissor, porém, aconteceu de os pandas, que chegaram em território se sentiram motivados a ajudar na cura – leia-se, foram obrigados pelo governo e organizações como a “Men at Work”  – onde as pesquisas com vacinas e potenciais remédios começaram a  ser desenvolvidos.

As pesquisas que inicialmente avançavam a passos de lesma, começaram a avançar a passos de kanguru, quando os pandas se convenceram – leia-se, foram convecidos e quase coagidos – de que a sobrevivência da população coala traria apenas benefícios para o país, um remédio que contivesse os sintomas do vírus ATCHO 1 e uma possível vacina começaram a ser descobertos.

Para um remédio os pandas revelaram que um extrato de ervas, junto com angostura – o que é algo redundante de sefazer, visto as 150 ervas da angostura – combatem de forma eficaz os sintomas, porém, quase nocauteando a pessoa e deixando ela incrivelmente sonolenta. Ironicamente o metabolismo lento dos coalas se tornou incrivelmente acelerado devido ao remédio, fazendo com que eles se tornassem monstros agressivos viciados em remédio.

Os pandas e as organizações haviam acabado de criar monstros e mal sabiam. Turistas começaram a ser banidos de locais pelos coalas e a população vivia tempos de medo. Era o caos! Descartaram e jogaram fora todo o remédio criado e o exército teve de ser chamado junto com as forças policiais para impedir que os coalas produzissem mais. Enquanto isso as organizações continuavam buscando uma cura.

Novamente o país mergulhou numa guerra civil. Dessa vez, os pandas foram completamente apoiados pela população, ao menos enquanto não ocorreu a destruição total das produções do remédio que foi apelidado de “Os coalas estão loucos e estão querendo comer a minha cabeça e AGH!!!”

Eis o porquê da segunda chance.

Mas destruída as fábricas e impedido o tráfico, os coalas voltaram a ser mansos e relativamente sãos, o governo e a população resolveu dar outra chance a caras como esta a esquerda.

São dóceis sem o remédio. Chegam a ser até fofos. Mas ainda estavam morrendo. As pesquisas continuavam, sem sucesso. O próximo grande passo seria dado apenas quando por algum azar ou sorte, um dos pesquisadores, já um tanto quanto alcoolizados, derrubasse o elemento “x13ah2 que raios de composto é este!?” na mistura.

Preciso dizer que a vacina ficou pronta? Não? Ótimo.
Preciso dizer também que finalmente funcionou? Não? Ótimo.
Preciso dizer que teve efeitos colaterais? Sim, precisa indicar quais. Beleza.

O efeito colateral foi uma escassez de alimento no país. Por que escassez, alguém pergunta? Simples, o efeito colateral da vacina era a insaciedade ao se alimentar. Os coalas que já tem sua dieta regrada em comer quantidades absurdas de folhas de eucalipto, normalmente, começaram a comer praticamente o dobro para combater os efeitos que a vacina produziam em seus corpos. Também para terem as energias necessárias para a produção dos anti-corpos.

Lado positivo é que a indústria brasileira de celulose achou um ótimo uso para as folhas de eucalipto de suas árvores. A exportação foi meio problemática e as vendas não foram de preços tão altos, mas hey, solucionou o problema da fome por um preço justo e com algum lucro. Está valendo.

De qualquer maneira a equipe do fox pub deseja a todos um ótimo resto de semana.

“Eu acredito nas jeans” – Tecido religioso

sex - 23/09/2011 1 comentário

Mais uma história de Pub, porém, dessa vez uma um tanto mais filosófica.

Hoje em dia todos usam calças jeans. Poucos sabem que tudo começou a muitos anos atrás quando as jeans eram calças usadas por trabalhadores devido ao seu tecido resistente que tanto ajudava na proteção; embora não seja especializada para isso; quanto para o frio; também não é esta a especialidade; ou seja, uma calça ideal.

Com o tempo, essa mesma calça, considerada grosseira por muitos foi ganhando espaço e hoje em dia vemos os resultados nas ruas. Ela ganhou tanto espaço que hoje em dia se tornaram uma espécie de religião. Vê-se pelo preço que certas jeans conseguem alcançar e embora é claro existam as explicações das marcas e tudo o mais, a grande verdade é que as marcas querem que todos usem jeans para seu plano de domínio mundial.

Esse domínio é tão forte que em determinada época, há não muito tempo atrás, pessoas pagavam quantias elevadas por calças completamente desbotadas ou mesmo rasgadas. “Paga-se caro para vestir-se igual a um mendigo.” Ouvi uma determinada vez e apesar de muitas pessoas que conheço ainda se manterem sãs, existem algumas que acreditam piamente nas jeans.

No caso um cliente veio até nós outro dia e ele estava, com  exceção do sapato ,completamente vestido em jeans. Uma camiseta; sim uma camiseta jeans; uma calça jeans e uma jaqueta jeans faziam seu perfil. Exceto a camiseta jeans, o resto é comum de ver em locais públicos, mas este cliente estava acompanhado de amigos, trajados de modo praticamente idêntico e quando eles se sentaram à mesa, começaram a discutir sobre… jeans.

É normal termos qualquer tipo de discussão, porém, jeans foi a primeira vez. Tom anotou seus pedidos, eu os servi, ele levou até a mesa e ele não me falou nada da conversa. Eu a ouvi mesmo no bar, pois eles falavam demasiamente alto. Falavam de quais marcas eram as melhores, a produção do tecido, a barra, o tipo do zíper, como andava o mercado, tudo relacionado a jeans. Era inacreditável. E eu me perguntava: “Mas quem é que fala sobre a qualidade do zíper de uma jeans?”

Obviamente achei tudo muito engraçado, mas fiquei quieto até que um dos clientes numa mesa ao lado resolveu puxar briga. E não brigas de pub não são legais. Elas nunca são divertidas para o barman, acreditem. No início estava tranquilo, apenas uma discordância entre os clientes; toda briga começa assim; até que de repente as vozes se levantaram.

Existe uma delegacia perto de nosso pub; eu escolhi o local justamente por ter a delegacia por perto, além de ser um ótimo lugar e… um dia falo sobre isso; ou seja caso a coisa realmente piorasse a polícia não estaria longe, mas como nunca é interessante chamar a polícia, principalmente se você tem um pub, entrei na conversa para tentar acalmá-los ou então pelo menos levar a briga para fora.

Conversa vai, conversa vem, Tom me ajudando trazendo porções e bebida; o que aprendi desde cedo que sempre acalma as pessoas; consegui levar a situação de discussão acalorada para debate. Foi quando o rapaz vestido em jeans em questão disse “Eu acredito nas jeans” e começou a explicar toda a história, situação e tudo o mais.

Ouvimos durante um tempo, eu então liderei uma conversa pacífica para não deixar ninguém gritar e a coisa ficou por isso mesmo. Os clientes, depois de uma conversa longa foram embora e eu estava com a cabeça doendo de saber sobre jeans. Muito mais tarde, ao chegar em casa queimei minhas calças jeans, apenas para descobrir que elas eram metade das minhas calças exatamente para servir a qualquer situação.

A moral da história é: não alimente tamanduás com nitroglicerina.

A equipe do Fox Pub deseja a todos uma excelente e responsável Happy Hour e um ótimo fim de semana.

Sobre agulhas e alfinetes

seg - 12/09/2011 Deixe um comentário

A história é curta pois quem contou estava aparentemente com pressa.

Essa é uma história de um cliente que veio ao Pub recentemente. O homem era um caçador de tesouros ou assim se declarava ao menos. E começou a contar me uma história de quando ele teve que visitar um templo nas regiões mais inóspitas de Pali.

Esse explorador para poder entrar no templo teve de passar por um grande ritual de preparação. E foi nesse ritual que ele focou.

Os religiosos de Pali, tem regras muito rígidas senhor barman. No caso eles veneram dois deuses o deus Akalipatu e o deus Alokitau. O curioso é que a representação desses deuses são duas estátuas ou geralmente figuras de um homem com muitas agulhas e outro com alfinetes, ou então um tendo braços de agulha e o outro pernas de alfinete.

Também não são todos os que são normalmente aceitos no templo, você deve estar portando pelo menos uma agulha e um alfinete sempre, sendo que alguns vão até o limite e fazem roupas feitas com esses materiais, o mais exótico no entanto é que agulhas e alfinetes não podem ser de forma alguma comercializados. A pessoa deve produzir seus próprios.

Mas a cerimônia religiosa, consiste em preparar um pedaço de tecido ou uma pequena peça; muitos preparam um boneco estilo voodoo; que é coisa para jacu; usando esses dois materiais para fazer e depois de alguma forma inserí-los neles… Sim senhor barman, lógica lá era algo inexistente. Eu achei tudo um tanto quanto perigoso para as crianças, mas descobri que além disso a pessoa também deve beber e brindar em oferenda aos deuses.

E esse processo? Bem senhor barman, a bebida poderia ser considerada uma cerveja… que é eletrocutada antes de você beber. Exato eu fiz a mesma expressão. Mas isso aparentemente deixa a bebida viva ou o ar do templo e os incensos deixam você drogado. Pois acredite ou não quando foi a minha vez de beber em oferenda aos deuses a bebida discordou comigo.

Ela simplesmente me disse: “Você não pode me beber, se me beber eu informarei à todos que você está aqui em busca de tesouro e…” Quando a bebi senti o estômago latejar, se era cerveja foi a pior que tomei em tomei minha vida. Mas o sumo sacerdote me deixou visitar a câmara dos tesouros sagrados. Quando cheguei lá… Sim, uma agulha e um alfinete de ouro. Desisti e voltei para casa. Não valeu a pena todo o trabalho por tão pouco. Mas tirei umas fotos.

Foi quando ele me mostrou duas fotos de uma bela agulha e um belo alfinete feitos de ouro puro, mas como eram agulha e alfinete concordei que era uma quantia muito pequena. Ele que estava de pé ao balcão olhou para o relógio de parede e se declarou atrasado para pegar o próximo trem. Pagou a conta e saiu.

A moral da história é: Jamais confie em pôneis de mais de uma cor.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um excelente início de semana e um bom dia.

Pinguins voadores e a guerra.

dom - 21/08/2011 Deixe um comentário

A biologia e a anatomia pinguiniciana nos mostra que pinguins são aves que não voam. Em algum momento de seus caminhos evolucionários, eles resolveram trocar suas asas por nadadeiras e deixar suas penas mais curtas e mais próximas ao corpo sacrificando assim a possibilidade de voar com seus prórpios recursos corporais. Porém, ledo engano daqueles que acreditam que pinguins não voam.

Como já escrito há tempos, num post sem sentido definido; como a maioria dos posts por aqui; revelamos que todos os pássaros já nascem com avançados conhecimentos na área de culinária e vastos conhecimentos aéreo-espaciais, portanto, não é de se espantar de que os pinguins não conseguiram achar maneiras de voar com objetos além de seus corpos físicos.

Os pinguins mantiveram isso em segredo por muitos anos, mas recentemente foram divulgadas imagens de um pinguim que conseguiu finalizar seu projeto na tentativa de voltar a voar.

Acompanhando esse vídeo, as pessoas podem ver a engenhosidade dos pinguins. Não só são aplicados como também fazem testes antes de voar.

E observando mais atentamente este vídeo divulgado recentemente na PinguimNet, demonstra o poder bélico dos pinguins para com os trolls da natureza os dodôs. Finalmente foi revelado ao mundo o porquê eles foram extintos. Foi graças a grande guerra Pingo-Dodoroniana que ocorreu há anos atrás.

Crê-se que foi para o melhor, pois dodôs; uma exceção; não possuiam qualquer habilidade aero-dinâmica. Afinal José Darwin e outros já diziam que apenas as espécies mais adaptadas continuam a existir. Algumas é claro, exterminam outras; porém, a raça humana que possui bons termos com os pinguins não só não se intrometeu na guerra como em determinados momentos destacou tropas para ajudá-los.

Vamos lá, a história remonta a 1957, quando para a humanidade, a acalorada Guerra Fria estava em seu auge. Os pinguins, até então presentes no cenário global de forma neutra junto com a Suiça, recebeu uma provocação gratuita dos Dodôs. Onde afirmavam que os pinguin jamais seriam capazes de fazer qualquer coisa que prestasse ao ecossistema global.

Os pinguins, muito pacíficos, ignoraram as provocações dos Dodôs. E como todo bom troll que se preze, eles resolveram aumentar o nível e atacaram a cidade de Gladstone, localizada na Australia, uma das muitas colônias de pinguins.

O massacre étnico foi considerado imperdoável pela Nação Pygoscelis, que apelou a ONU, para que fossem tomadas medidas e aplicadas sanções contra a Raphus; antiga nação dos Dodôs. Tendo em vista a forma de massacre étnico utilizado pelos dodôs; incluindo, porém, não limitado a: tortura psicológica com peixes; indução forçada ao canibalismo entre os pinguins, apenas para depois matá-los sem piedade alguma; entregá-los a yetis para que os mesmos fossem usados como discos de hockey ou então pesos de arremesso, etc; a ONU impôs sanções pesadas a Raphus que por ser troll; assim como a Coréia do Norte, Síria, apenas para citar pequenos exemplos; resolveu recusar as sanções impostas e continuou sua agenda de extermínio.

A Nação Pygoscelis sem ter outras opções, declararam guerra a Raphus, contando com a ajuda aliada do Reino Unido, Irlanda e principalmente a Austrália; cuja população adotou unanimemente o lado do exército Pygoscel; os pinguins conseguiram barrar o avanço dos Dodôs, neutralizando a sua marinha e a sua infantaria.

A Nação Pygoscelis propôs um acordo de rendição aos Dodôs que já se encontravam fracos, porém, a Raphus recusou dizendo que só renderia-se com a completa destruição. Os pinguins responderam apenas com um: wah woh!, que numa tradução livre significa: Que assim seja!

Tendo isso em mente, não é difícil imaginar o porquê dos dodôs terem ido a extinção; porém, agora retornamos ao vídeo. Os dodôs, ou os que restaram continuaram lutando contra os pinguins da melhor maneira que encontraram e o vídeo em questão mostra não apenas o avanço tecnológico dos pinguins como a eliminação do último dodô existente.

A guerra que durou anos, devido a uma resistência incansável chegou ao fim. Na Irlanda, Austrália e Nova Zelândia os pinguins tomaram as ruas para festejar e aqui no Brasil a colônia de pinguins presente veio ao pub para comemorar e compartilhar da tão sofrida história que durou anos.

A equipe do Fox Pub, sempre sóbria e pronta para uma festa ofereceu o que havia de melhor em seu estoque e serviço para toda a comunidade pinguim e todos aqueles que quiseram juntar-se a comemoração.

Desejamos a todos um bom dia e uma ótima celebraçao da paz.

Snowboard no monte Cook

qua - 10/08/2011 Deixe um comentário

Muito mais legal que o pão de forma.

Este imagem ao lado foi feita na Nova Zelândia. Terra de vulcões, praias, planícies, cadeias montanhosas, neve e Kiwis. E esta história é mais uma pequena parte de como foi fundado o Fox Pub.

Foi num período de férias, quando O Proprietário havia ido para a Nova Zelândia para estudar como funcionavam os bares e o turismo naquela região. Uma coisa muito interessante, afinal por ter quase todos diversos tipos de terreno, a Nova Zelândia praticamente compreende todos os tipos de serviço em lugares muito próximos.

Logo, Owen estava aprendendo como os donos de bares, hotéis e restaurantes lidavam com o frio, o calor e temperaturas medianas. E como ele também estava de certa forma em férias, resolveu não só aprender como aproveitar a paisagem natural que o país tinha a oferecer.

Amostra dos terrenos neo-zelandeses

Paisagens que mesmo subjetivamente belas, acabam por ser um subjetivismo apoiado por muitos dos seres que as visitam. Afinal todo país que possua todos os tipos de terreno de terreno como a amostra ao lado merece ser instantaneamente respeitado.

Foi quando ao andar de snowboard, nosso barman encontrou com um avestruz selvagem andando de ski. Foi uma das coisas mais incriveis que ele já tinha visto desde a invenção do pão de forma junto com a distribuição em larga escala do guaraná.

Decidi seguir o avestruz colina abaixo, porém, ele já estava muito rápido quando pensei em segui-lo e acabei perdendo-o no meio do caminho. Mas ao voltar para o teleférico que me levaria ao topo da montanha mais uma vez me encontrei com o Avestruz na fila.

Impressionado, fui tentar falar com ele e apesar de meu avianês estar um tanto quanto enferrujado, conseguimos nos comunicar e combinamos que iríamos apostar uma corrida. Ficou decidido que o perdedor teria de pagar ao vencedor um jantar naquela noite com a bebida inclusa.

Obviamente estávamos bem competitivos. Afinal um irlandês comum pode beber todo o estoque de cerveja ou metade do estoque de Whisky de um bom restaurante enquanto um avestruz pode ficar horas comendo de tudo. Resumindo, seria muito caro, para qualquer um de nós. Além disso houve o fato de que algumas pessoas decidiram apostar em nossa corrida pois era uma coisa não tão usual quanto corridas entre Kiwis e os Pinguins de olhos amarelos.

Ele gosta de dançar.

Mas os dois subiram juntos pelo teleférico e enfim chegaram ao topo do monte Cook, para que a corrida pudesse ter início. A notícia havia se espalhado rapidamente pois como algumas pessoas ouviram sobre o teor da aposta do proprietário com o avestruz e sobre outras apostas que as pessoas já estavam fazendo; os donos de bares e restaurantes começaram a competir entre si para ver onde os dois iriam jantar mais tarde e ganhar horrores com as contas. Quando chegamos ao topo foi dado início a corrida. O proprietário em seu snowboard e o avestruz em seus esquis. A descida seria complexa, cheia de obstáculos e com direito a aparição do terrível homem das neves (veja figura ao lado.) que teimava em ficar dançando enquanto passávamos.

Após o caloroso “Alô” que o Avestruz e o Proprietário conseguiram acenar para ele enquanto ele corria atrás deles, os dois continuaram a descer o monte numa velocidade espantosa. Após passar por árvores, rampas naturais e obstáculos de rocha e neve acumulada, os dois começaram a chegar próximo ao final.

Lembro até hoje do final da corrida, eu consegui alguns parcos centímetros de vantagem e ganharia por muito pouco do avestruz na linha de chegada, porém, esqueci que ele era um avestruz. Ele esticou seu longo pescoço e fez com que meus parcos centímetros de vantagem se tornassem nada. Graças ao pescoço dele nós empatamos…

Foram tiradas fotos. Pessoas compararam, mas não havia jeito. Foi declarado empate. Apenas poucas pessoas comemoraram; afinal não são muitos que pensam em apostar num empate. Os donos dos restaurantes locais também ficaram um tanto quanto desapontados, afinal haviam perdido dinheiro de aposta e perderam tempo competindo para ver onde iria ser o jantar.

Mas o Proprietário após a corrida continuou a falar com o Avestruz e os dois decidiram mesmo assim ir jantar em algum lugar para comemorar o que seria uma amizade interessante. Durante o jantar, descobri que o Avestruz era Australiano e não Neo-Zelândes como havia pensado. Ele trabalhava com restaurantes, e era chefe no seu próprio, visto que boa comida sempre havia sido sua paixão desde que era um pequeno; agora no caso um Emu, visto que ele era australiano; Emu.

Eu contei que por ser Irlandês, sempre havia apreciado boa bebida e queria abrir um Pub. Ele muito gentilmente me deu algumas dicas e disse que possuía alguns parentes espalhados pelo mundo e conversaria com alguns para ver se estavam precisando de um barman em algum de seus restaurantes.

Era basicamente uma chance ao proprietário de ganhar experiência no ramo e continuar economizando para abrir o seu Pub. Brindei a saúde dele, ele brindou a minha, brindamos mais uma vez o resultado da corrida e resolvemos fazer mais uma competição. O Emu apostou com o Proprietário que ele conseguiria beber mais álcool que ele, por sua vez o Proprietário apostou com o Emu que ele conseguiria comer mais do que ele.

Desnecessário dizer que no final da noite o restaurante tinha em suas mãos um irlândes passando mal de tanto comer e um Emu bêbado, coisa rara na Nova Zelândia. Mas ao menos ficaram felizes devido ao tamanho da conta.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um bom dia e espera que tenham aproveitado mais este trecho da história de como o Pub foi fundado.

Pandas australianos

qua - 27/07/2011 Deixe um comentário

É de conhecimento geral que a Austrália é considerada a terra da fertilidade por inúmeros motivos. Dentre eles, o mais conhecido é a proliferação praticamente instantânea de animais ao chegarem por lá. Em razão deste fato, organizações como a Organização Mundial Sensacionalistíca Não-Objetiva Detentora dos Poderes Relativos de Pandas (OMSNODPRP  ou  como também é conhecida: “Senhor sorvete de creme com calças”)  e cientistas resolveram que seriam levados um casal de ursos pandas para testes de reprodução em território australiano.

A experiência nos 5 primeiros segundos foi dada como um total sucesso, visto que os pandas se reproduziram por brotamento quando chegaram em solo Australiano. Os cientistas quase conseguiram reproduzir pelo mesmo sistema,  porém, tendo em mente que não eram australianos eles entraram em paradoxo e morreram todos.

Mas como os pandas continuaram a se reproduzir rapidamente e descontroladamente a Senhor sorvete de creme com calças acionou a fundação “Men at Work” para conter o crescimento desenfreado com seu método popularmente conhecido como “Down Under”. O método “Down Under” é um método eficaz e muito simples se comparados a esterilização médica ou aniquilação total. Ele se baseia no pincípio de que bêbados os pandas não conseguiriam mais se reproduzir por brotamento, visto que o álcool desativa as enzimas responsáveis pela clonagem australiana.

Devo lhes dizer que a cerveja Australiana é de muito boa qualidade. Obviamente não se compara a cervejas irlandesas, porém, é exponencialmente superior em relação a de certos lugares neste globo. Tendo isso mente, é fácil explicar porque o método é tão eficaz para com infestações. Mas tendo sido bem sucedidos em impedir o crescimento desenfreado dos pandas, outro problema surgiu.

A rivalidade entre os pandas e os coalas. Visto que agora os pandas começaram a se alimentar das folhas de eucalipto antes reservada apenas aos coalas, não demorou muito para que a rivalidade logo se tornasse uma guerra e a Senhor sorvete de creme com calças teve novamente que se unir a Men at work  para conter o que se tornaria a mais sangrenta e violenta guerra civil já presenciada por qualquer país.

A Austrália enfrentava sua pior crise desde a grande crise de 1978, quando os Kangurus votaram a favor da medida de confinamento dos gambás que ameaçavam a vida de milhares de Australianos. Foi ainda adicionado o fato de que a população australiana durante a crise dividiu-se praticamente ao meio, uma parte da mesma apoiava a Coalas para a Libertação da Austrália – CLA e a outra parte apoiava a Pandas Armados para um Novo Futuro – PANF. A crise e a guerra tomaram proporções tais que nem mesmo a Organização Australiana dos Kangurus – OAK, conseguiu um tratado de paz ou ao menos uma trégua pelas vias diplomáticas.

Foi quando a  Senhor sorvete de creme com calças, Men at Work e a OAK, pediram auxílio a ONU que mobilizou o Conselho dos Narvais e as Tropas de paz dos Ursos Polares para que a situação fosse resolvida. Sob o comando do Conselho dos Narvais a Missão de Paz – Thalarctos, ganhou força e conseguiu neutralizar os planos de aniquilação total dos Pandas por parte dos Coalas e a tentativa da PANF de levar o país ao comunismo e ao massacre étnico dos Coalas.

Quando os dois exércitos foram derrotados e a paz novamente instaurada a OAK junto com o Conselho dos Narvais mobilizaram se para criar os termos do tratado de paz e nova legislação que deveriam ser seguidos dali em diante. Apesar dos Pandas terem ganhado o direito de permanecer na Austrália, eles teriam de seguir regras estritas e passariam por rigoroso regime de adaptação ao novo país. Foi declarado também que os pandas, junto com os coalas, deveriam trabalhar juntos para a reconstrução de toda a parte do país que eles, em sua tão abertamente declarada insânia, destruíram. Isso correspondeu a 77 % da estrutura eucaliptíca do país além da eventual infra-estrutura citadina.

O Proprietário que acompanhou a guerra de perto, está feliz em dizer lhes que tudo acabou da melhor maneira possível. Os Coalas e os Pandas acabaram se provando não grandes amigos, mas mostraram que podem coexistir no mesmo espaço. Além disso, já que o país dependia de suas exportações para a reconstrução, ele conseguiu grandes negócios com cervejarias australianas e logo em breve o Pub receberá um carregamento das mesmas para celebração da paz.

A equipe do Fox Pub e seu Proprietário desejam a todos um excelente dia.

É culpa dos energéticos.

qua - 29/06/2011 Deixe um comentário

Vocês sabem que o Pub não comercializa energéticos, agora a pergunta que paira no ar é: vocês sabem o por que disso?

Aqui vamos nós a mais uma das histórias de como o Pub foi fundado. Dessa vez a história passa-se em 1983 , quando ainda estava na Irlanda confabulando junto de meus amigos John, Henry e Robert sobre como haveria de abrir meu Pub.

John estava sugerindo que eu tomasse um treinamento especializado em cervejas; coisa que fiz alguns anos mais tarde, conforme já postado; em outro país para que fosse possível descobrir a diferença entre a qualidade das mesmas.  Henry sugeriu que instalasse-me no Pub que o tio dele possuía para que assim aprendesse como funcionava o ofício; o que demanda outra história; e Robert me sugeriu tomar energéticos.

Assim, Robert era um caso a parte. Sabíamos que ele era um caso perdido desde o início mas quando ele sugeriu energéticos realmente descobrimos o quão no fundo do poço ele se encontrava.

Para quem não sabe, energéticos na Irlanda são consideradas drogas pesadas. E não simples produtos recheados com cafeína como costuma ser em locais normais. A Irlanda leva energéticos ao extremo, colocando absinto e cocaína para substituir a cafeína e existem as pessoas que também colocam xarope de maconha; não me perguntem como é produzido; e adicionam a mistura.

Como devem imaginar, ele se torna muito mais potente que um simples energético desses que vendem em qualquer lugar a preços exorbitantes e também acarreta no chamado “efeito brisa” causado no caso pelo xarope de maconha e pelo absinto. Tendo isso em consideração e como eu estava tentando ter idéias acerca do que fazer, o Proprietário adquiriu a certeza de que seu antigo amigo tinha ingerido um com xarope de maconha.

Porém, mais terrível ainda foi o fato de que ele ingeriu um energético.  Tentamos resgatar o coitado, mas o vício se tornou uma coisa poderosa e tudo o que pudemos fazer depois de todas as tentativas fracassadas foi vê-lo se tornar cada vez mais miserável. O que ajudou o Proprietário muito mais tarde na Alemanha, pois assim ele sabia como explorar a fraqueza de seus futuros clientes.

Outro grande problema envolvendo energéticos foi no México, onde tentaram e infelizmente conseguiram com sucesso, copiar a fórmula dos energéticos irlandeses. Isso acarretou em gravíssimos problemas ao país, nos quesitos principalmente financeiros e sociais. Milhões começaram a morar em favelas devido ao poder do narcotráfico dos energéticos. As taxas de violência e homícidios aumentaram de maneira surpreendente. Milhares de crianças foram abandonadas. Muitos perderam seus empregos. E o caos parecia tomar conta do país.

Porém, um cidadão que foi muito importante para a nação Mexicana e também para a Brasileira, foi Roberto Gómez Bolaños que criou uma série de avisos televisos a população, em geral as crianças, para alertar sobre as drogas, principalmente sobre os energéticos, os quais na série de avisos ele dedica um episódio inteiro ao mesmo. E apesar de ter amenizado a situação devido ao fato de ser um show infantil, ainda assim ele conseguiu transmitir toda a realidade de violência, abandono e desespero tanto social quanto econômico que se passava no México por causa de tal produto.

Essa série televisiva foi uma das coisas que impulsionaram a população a lutar contra o fim dos energéticos e hoje muitas décadas depois o México se vê totalmente livre dos energéticos irlandeses, possuindo apenas os energéticos “convencionais”. Outro fato positivo foi o do Brasil ter tido a série de avisos traduzidos e dublados para o português. O que possibilitou que fosse evitada uma grave crise que poderia ter sido deflagrada praticamente ao mesmo tempo. Na história também houveram muitos músicos que lutaram contra, entre eles apenas para um pequeno exemplo, temos Raul Seixas. Outros países de língua espanhola como por exemplo a própria Espanha, também se beneficiaram da mesma série, e pela interação cultural entre os países Europeus, mesmo que sem uma dita tradução para todos os outros idiomas do continente os outros países também foram beneficiados.

Mas hoje a situação na Irlanda é mais comedida, visto suas políticas de combate a produção, tráfico e consumo dos energéticos. Algo que alegra esse humilde barman.

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