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Posts Etiquetados ‘incompetência’

Eventos esportivos e comparações básicas.

qua - 07/12/2011 Deixe um comentário

Já perceberam que o Pub não costuma falar muito de esportes, mas vamos lá.

Ano que vem a Europa, que está passando por uma crise econômica grave e até agora ainda sem muita solução, realizará a Eurocopa 2012. A crise econômica não tem quase nada a ver com o evento. Ela se restringe mais a zona do euro do que ao continente todo, mas ainda é legal lembrar que a situação por lá não está tão boa, hehe.

Enfim, a Eurocopa será dividida entre dois países, Ucrânia e Polônia e reunirá dezesseis países dentre os cinquenta e três que podem participar. Se comparada a Copa do Mundo ─ sei que é estúpido comparar um evento regional com um global, mas adiante ─ esses dezesseis são apenas a metade. E quanto a Copa do Mundo de 2014, essa será realizada no Brasil.

Mas quais são as comparações que quero estabelecer além das geográficas? Existem as diferenças de grandeza dos eventos, que não preciso nem comentar,  e as diferenças econômicas, sociais e estruturais, que são as que me interessam.

Quanto as diferenças econômicas e sociais, vamos lá. Dados sobre Ucrânia, Polônia e Brasil:
Ucrânia -  28ª maior economia mundial, além da 27ª maior população, com aproximadamente 46 milhões de habitantes. 69º lugar no IDH
Polônia – 20ª maior economia global. 33ª maior população global com uma estimativa de 38,5 milhões de habitantes. 39º lugar no IDH.
Brasil – 7ª maior economia e 5ª maior população com quase 191 milhões de habitantes. 84º lugar no IDH.

Dados simples, porém, úteis. Obviamente o Brasil é mais rico, possui uma maior população, mas menos desenvolvido. E é essa falta de desenvolvimento em certas áreas que nos estrangula. Claro que falar sobre a falta de desenvolvimento é praxe no Brasil e muitos devem estar cansados. Mas me pergunto mesmo se foi boa ideia chamar a Copa do Mundo para cá.

Um evento esportivo é uma chance de se apressar o desenvolvimento, sim, e deixar uma herança. Mas qual é o custo disso? No caso da Ucrânia e Polônia, pode não ser muito alto. Não consegui achar cálculos do evento por lá, mas visto que o evento será dividido e os países sede são pequenos, comparativamente falando, eles não terão de fazer grandes modificações em suas infraestruturas. O custo por lá, está sendo, aparentemente, mais o social do que propriamente o financeiro como podem ver aqui.

No Brasil os problemas são os sociais, a FIFA afrontar o código de Leis (É só conferirem aqui, aqui, aqui também, não se esqueça aqui, opa faltou este e olha tem mais um.) e os financeiros. Com os custos de estádios, aeroportos, sistemas de transporte e infraestrutura que eventualmente teremos de arcar, pois a iniciativa privada não está querendo correr risco tão grande tendo em vista o prazo apertado, volto e me pergunto se realmente é interessante termos este evento esportivo em nosso país.

Vale a pena sacrificar e atropelar o código de Leis para atender uma entidade privada que nem sequer tem o peso de um órgão multinacional como a ONU ou a OMC? Vale mesmo a pena que o país sujeite-se aos possíveis e, infelizmente, prováveis problemas sociais que o assolaram durante a copa, como por exemplo: prostituição, comércio ilegal de drogas, aumento da violência (assaltos, acidentes de trânsito, brigas de torcedores, etc.) e  a paralisação de cidades ─ supondo que nada mude até a copa ─ durante os jogos por motivos de transporte?

Claro, também há a questão do dinheiro. Quanto será gasto? Quanto terá de sair dos cofres públicos? Como será feita as contratações? Essas perguntas depois dissomais isso, se não ficam sem resposta, ficam ao menos bem conturbadas. Portanto, a copa do mundo no Brasil vale a pena?

Sinceramente acho que não. Mas, já disseram que sim, aceitaram e trouxeram… desde 2007. Mas o prazo está acabando e como se pode ver, está se fazendo um show de ilegalidades para que ela possa ocorrer. Como muitas coisas, aparentemente ela será feita de qualquer jeito. O que é uma pena, poderia ser realmente usada para melhorar as condições de algumas regiões do país e atrair investimentos, coisa bem rara de acontecer diga-se de passagem. Geralmente um evento desses costuma dar muito mais prejuízo do que lucro.

De qualquer forma, a equipe do Fox Pub deseja a todos uma boa quarta-feira e uma boa continuação de semana.

Suspenderam o Trem Bala – Já não era sem tempo.

sex - 30/09/2011 Deixe um comentário

Sei que hoje é sexta-feira e portanto o texto chegará atrasado, até por isso o texto será curto (edit: pelo menos era para ser) e quem sabe faço mais um… mas enfim, vejam essa matéria que saiu ontem (29/09) no Estadão.

Finalmente fizeram algo para parar o trem-bala. Assim, um trem bala é uma obra incrível, mas por ser uma obra incrível tem seus problemas. No caso vamos pegar apenas dois: tecnológicos e financeiros.

Tecnológicos pois levando me consideração que o Brasil nem uma malha ferroviária relativamente decente tem, quanto mais para operar um trem bala. Infelizmente a incompetência nesse ponto pesa, não tem jeito. Além de não termos a malha para operar o trem bala, também não temos a tecnologia para contruí-lo. Sim, um dos objetivos do projeto é a transferência tecnológica e por isso sairia tão caro, mas mesmo assim, qual a probabilidade de continuarmos a tecnologia depois de nos passarem?

Isso não é de hoje, mas o Brasil começa a sentir falta de mão de obra qualificada. É necessário um número enorme de engenheiros em diversas áreas apenas para viabilizar um projeto destes, quanto mais continuá-lo. Além do que, estamos exportando nossa mão de obra. Não é vantajoso trabalhar no Brasil. Pagam mal, as condições não são lá das melhores e com os diferentes impostos, tributos e eventuais custos; alguns totalmente sem sentido; o salário que já é pequeno fica menor. Mas isso é um assunto econômico-social. Podemos discutir isso depois.

O problema financeiro. O que vou falar agora pode parecer amadorismo de minha parte pois vou pegar alguns dados de memória e de notícias antigas, mas esse projeto começou sendo orçado em R$ 34,6 bilhões; para quem não sabe o quanto um bilhão representa aqui vai duas formas de representálo: notação científica 1 bilhão = 10^9 ou na forma tradicional 1.000.000.000; depois alguns falaram em R$ 53 bilhões e depois a BBC falou em R$ 60 bilhões aqui e aqui, mais tarde; e essa é para coroar; o próprio TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu que não sabe o quanto vai custar.

Sendo a notícia de que não sabem quanto vai custar mais nova, isso explica porque ninguém conseguia chegar a um consenso antes. Aparentemente a verdade é que ninguém nunca soube quanto isso ia custar, mas continuam insistindo.

Olha, não sei, mas será que esse dinheiro não pode ser melhor aplicado? Como por exemplo nos sistemas já existentes? Vamos lá, possuímos rodovias fantasmas e algumas chegam a ser assassinas em nosso país. Não só isso, em alguns lugares; mais na região norte; algumas estradas são abertas e não muito tempo depois tomadas novamente pela mata e pela selva. Beira a insanidade pensar num trem bala para três cidades quando precisamos defender fronteiras e transportar cargas.

Temos que levar em conta a malha ferroviária que é deplorável. Poderia ser modernizada e colocar trems de passageiros sem ser o trem bala. Afinal, ele precisa de terreno plano e de retas para atingir toda a velocidade, sem isso um trem comum é tão bom quanto ele. Minha geografia falha um pouco, mas o Brasil não é um país com muitas planícies. Claro, o terreno é velho e o Pico da Neblina é uma criança se comparada a altura dos Andes que de certa forma; forçando bem a barra; é nosso vizinho, mas mesmo assim, ele é acidentado.

Portos. O de Santos está lotado e creio que com esses recursos poderíamos construir mais alguns ou então reformar de forma decente o que já temos para ajudar no escoamento de mercadorias. Ponte aérea… eu nem vou começar nesse quesito por um simples motivo. Estamos a menos de 1000 dias; mais exatamente: 2 anos 7 meses e 2 semanas à contar da data de hoje (29/09); para uma Copa do Mundo, repito, COPA DO MUNDO e nossos aeroportos não dão conta nem de nosso fluxo interno.

Eu sei o texto é longo. Mas falar da situação dos transportes é só o começo. Ainda poderíamos, quem sabe, aplicar esse dinheiro para a Saúde. Por que não? Afinal de contas a emenda 29 está aí… opa, não está mais, engavetaram.

Preciso mesmo continuar? Sei que é uma sexta-feira e esse texto foi longo, então deixo aos leitores: Depois de vermos tudo isso, precisamos mesmo de um trem bala?

A equipe do Fox Pub deseja a todos uma responsável happy hour e um bom fim de semana.

Importações de gaveteiros tailandeses

sáb - 06/08/2011 Deixe um comentário

O Brasil ultimamente passa por problemas em relação a sua política econômica, sendo alguns deles sua política cambial e a desindustrialização.

Na área da política cambial, o real conseguiu chegar ao seu patamar mais forte em relação ao dólar; 26/07: Compra – R$ 1,5378,  Venda – R$ 1,5388; em mais de uma década. Isso óbviamente enfraquece a indústria nacional, seguindo a simples lógica de mercado que: Se o produto importado está mais barato que o nacional, compremos o importado.

Uma lógica simples, mas que tem um forte peso no mercado, visto que na balança comercial existe mais saída de dinheiro do que entrada. E isso nos leva ao ponto da importação dos gaveteiros tailandeses. Isso não só alterou a balança comercial como lojas de móveis; algumas agradecemos por isso; estão começando a se sentir ameaçadas.

Sentem se ameaçadas pelos motivos de que, como os gaveteiros tailandeses são feitos de madeira basáltica eles tem uma qualidade incrívelmente superior ao gaveteiros nacionais que em sua maioria são feitos de madeira de baixíssima qualidade a qual muitos conhecem por sua sigla – MdF (Madeira do Futuro). Por este motivo e pela razão da mão de obra ser mais barata, a indústria tailandesa de gaveteiros está tendo um excelente período de expansão com suas exportações para o Brasil.

Não só isso, mas o Brasil está revivendo seu período de inflação. É claro, não apenas por causa dos gaveteiros tailandeses, mas com o descontrole fiscal dos últimos anos de governo e os excedentes de restos a pagar deixados para o novo governo. Obras que já deveriam ter sido iniciadas; e algumas que deveriam ajudar a conter a inflação; não estão conseguindo sair do papel por falta de verbas públicas, muitas vezes por pura falta de interesse e não vamos esquecer que com os casos de corrupção recentes e crises das mais variadas; Palocci, MEC, Dnit, (agora ex) Ministro Nelson Jobim, e boa parte da patota da chamada “base aliada”; o governo; neste ano, pra variar; está paralisado e de mãos atadas.

Recentemente foi lançado um pacote de medidas para conter a desindustrialização brasileira, porém, o pacote não é dos melhores, visto que afeta somente em setores de mão-de-obra intensiva, no caso: Confecções, Calçados e artefatos, Móveis, Software e claro não poderíamos deixar de esquecer o setor Automobilístico que foi, digamos, para quem o governo realmente fez esse pacote. (Pode ser conferido na íntegra aqui: http://tinyurl.com/3bq5bhc)

O Proprietário que vez ou outra tenta analisar com seus parcos conhecimentos algumas coisas deseja a todos um bom dia.

A cerveja adulterada Sérvia

sáb - 25/06/2011 Deixe um comentário

“Era uma vez,
Um velho irlandês,
Que tomou um barril,
De cerveja inglesa,
Por isso teve uma diarreia na mesa.”

Bom dia vagabundos, eu sou o Moondog, o bardo desse pub cheirando a naftalina, por isso comecei o post com um poeminha de minha autoria.

Um assunto que tem sido muito comentado na mídia nesses ultimo tempos é a cerveja adulterada na Sérvia, que tem sido um assunto muito polêmico nestes tempos, pois desde que foi descoberto a 6 meses, ninguém conseguiu definir qual a substância que os Mestres Brejeiros (nome dos Mestres Cervejeiros que modificam as cervejas para os mafiosos, note a diferença na grafia para diferenciar ambos), usavam para “batizar” a cerveja da sérvia e logo em seguida da Alemanha, tendo como um dos únicos paises da Europa a ter saido ganhando nesta historia toda foi a Irlanda. Então a distribuição de alguns dos paises com a melhor cerveja do mundo, ficou ameaçada, algo que afetou todos os pubs no mundo, incluindo o nosso, o que me fez agir e buscar sobre o que acontecia. Obviamente, depois de muito trabalho e luta, consegui chegar ao âmago deste problema. Tudo começou quando fui para a Sérvia, mais especificamente para a cidade de Belgrado, capital do pais. Lá encontrei um cena avassaladora, homens, mulheres e crianças, tendo desidratação por conta da taxa elevada de sal na tal cerveja “batizada”, o que me fez começar a questionar qual substância seria essa.

Alguns ainda ficam se perguntando do porque dos cientistas não descobrirem a substância na cerveja,  que fazia ela ficar tão ruim, amarga e dar diarreia e fazer com que as pessoas tivessem falência do fígado. O que acontecia é que quando a cerveja chegava aos laboratórios, como foi descoberto mais tarde,  os ciêntistas, sem nenhuma tem vida social,  acabam, para ficarem mais populares, tomando qualquer tipo de cerveja, bebida alcoólica ou até os famosíssimos energéticos irlandeses. Então quando a cerveja adulterada chegava nos locais de pesquisas os cientistas não esperavam um segundo sequer para começar a beber a cerveja e irem para os bordéis mais proximos de seus locais de trabalho.

Então, coube a mim a tarefa de revelar a substância, o que me fez ir até os confins da cidade de Belgrado, onde eu encontrei uma anciã, caolha, surda, muda, sem os dois braços e o baço, que se comunicava por meio de sinais de fumaça de seu cachimbo, em Saami. Essa conversa me fez descobrir que na verdade a cerveja nao era fabricada na Sérvia, mas seu ingredientes era provenientes da Irlanda. Sim, esta revelação me deixou atordoando, o que me fez ter de beber toda o meu estoque de cerveja de emergência, que eu levei para não morrer neste pais longinquo. Então perguntei a anciã do porquê, e ela falou que os pinguins gays irlandeses fizeram um pacto com a máfia irlandesa, para fazer com que a receita dos bartenders do pais aumentasse, controlados por eles, enquanto os pinguins teriam um estoque de camisinha de seda ilimitado. Assim os pinguins atravessavam o canal, com barris de cerveja nas costas, o que tinha um fator a favor, pois cerveja chegava na Sérvia gelada, o que difarçava um tanto o gosto da cerveja.

Então eu, depois de uma noite de amor selvagem com a velha caolha (o que me redeu uma filosofia ótima, se você for homem e caolho, nunca faça sexo, pois você pode ferir o olho de alguém),  peguei o primeiro barco a vela voador, que fazia conexão em Hy-Brazil. De lá fui para Dublin e então nesta cidade eu fui falar com meu velho amigo James Joyce, onde comecei a faler sobre toda o problema com os pinguins, a máfia e a cerveja. Ele estranhou e disse que estava acontecendo um coisa estranha na cidade, pois todos os cavalos estavam sumindo. Alguns achavam que eles estavam sendo mortos para fazer sabão, mas ele achava que na verdade a máfia irlandesa estava os utilizando para algo mas sombrio. Perguntei onde ficava o atual quartel-general da máfia, pois desde a Guerra Marinha contra os Carangueijos de 1992 eu nunca mais ousei pegar cerveja contrabandeada de Mïdgard. Joyce me disse que eu tinha que virar a esquerda na avenida Nárnia e a direita na rua Acre, duas cidades que todos sabem que não existem (todos sabem que o Acre foi a cidade em que foram gravados os Jurassic Parks).

Ao chegar no lugar, vi que era na antiga fábrica de leite de unicornio, a qual eu trabalhei durante minha infância. Descobri que a fábrica fora batizada de “Beerrier”, que ousadia a toda a Irlanda!

Comecei a olhar pela janela e fiquei horrorizado com o que vi. A máfia estava fazendo os cavalos beberem a cerveja tunisiana (a mais barata do mundo, usada muitas vezes por mochileiros e andarilhos como gasolina facil para seus triciclos), urinarem e misturavam de volta a cerveja irlandesa. Fiquei muito bravo, pois nem um cavalo merece ser forçado a tomar uma cerveja da Tunísia. Entrei pelas sombras da fábrica e comecei a abrir as portas para a fulga dos cavalo.

O problema é que eles estavam tão bebados que a maioria não conseguia levantar e os que conseguiam batiam com a cara nas paredes ao lado das portas. Com o barulho das batidas, os chefes da máfia irlandesa me pegaram e tentaram fazer com que os pinguins irlandeses me passassem AIDS, porém antes que ele começassem a tortura, fiz uma aposta do “trevo-de-quatro-folhas chapado”, no qual, pela lei Nº 42, artigo 173, nenhum irlandês com barba e/ou que bebesse, poderia recusar. Então o chefe da máfia, o chefe dos pinguins gays irlandeses e o mestre-chefe brejeiro juntaram-se a mim em uma mesa e então pudemos fazer o jogo. Pra quem não sabe o jogo consiste em dar um tapa na testa da pessoa a esquerda, pronuciar a frase “Whack-fol-lol-de-ra”, pular sobre um perna em cima da mesa enquanto imita um leprechaun.

Obviamente por ser um bardo e ter só 20% de sangue no alcool, depois de 20 horas e 200 litros de Guinness, eu ganhei o desafio, quase perdendo o meu 5º figado só este mês, eu ganhei e como ganhador eu fiz a os lideres máfia soltar os cavalos (ainda bebados) e junto com os pinguins, jogarem marco-polo em um barril de cerveja por dois dias e esse foi conhecido como o a “Competição dos barris de Vishnu”, pois só uma deusa com tantos braços para segurar tantos barris. Acabando com a crise econômica cervejeira europeia, fazendo a CIA prender os lideres da máfia irlandesa e os lideres do pinguins presos em um barril de cerveja.

Por fim, voltei ao meu querido pub, como heroi europeu e contei sobre esta historia que disserto, para o meu querido amigo e bartender Owen, junto com alguns barris de cerveja. Bem, bom coma alcoólica para todos e boa noite.

 

MEC – Um mês de incompetência

sáb - 04/06/2011 Deixe um comentário

Alguém aí tem acompanhado as proezas do nosso Ministério da Educação e Cultura, vulgo MEC?

Não? Uma pena, está perdendo um show incrível de incompetência pública.

Incompetência!? Quando? Onde? Como? Por quê?

Sim, incompetência. Praticamente nesse último mês todo. No MEC. De formas totalmente inusitadas e por motivos ridículos. Vamos lá, eu explico.

Incompetência:

O MEC ultimamente tem executado alguns serviços que deixam muito a desejar e têm se gasto uma quantidade absurda de dinheiro público. Numa conta rápida dos últimos casos temos:

O kit-gay que foi jogado no lixo custou 3 milhões.
O livro “Por uma vida melhor” aprovado e distribuído Brasil afora, custou 2,5 milhões.
E agora em última matéria publicada pelo Estado de São Paulo o MEC gastou aproximadamente 14 milhões (R$ 13.608.033,33) para a impressão de 7 milhões de livros infestados de erros que não podem passar por uma errata, logo que devem ser descartados.

Numa matemática rápida e aproximada temos: 14+2,5+3 = 19,5 milhões gastos em projetos fracassados.

Quando?

Tudo isso se deu de maneira muito rápida. O livro que assassina a gramática começou a ser discutido no início de junho. O kit gay logo em seguida e o Estado de São paulo publicou essa última notícia ontem mesmo.

Foram quase 20 milhões de reais desperdiçados em um único mês! É praticamente o que um certo Ministro, chefe da casa civil, ganhou no ano passado com consultorias, mas isso quem sabe, é assunto para outra hora.

Como?

Essa é uma pergunta que infelizmente não consigo responder de maneira objetiva. Mas o MEC aparentemente não tem se esforçado muito para corrigir ou evitar seus erros. Temos o exemplo de 2009 quando vazou o gabarito do ENEM e também quando os alunos estavam sendo obrigados a fazer suas provas em cidades das quais não eram de origem. O exemplo de 2010 quando erros de impressão afetaram a prova Amarela e alunos tiveram de refazer a prova. E agora temos 3 casos de incompetência em apenas um mês.

Aparentemente o MEC está se esforçando para piorar. E as pessoas que deveriam estar fiscalizando isso como por exemplo Fernando Haddad, atual ministro da Educação, e no caso de dúvida o chefe máximo do MEC, não está muito preocupado com a situação. Ao invés disso, tem dado opiniões polêmicas e omitido fatos importantes como por exemplo o fato de que o kit gay seria apresentado para crianças de… 11 anos.

Sim, divulgado no jornal O globo.(http://migre.me/4IMmX) Deem uma rápida olhada nesse trecho da reportagem: “BRASÍLIA – O kit de material educativo “Escola sem homofobia” que provocou polêmica entre religiosos no Congresso e levou a presidente Dilma Rousseff a vetar sua distribuição tinha como público-alvo não só alunos do ensino médio, como informava o Ministério da Educação. O material também foi preparado para ser apresentado a alunos a partir dos 11 anos de idade que cursam o ensino fundamental do 6º ao 9º ano.”

Assim, que fique bem claro que o proprietário não tem nada contra o homossexualismo. Porém, ele acredita que crianças de 11 anos ainda não tem maturidade suficiente para lidar com esse tipo de coisas. Aliás, muitos dos “adultos” também não a tem. Ele também cre que isso é um assunto que talvez devesse ser debatido com os pais ou familiares.

Por quê?

É a pergunta máxima, por que coisas assim acontecem em nosso país? Bem, essa é uma das mais complicadas e sinceramente essa eu deixo sem resposta. Que o leitor tire suas próprias conclusões.

E agora me vou. Pois afinal o bar só abre oficialmente as 1800.

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Sobre o Pub – “Por uma vida melhor” Ahã, vida melhor, meu sa…

seg - 30/05/2011 Deixe um comentário

Antes de mais nada. Gostaria de informar a todos os clientes de nosso humilde estabelecimento que os posts sem sentido ainda existirão no blog. Tendo isso em mente, adiante.

A verdade é que este blog era para servir a assuntos mais sérios com uma escolha de palavras um tanto quanto mais simples e uma boa dose de humor. Porém, o início dele deve ter passado a impressão errada e agora é bom que eu a corrija antes que um dia se torne tarde demais. E para quem está estranhando. Leia o subtítulo ele não é excludente.

Enfim, isso foi mais para dizer que o forte do blog não será o humor nonsense que tem sido apresentado. Afinal é necessária certa inspiração para o mesmo poder ocorrer e não é sempre que o momento brisa da uva (uma história que merece ser contada em detalhes num outro dia) se faz presente na mente do barman.

De qualquer maneira, espere de agora em diante textos um pouco mais filosóficos (filosofia de botequim, para deixar bem claro) ou que possam contribuir social ou culturalmente de alguma maneira possível ou imaginável. Aliás, a pesquisa sobre pinguins irlandeses e a história do jogo de queimada já faz isso de alguma maneira. Nada é tão ruim ou tão sem sentido que algo não se possa ser aproveitado. Nem que seja ao menos um momento Má quê? ou então algumas boas risadas.

E eu gostaria de começar com um assunto que tem me chamado realmente a atenção ultimamente, que é o fato da língua portuguesa estar indo para o buraco. Estou bem atrasado para comentar sobre isso. Mas alguém aqui já ouviu falar de um livro chamado: “Por uma vida melhor”? Que tem título de livro de auto-ajuda mas na realidade é uma obra que foi aprovada pelo infame e irresponsável MEC.

Para quem não faz nem idéia. Se trata de um livro que faz apologia ao erro na escrita portuguesa e para ilustrar aqui tem a página cuja infâmia ainda se propaga.

Clique para ver o horror por completo.

A página é de dar medo, mas vamos pegar as partes que mais interessam:

“Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado.”

Este foi o trecho que alcançou a notoriedade e logo abaixo, depois da explicação de que isso é passível na norma popular vem este trecho:

“Você pode estar se perguntando: “Mas eu posso falar “os livro?”" Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião.”

Olha, sou um mero mortal e não tenho nenhum diploma na área de letras. Mas considero isso incábivel.

Primeiro motivo: “Vítima de preconceito linguístico.”
Na humilde opiniãop deste barman, esse termo foi feito para que as pessoas possam revidar caso sejam chamadas de burras. Ao invés de virar e falar: “Desculpe se falo errado, é porque sou burro mesmo.” E se colocar numa situação inferior a pessoa, ela agora pode virar e falar:”Té me tirando mermão!? Isso é preconceito linguístico, porra!”

Se a pessoa fala tão errado a ponto de ser chamada de burra, ela muito provavelmente não sabe nem o que é preconceito, muito menos linguístico. E o pior é que é verdade, as pessoas não são tão intolerantes quanto parecem e quanto nos querem crer que elas são.

Uma pessoa não discrima outra por falar errado a menos que haja um bom motivo para isso. Geralmente esses motivos incluem alguma relação de proximidade social(amigos e parentes) ou alguma relação um tanto mais profissional(empregador – empregado, professor – aluno) e se limitam a algum comentário do tipo: “Ah me vê duas cerveja.” Barman atende o pedido e vira as costas. “Cara, duas cervejas.”  E fica-se nisso mesmo.

Além do mais existe outro ponto. Ser taxado como vítima de preconceito linguístico para alguns seria a desculpa definitiva para cometer as agressões mais severas a língua. Pois existem pessoas que sabem como falar corretamente, mas muitas vezes falam usando de erros crassos para testar a paciência de outras pessoas.

Segundo motivo: Falar e escrever utilizando a norma culta como padrão de correção.
Uma das minhas queixas é chamar se a norma culta justamente por esse nome. Afinal a norma culta é a norma da língua portuguesa. Chamá-la de Gramática creio que seria mais correto, porém, não sou linguista, adiante.

Pelo fato da norma culta, ser a norma da língua portuguesa e o que for escrito fora dessa norma é considerado sem norma, visto que não existe uma categoria chamada norma popular. Dizer que não se pode corrigir algo com a norma culta é jogar toda uma gramática sécular, talvez até mesmo milenar, na fogueira. Não existe norma popular, pois a norma culta é a única, o que está fora dela está errado. É rígido, sim é, mas não difere nem um pouco de um sistema de leis. Exemplo, se uma lei diz: É proibido matar. É proibido matar e fim de discussão. Caso alguém mate, será punido.

Com a norma culta temos o mesmo. Ela é o parâmetro que permite identificar os erros. E esse parâmetro pode e deve ser aplicado na escrita e na fala. Obviamente, na fala não terá tanto sucesso, por n+1 fatores (Onde n=n+1), mas na escrita ao menos ainda se obtém bons resultados. E caso alguém fale errado ou escreva errado terá sua punição. Pode ser de um simples mal entendido criado graças a uma ambiguidade até a exclusão de uma vaga ou oportunidade, seja de emprego, seja acadêmica.

Isso é preconceito, sim. Mas é necessário. Em uma escola e/ou principalmente em um emprego, você preza pelos melhores. Falar ou escrever errado durante uma aula faz com que o professor crie uma imagem sobre você e numa prova abaixe sua nota. Numa oportunidade de emprego, demonstra que você pode não ter a formação suficiente exigida. E empresas não têm recursos suficientes para gastar com funcionários que não irão agregar grande valor ao trabalho.

Se afirmar como alguém que sofre preconceito linguístico tem a mesma definição que pedir as pessoas que sintam pena de você. Alguns realmente não tiveram oportunidade? Depende. Em alguns casos sim. Mas isso cada vez mais, mesmo no Brasil, tem se mostrado exceção. Afinal a maioria das pessoas tem acesso a educação mesmo que pública. O grande problema na verdade torna-se outro e não a norma culta da língua portuguesa que tem funcionado por séculos.

Quanto ao último trecho, do falante deve ser capaz de discernir entre usar a norma culta e errar, visto que não temos uma norma popular e qualquer coisa fora da norma culta é erro. Acho difícil, afinal se levarmos em consideração o nível da educação de hoje… Ah, fica para outro dia.

Barman. Por favor, uma Guiness… Eu sou o barman… Disfarça.

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