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Um mercenário… – parte 1

ter - 28/02/2012 1 comentário

─ “Você deveria fazer do seu hobby profissão.” Eles dizem. ─ Disse o homem enquanto preparava sua luneta.

─ “Deveria oferecer seus serviços. Ganharia mais dinheiro.” ─Ele continuou montando a .22 na mureta.

─ Como se meu hobby fosse um trabalho! Eu faço por diversão. ─ Ele disse carregando uma bala no rifle.

─ Vamos ver quem eu pego hoje. ─Ele continuou olhando as pessoas no parque. ─Poxa, faz tempo que não mato uma velhinha alimentando pombos… vai ser ela. ─ Ele disse mirando, puxando o gatilho e fazendo um buraco na testa da idosa.

Olhou a comoção, ficou ali saboreando o momento e sentido-se satisfeito com seu inocente e inofensivo hobby. Matar pessoas… sim este é o hobby. Ele foi para seu apartamento verificar se os bolinhos estavam prontos. Tinha que entregar vinte caixas de “cupcakes” no dia seguinte. Não podia deixá-los passar do ponto… e este é o trabalho.

Johnny, como é conhecido é um mercenário não muito usual. Ele assa bolinho para viver e mata pessoas como hobby.l Ficou famoso pelo hobby não pelo trabalho, apesar de que depois de um tempo o trabalho começou a render batante. O hobby ajudou. As pessoas acham – pois são tapadas – que entregar vinte bolinhos a uma pessoa é um código para dar-lhe vinte tiros…

Não estou brincando, isto é sério! Ele tem muitos pedidos por causa disso. Geralmente as pessoas costumam fazer as pazes depois de receber os bolinhos, pois são os melhores bolinhos do mundo! E sim isto também é sério. Caso você não sinta que a vida não fazia sentido antes dos bolinhos dele, ele devolve o dinheiro.

Alguns traficantes de açucar , chocolate e cereais já pediram que ele começasse a fornecer, mas ele é contra negócios ilícitos. Príncipios de mercenário.

Obviamente ele presta serviços a quem paga mais. No caso foi uma escola que terá uma venda de bolos no dia seguinte. Ficou acertado vinte caixas de cupcake e dois bolos, um de chocolate alemão e outro de damasco com nozes… damasco com nozes ahhh…

Voltando a história, conferiu o forno; mais quinzer minutos e a última fornada de “cupcakes” estaria pronta; mas Johnny não contava com algo. O telefone tocou.

─ Senhor Johnny… ─disse uma voz após ele atender.

─ Sim? ─ Ele respondeu em seu tom calmo.

─ Tenho um trabalho para você. ─ A voz disse de maneira macabra.

─ Lamento, já fui pago para outro serviço amanhã, mas se quiser esperar ou fazer uma oferta…

─ Na verdade, lhe farei uma proposta que não pode recusar. Olhe para seu forno.

─ O que tem meu forno? ─Ele disse de maneira intimidadora.

─ Eu desprogramei o timer. Seus bolinhos estão prestes a passar do ponto.

─ Ora seu…

─ Nem pense em ir olhá-los! Coloquei uma bomba no forno. Caso você se mova adeus bolinhos e seu precioso forno! ─ Ele disse jogando seu trunfo na mesa.

─ Meu forno… o que você quer?

─ Quer que você mate.

─ Mas é um hobby!

─ Faça deste hobby um trabalho; pense nos bolinhos.

─ … Tá bom, diga logo, eu preciso vê-los.

─ Te mandarei as informações depois, mas não se esqueça. Cumpra ou seus bolinhos nunca mais estarão seguros.

Eventos esportivos e comparações básicas.

qua - 07/12/2011 Deixe um comentário

Já perceberam que o Pub não costuma falar muito de esportes, mas vamos lá.

Ano que vem a Europa, que está passando por uma crise econômica grave e até agora ainda sem muita solução, realizará a Eurocopa 2012. A crise econômica não tem quase nada a ver com o evento. Ela se restringe mais a zona do euro do que ao continente todo, mas ainda é legal lembrar que a situação por lá não está tão boa, hehe.

Enfim, a Eurocopa será dividida entre dois países, Ucrânia e Polônia e reunirá dezesseis países dentre os cinquenta e três que podem participar. Se comparada a Copa do Mundo ─ sei que é estúpido comparar um evento regional com um global, mas adiante ─ esses dezesseis são apenas a metade. E quanto a Copa do Mundo de 2014, essa será realizada no Brasil.

Mas quais são as comparações que quero estabelecer além das geográficas? Existem as diferenças de grandeza dos eventos, que não preciso nem comentar,  e as diferenças econômicas, sociais e estruturais, que são as que me interessam.

Quanto as diferenças econômicas e sociais, vamos lá. Dados sobre Ucrânia, Polônia e Brasil:
Ucrânia -  28ª maior economia mundial, além da 27ª maior população, com aproximadamente 46 milhões de habitantes. 69º lugar no IDH
Polônia – 20ª maior economia global. 33ª maior população global com uma estimativa de 38,5 milhões de habitantes. 39º lugar no IDH.
Brasil – 7ª maior economia e 5ª maior população com quase 191 milhões de habitantes. 84º lugar no IDH.

Dados simples, porém, úteis. Obviamente o Brasil é mais rico, possui uma maior população, mas menos desenvolvido. E é essa falta de desenvolvimento em certas áreas que nos estrangula. Claro que falar sobre a falta de desenvolvimento é praxe no Brasil e muitos devem estar cansados. Mas me pergunto mesmo se foi boa ideia chamar a Copa do Mundo para cá.

Um evento esportivo é uma chance de se apressar o desenvolvimento, sim, e deixar uma herança. Mas qual é o custo disso? No caso da Ucrânia e Polônia, pode não ser muito alto. Não consegui achar cálculos do evento por lá, mas visto que o evento será dividido e os países sede são pequenos, comparativamente falando, eles não terão de fazer grandes modificações em suas infraestruturas. O custo por lá, está sendo, aparentemente, mais o social do que propriamente o financeiro como podem ver aqui.

No Brasil os problemas são os sociais, a FIFA afrontar o código de Leis (É só conferirem aqui, aqui, aqui também, não se esqueça aqui, opa faltou este e olha tem mais um.) e os financeiros. Com os custos de estádios, aeroportos, sistemas de transporte e infraestrutura que eventualmente teremos de arcar, pois a iniciativa privada não está querendo correr risco tão grande tendo em vista o prazo apertado, volto e me pergunto se realmente é interessante termos este evento esportivo em nosso país.

Vale a pena sacrificar e atropelar o código de Leis para atender uma entidade privada que nem sequer tem o peso de um órgão multinacional como a ONU ou a OMC? Vale mesmo a pena que o país sujeite-se aos possíveis e, infelizmente, prováveis problemas sociais que o assolaram durante a copa, como por exemplo: prostituição, comércio ilegal de drogas, aumento da violência (assaltos, acidentes de trânsito, brigas de torcedores, etc.) e  a paralisação de cidades ─ supondo que nada mude até a copa ─ durante os jogos por motivos de transporte?

Claro, também há a questão do dinheiro. Quanto será gasto? Quanto terá de sair dos cofres públicos? Como será feita as contratações? Essas perguntas depois dissomais isso, se não ficam sem resposta, ficam ao menos bem conturbadas. Portanto, a copa do mundo no Brasil vale a pena?

Sinceramente acho que não. Mas, já disseram que sim, aceitaram e trouxeram… desde 2007. Mas o prazo está acabando e como se pode ver, está se fazendo um show de ilegalidades para que ela possa ocorrer. Como muitas coisas, aparentemente ela será feita de qualquer jeito. O que é uma pena, poderia ser realmente usada para melhorar as condições de algumas regiões do país e atrair investimentos, coisa bem rara de acontecer diga-se de passagem. Geralmente um evento desses costuma dar muito mais prejuízo do que lucro.

De qualquer forma, a equipe do Fox Pub deseja a todos uma boa quarta-feira e uma boa continuação de semana.

População global dos bonecos de cera.

ter - 29/11/2011 Deixe um comentário

Já perceberam que hoje o mundo é muito formado por bonecos de cera? Não? Pois é verdade. A maioria deles é tão bem feito e age tão naturalmente que parecem reais. Alguém inclusive poderia perguntar se existe algum problema nisso, se estamos ameaçados, se vamos ser dizimados por ele ou então replicados como cera e viver num mundo quase perfeito, pois o sol seria o nosso maior inimigo e derreteríamos se encontrassemos calor excessivo.

A resposta para muitas destas perguntas pode ser: 23 e/ou não. A grande verdade é que os bonecos de cera são praticamente inofensivos e não estão interessados em dominar o mundo e destruir a todos, apenas em dominar o mundo. Destruir a todos demoraria demais. Além disso, eles precisam de nós para extrair cera e continuarem a se replicar.

Mas de qualquer maneira, comece a reparar e você achará bonecos de cera nas ruas, na televisão, na política, no seu banheiro, em qualquer lugar que você acha que não pode haver um boneco de cera ele está. Só repare nas características e saiba o que fazer vendo alguns passos simples abaixo:

1 – Você deve reconhecer um boneco de cera. Ele é necessariamente do material que lhe dá o nome, porém, pode ser de pior ou melhor qualidade. Bonecos de tamanho reduzido não oferecem muito perigo, pois são de fácil reconhecimento  e não são tão influentes na sua própria sociedade a ponto de poder mover um contingente para pegar você. Preocupe-se com bonecos com escala humana. Esses geralmente são mais dificeis de se reconhecer.

2 – Depois do reconhecimento, você deve saber como lidar com um boneco de cera. Primeira regra: Não entre em Pânico. Não é um buraco de minhoca que o levará para a dimensão dos horrores torturantes macabros sombrios e obscuros de Hazé, ─ e mesmo se fosse a primeira regra ainda é válida ─ é só um boneco de cera.

Segunda regra: Avalie suas condições de sobrevivência e tente dialogar com o ser em questão para determinar o grau de periculosidade. Caso ele esteja balbuciando “cérebros”, ele não é um boneco de cera feio, ele é apenas um zumbi. Proceda com cautela e: dê um tiro na cabeça dele ou use objetos contundentes na cabeça dele. Utilizar dos dois métodos descritos acima garante o sucesso para uma grande justiça e um bônus de dez pontos.

Caso ele consiga se comunicar com você de maneira realista ─ gaguejando, esquecendo palavras e falando com vícios de linguagem ─ existe a chance dele ser bem feito ou ser um humano. Nesse caso investigue a condição dele, sempre desconfiando, até o momento que você poderá dizer com certeza o que ele é.

Mas e se ele não se comunicar de maneira realista? Ou seja: nunca errando as palavras, não gagueja, não tem sotaque próprio, não tem vícios de linguagem, etc.? Existe a possibilidade deste ser diante de você ser um boneco de cera, um ator de televisão, apresentador ou político. Se ele for um desses exemplos citados a possibilidade que ele também seja um boneco de cera é grande. Prossiga com cautela.

3 – Identifiquei com sucesso um boneco de cera. O que devo fazer? Primeiro, não saia por aí gritando que o ser em questão é um boneco de cera. Nem todos sabem sobre os bonecos de cera, podem achar que você é insano ou bebeu demais. Apenas levante a possibilidade e diga que certos traços físicos ─ rosto muito esticado com pescoço enrugado, expressões faciais travadas, mexer apenas a boca enquanto fala, partes do rosto que derretem sob luzes intensas, etc. ─ não são naturais e que existe uma certa estranheza em relação aquele ser.

4 – Por último, não queira destruir os bonecos de cera. Primeiro, os bem feitos geralmente são influentes. Se você destruir um deles, atrairá a ira vingativa de toda a população ─ bonecos de cera e não bonecos ─ para si. Segundo, tente apenas investigar e avisar o maior número de pessoas possiveis, isso frustrará seus planos de dominação global. Terceiro, depois que os planos de dominação global forem frustrados, tente ser amigo deles e conquistar a confiança dos mesmos. Afinal de contas, existem bonecos de cera legais que não tem como objetivo destruir o mundo e sim apenas se integrar a uma sociedade que na cabeça deles não o aceitaria caso soubessem da terrível verdade.

A equipe do Fox Pub deseja a todos uma ótima terça-feira e um bom relacionamento com os bonecos de cera que serão muito bem vindos, caso desistam de tentar dominar o mundo.

Montanhismo no Canadá

seg - 24/10/2011 Deixe um comentário

Chega um momento na vida de todos as pessoas que elas simplesmente não sabem mais sobre o que falar. Como o falar também pode ser entendido como comunicar, naturalmente também chega uma hora que as pessoas não sabem o que escrever, o que filmar, o que produzir, elas simplesmente não sabem. É uma situação onde a pessoa deve buscar uma resposta para as angústias de sua vida criadas senão por ela mesma e essa resposta vem de dentro. A resposta que colocará ela de novo no rumo e fará com que ela volte a ser quem seja.

É o caso do nosso barman? Claro que NÃO! O Pub é foda e eu quero é lhes contar uma boa história de quando estava praticando montanhismo no Canadá. Hora que eu quiser falar sobre possíveis bloqueios eu vou direto ao ponto. Não ficarei fazendo drama e mimimi.

De qualquer forma, fui ao Canadá visitar Henry; um amigo de infância que se mudou da Irlanda para lá quando ainda era muito jovem. Ele me mandou uma carta dizendo que havia finalmente sido aprovado no concurso público para urso e que em breve iria se casar.

Para quem não sabe, no Canadá só existem praticamente dois empregos. O cargo de polícia montada e o de urso. O de urso é concursado. Vide muitos não quererem ser da polícia montada.

Mas fui até lá, meu amigo que não via há muitos anos havia acabado de adquirir um ótimo emprego e além disso me convidara para seu casamento.

Casamento. Cerimônias solenes onde acontecem a derradeira união entre duas pessoas de forma religiosa ou não.E após a cerimônia procede-se normalmente uma festa com comida, bebida, música e bolo. Principalmente bolo. Logo, levando em conta todas estas razões, resolvi partir para o Canadá para encontrá-lo.

Cheguei lá, ele já estava empossado no emprego quando me recepcionou no aeroporto e foi interessante vê-lo cumprindo seu trabalho de urso. As pessoas claro acharam completamente normal, afinal haviam outros da mesma forma, mas deixando isso de lado, fui treinando meu ursês com Henry até chegarmos na sua casa onde fomos recebidos pela sua futura esposa. O casamento estava marcado para daqui a uma semana e durante esse período Henry me convidou para conhecer as montanhas nas quais ele agora trabalhava.

Muito bem, saímos no dia seguinte, eu com mochila um pouco d’água e algumas parcas coisas e ele apenas com seus equipamento de urso. Fomos andando, subindo, ele me apontava certos locais e me mostrava um pinheiro de vez em quando parava para conversar com outros ursos e me apontava outro pinheiro, subíamos por uma trilha até o topo da montanha e ele continuava a me falar dos pinheiros. Pinheiros muito interessantes devo admitir, aliás, preciso lhes dizer que os pinheiros perto do cume eram muito mais interessantes que os pinheiros perto da base. Ele tinham um formato levemente mais parecido com um pinheiro do que os pinheiros da base.

De qualquer maneira, chegamos finalmente ao topo. A vista era maravilhosa e por não ser muito alto não tivemos problema algum em subir a encosta, tampouco ar rarefeito. Mas de repente o tempo começou a fechar e fechou rapidamente, logo não tinhamos mais sol e começou a nevar junto com fortes ventos. Ganhamos em trinta minutos uma tempestade de neve.

Henry que havia treinado muito para se tornar um urso colocou seus conhecimentos em prática. Não vendo quase nada e marcando os pinheiros que agora pareciam apenas pinheiros como quaisquer outros e conseguiu perto da encosta achar uma caverna. Nos protegemos lá e a situação começava a ficar complicada para ambos. Eu não poderia sair naquela tempestade. Não fazia idéia de como me arrumar por lá.Meu amigo por outro lado, podia e conseguiria com tranquilidade voltar para a cidade, mas era contra as regras do seu trabalho um ser humano cohabitar a caverna junto com o urso.

Ele teria que ir a cidade e avisar a polícia montada para que me resgatassem. Perguntei lhe se ele não podia me levar de volta, mas a resposta foi negativa. Caso ele assim o fizesse poderia ser até mesmo exonerado de seu serviço, pois descobririam não só que me protegi da tempestade na caverna junto com ele, como ele também ajudou um civil a sair da tempestade. Isso fere diretamenet o código 137 do regimento dos ursos.

Ah, o funcionarismo público. Fiquei na caverna, Henry dissera que iria mentir assim que chegasse a cidade. De que vira no horário de serviço um civil se refugiando em uma caverna, e agora que estava fora do horário deveria relatar a polícia para que ele fosse resgatado.

Legal é que fiquei naquela caverna durante dois dias. A tempestade durou um dia e meio e apenas na metade do segundo dia ─ dia do resgate ─ encontrei a polícia montada procurando a caverna. Tudo bem que com a tempestade fora do caminho eu poderia simplesmente ir andando de volta até a cidade, mas eles resolveram seguir o protocolo e me levaram.

Legal é que me fizeram um monte de perguntas no caminho e um prontuário. Isso sem nem me oferecer um café, um chocolate, ou qualquer coisa, mas tudo certo. Bom ver funcionários públicos fazendo seu trabalho.

A história praticamente acaba aqui. Voltei a casa de Henry, fiquei lá por um tempo, ele pediu desculpas, mas disse que não deveria sacrificar seu emprego recém-adquirido por isso e que ele deveria se concentrar no casamento.

A festa de solteiro foi legal pacas, e aprendi a fazer alguns sanduíches muito legais. Mas o melhor mesmo foi o casamento. Nunca imaginava que veria o Henry se casar e na verdade nunca imaginava que o veria de novo para início de conversa.

Depois disso tudo, voltei ao meu pub e agora quero ficar um tempo por aqui.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um bom início de semana.

Grevistas e a grande greve de 1975.

qua - 12/10/2011 Deixe um comentário

Antes de começarmos a história eu quero dizer que: grevista é a pior praga existente.

Não porque eles estão parados e existe toda aquela histórias de reinvindicar seus direitos, por um salário melhor, condições mais dignas, e o que quer que seja que eles inventem na hora, afinal, muitas vezes — têm vezes que a situação trabalhista é algo complicado, mas no Brasil, geralmente não é o caso, vide os bancos e correios que fazem uma greve por ano — não procede e é só o pessoal fazendo muito barulho e parando serviço por nada.

Mas não é um singelo barman irlandês que vai revogar o direito de greve da Constituição Federal brasileira. Eu apenas gostaria de falar sobre o barulho e mais especificamente o que quero dizer é: Bando de malditos! Vão protestar com cornetas, vuvuzelas, buzinas de pressão e a gás e carro de som na CASA DAS SENHORAS, SUAS MÃES!!!

Assim, não sei se vocês sabem, mas sempre que os grevistas fazem isso, eles utilizam protetores auriculares, pois não são nem um pouco tolos para realmente quererem ficar surdos. Enquanto isso os lazarentos marcham a 1 km por hora numa avenida com um som que pode ser ouvido num raio de dez (10) kilomêtros de distância. Vão se foder!

Isso quando eles não resolvem colocar um sistema de som — que incrivelmente é composto por amplificadores, sub-woofers e o escambal — com músicas totalmente aleatórias e no volume máximo na frente de prédios públicos. Mas minha reclamação é esta: O barulho. O resto… bem, o resto os sindicatos que se entendam com os governos e derivados. Só digo mais uma coisa, greve não é bom para ninguém ─ creio que por motivos óbvios ─ e eu não apoio.

Mas agora que isso saiu de meu sistema, vamos a história.

Estava eu, pescando na terra dos eskimós sub-saarianos; Salina; aproveitando umas férias a uma temperatura de -2ºC abaixo do nível do mar quando vejo um pequeno navio de transporte chegando até a praia onde eu estava. Um daqueles barcos em que você pode levar confortavelmente umas vinte ou trinta pessoas. O barco atracou próximo de onde eu estava e as pessoas desembarcaram. Deviam ser treze ou quinze pessoas no máximo e todas aparentavam estar famintas.

Foi quando ele me viram pescando e esperando que algum peixe qualquer viesse incomodar a minha isca e resolveram falar comigo. Por que você está pescando? Foi o que me perguntaram. Respondi-lhes que estava de férias e que pescar era relaxante. Assim que consegui explicar que era apenas um turista curtindo um hobby eles finalmente me deixaram em paz, mas ainda assim, me olhavam de cara feia.

Porém, um irlandês ─ e principalmente eu naquela época ─ não gosta muito de ser encarado. Aliás, acho que independente da nacionalidade, ninguém gosta. De qualquer maneira, fui perguntar a eles o por que de tanto terem me perguntado sobre eu estar pescando e me responderam que eles eram pescadores que tinham entrado em greve.

A situação em Salina realmente era complicada na época para os pescadores. Afinal era um negócio que movimentava uma boa parte da economia e com a produção defasada, além das péssimas qualidades de trabalho, foi quando eles decidiram começar a greve. O mais engraçado entretanto é que eles levavam a greve tão a sério que eles não pescavam nem para se alimentar. O que é um tanto estranho se levar em conta que boa parte deles, só sabe esta profissão e pesca praticamente desde que nasceu.

Resumo da Ópera ─ pois hoje é feriado─, não só era uma greve trabalhista como era praticamente uma greve de fome. Acho que desnecessário dizer que muitos morreram de fome, mas que ao mesmo tempo outras área do comércio e até um pouco da agricultura familiar começou a se desenvolver.

A moral da história é: Em terra de cego, quem tem um olho é caolho, não enxerga direito e muito provavelmente precisa de óculos, lente e/ou cirurgia.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um ótimo feriado e uma excelente quinta-feira amanhã.

Inusitada aventura burlesca, no 8º mar da Patagônia do oeste – Parte I

seg - 03/10/2011 1 comentário

“Foi em uma neblina gelada
Que eu me perdi
Tomando litros de cerveja
Que eu roubei de um guri.
Por pouco não morro
Por tudo o que passei
E estou aqui para contar
Por onde viajei
Eu, este velho irlandês.”

Sim meu amigos, retornei com um novo fígado para lhes contar o que me ocorreu um dia desses e mais uma nova crise gerada. Outro dia eu, passeando com meus velhos amigos Owen e James Joyce, percebi que estava com uma terrível sede por um bom whisky; whisky, e não whiskey, que é o irlandês ou até americano e sim o verdadeiro Scotch whisky; foi então que pedi a meu bom amigo barman, Owen, para que quando voltassemos para nosso querido pub, ele me servisse de um maravilhoso copo de Black Label, porém, infelizmente ele me disse que não seria possível. O carregamento de whisky estava atrasado.

Atrasado, pois naquela mesma semana havia ocorrido o festival “gaita de foles da alegria”. Um festival escocês muito famoso, onde ocorrem muita competições, como o famoso arremesso de whisky; onde os competidores têm de colocar whisky dentro de uma gaita de foles especial, com uma boca para assopro e outra para a saída, saida normalmente da música, mas neste caso bebida.

Com isso temos competição de longa distância, competição de maior altura e tiro ao alvo no kilt do vizinho. Isso geralmente faz com que 90% do whisky proveniente da Escócia acabe. O restante foi mandando para alguns seletos países, como Alemanha, Brasil, Inglaterra e Irlanda. O problema é que os marinheiros, todos escoceses, ainda estavam bêbados pela participação no famigerado festival e por isso que muitos erraram o caminho, outros fugiram com o carregamento e os que conseguiram chegar estavam dormindo nas docas.

Fui então até lá e achei o navio de um velho amigo, o capitão Poe. Obviamente “il captan” estava tão bêbado quanto qualquer bom escocês. Decidi não incomodá-lo e fui diretamente até o carregamento de whisky. Ele me conhecia e eu podia fazer isso a vontade por ser um velho amigo. Chegando a área onde se encontrava o carregamento, instantaneamente deparei-me com um monte de maravilhosas caixas com o whisky de meu bom amigo, Johnny Walker, este que já rapidamente me convidou para  beber com ele. Comecei a tomar todas e mais um pouco. Guardei algumas garrafas em minha jaqueta e quando estava a ir embora, resolvi dar uma passadinha no banheiro. Sentei-me no “trono” e acabei por dormir.

Quando dei por mim, ou seja, quando o efeito do álcool estava pensando em passar, acordei com minha barriga chacoalhando para um lado e para o outro. Rapidamente percebi que ou a ressaca estava tendo um efeito anormalmente forte, ou o barco estava se movendo. Á, sim, fazendo um pequeno adendo para aqueles que como eu gostam de beber, porém, ficam com uma ressaca mortal no dia após a bebedeira, aqui vai duas dicas para você nunca mais ter problemas com a ressaca: 1º, faça como qualquer bom irlandês, matenha-se eternamente bêbado ou o mais bêbado possivel, tendo como café da manhã alguns goles de conhaque e depois Bailey’s misturado com ovos para que seja algo bem nutritivo, mas caso você não seja provido de três figados como todo bom irlandês. Beba uma boa garrafa d’água, isto é, se você estiver sóbrio o suficiente para acertar sua boca. Em seguida tome dois, repito dois, analgésicos como novalgina ou cebalena, e só, você estará pronto para mais um trago.

Voltando a historia que eu estava a contar, me utilizei de todas as forças e o apoiador para deficientes físicos do banheiro e levantei-me. Saí para a sala a qual haviam muitas e muitas garrafas de whisky e percebi que, de repente, estava vazia. Cheguei a conclusão de que: ou o barco fora saqueado por alguns irlandeses, ou os marinheiros haviam ficado sóbrios, deixado o carregamento nos locais necessários e partido enquanto eu dormia. Uma pena, pois não consegui dar meu Farewell para a minha querida Irlanda. Foi quando decidi ir até a cabine do barco, onde encontrei o capitão Poe, ainda um pouco alterado com o álcool no sangue devido ao whisky da entrega.

Fiz-lhe o comprimento dos marinheiros escoceses, que consiste em dar um twist duplo carpado, cair e se apoiar com o mindinho do pé esquerdo enquanto toca o nariz no chão e bate uma palma na barriga de seu amigo. Após todas as cerimonias, sentamos e conversamos enquanto um marujo tocava a música “Row Bullies Row”.

Conversamos sobre o céu, a terra e principalmente o mar. Á, o mar, doce e maravilhoso mar. Há quantos anos que eu não saía em uma viagem de navio pelos mares de nosso planeta? Poe me disse sobre a falta de whisky que haveria na Escócia e sobre uma de suas primas que havia ganho a medalha de ouro no arremeço de bode. Á tal da prima, me lembrei mais tarde, foi uma de suas 42 primas com as quais já dormi e realmente ela tem uma força que faria o mais parrudo dos jogadores de rugby se assustarem. Á, maravilhosas mulheres escocesas, as mais fortes e belas do planeta.

Perguntei a ele sobre suas viagens e ele me disse que estava indo a Patagônia do oeste, uma parte da grande terra do fogo, lugar onde se é pega a essência do whisky, onde se pega a “água da vida”, água que só existe naquele único ponto, a água mais limpa e pura do mundo epara além de pegar a água poder escrever algumas de seus preciosos poemas. Nunca disse a ninguém mas foi o famigerado Capitão Poe quem me tranformou em um bardo. Me ensinou a cantar, tocar instrumentos variados, escrever poemas, arremeçar bodes e beber três copos de whisky flambados e queimar a barba.

Achei ótimo, pois fazia alguns anos que eu não ia aquele país. Desde a grande guerra das marinhas do Paraguai, da República Tcheca contra a marinha aérea do País das Maravilhas. Foi quando nos perguntamos se estavamos no caminho certo que uma neblina terrivel surgiu sobre nós e pela primeira vez na vida eu entendi a tal névoa que as pessoas normais falam que fica sobre seus olhos quando embebedavam-se.

Mas manti minha tranquilidade tomando uma dose cavalar de whisky cavalar, misturado com ovos, farinha de trigo, azeite e um pouco do santo daime. Me reforcei e preparei-me para enfrentar o que viesse a nos tentar destruir. A sim esqueci de lhes contar, para se chegar a Patagônia do oeste, é preciso ser um marujo bem destemindo e corajoso, pois há varios mostros, cantores religiosos, políticos, vendedores de encicloédia, apresentadores de programas que passam aos domigos e mulheres com vestidos cor de rosa que cantam Lady Gaga, além é claro de várias garrafas de whisky vazias jogadas a esmo no mar, ou seja, alguns dos piores medos dos bons cidadãos irlandeses.

Ficamos a mercê da correnteza por algumas horas, pois o “fog” umidificava as velas e o vento não estava a nosso favor, porém, nossas almas também estavam umidificadas pelo rum que restava nas privadas de sua cabine.

Foi quando algo aconteceu, ninguém  poderia realizar, mas foi uma das maiores aventuras mais burlescas que eu já passei…

Textos antigos.

seg - 26/09/2011 Deixe um comentário

Remexendo em papéis velhos encontrei alguns rascunhos de coisas escritas e apesar de não os achar muito bons, vale a pena ser publicado. Talvez alguém goste e faça alguma crítica em cima sobre como melhorar. Só mantenham em mente que eles não tem boa métrica, tampouco boa rima, o barman falha miserávelmente em poemas, ou tentativas de.

No final da estrada
Ela nos cumprimentará como se fosse uma velha amiga
E nos despediremos daquela que nos acompanhou até o momento
Resta saber, de que forma iremos encarar
Esse encontro predestinado
E essa despedida incontestável

Ela o ama
Mas ele não poderá se lembrar
Ele a ama
Mas não consegue expressar
Os dois se encontram
E se poem a chorar
Uma despedida forçada
Porém, os dois continuam a se amar
Com a promessa feita
De um dia voltarem a se encontrar

E então ela alçou voo
Realizou seu antigo sonho
Mergulhando cada vez mais nos sonhos alheios
Mal sabia que nunca mais retornaria
Pois o sonho, era para nunca mais acordar
Mas quando tudo parecia perdido
E a tristeza se abatia no coração daqueles que a amavam
Um anjo, sem asas, sem aúreola, sem qualquer sinal de anjo.
Lhe dizia: Por favor não vá.
Seu sonho antigo, de fato se realizará.
Mas temo que se você partir
Mais alguém além de você, deixará de existir.

Quando o Inverno chegar
Me lembrarei da Primavera
Tão linda tão bela
Que não hesitou em me deixar
E o Verão
Cheio de emoção
Que fugiu junto com o tempo
Me deixando ao vento
E o Outono chegou
Com o vento que soprou
Me trazendo muitas alegrias
Nas noites tão frias
E quando o Inverno chegar
Colocarei meus últimos adendos
Me livrarei, dos arrependimentos
E esperarei, ela me levar.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um ótimo início de semana.

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“Eu acredito nas jeans” – Tecido religioso

sex - 23/09/2011 1 comentário

Mais uma história de Pub, porém, dessa vez uma um tanto mais filosófica.

Hoje em dia todos usam calças jeans. Poucos sabem que tudo começou a muitos anos atrás quando as jeans eram calças usadas por trabalhadores devido ao seu tecido resistente que tanto ajudava na proteção; embora não seja especializada para isso; quanto para o frio; também não é esta a especialidade; ou seja, uma calça ideal.

Com o tempo, essa mesma calça, considerada grosseira por muitos foi ganhando espaço e hoje em dia vemos os resultados nas ruas. Ela ganhou tanto espaço que hoje em dia se tornaram uma espécie de religião. Vê-se pelo preço que certas jeans conseguem alcançar e embora é claro existam as explicações das marcas e tudo o mais, a grande verdade é que as marcas querem que todos usem jeans para seu plano de domínio mundial.

Esse domínio é tão forte que em determinada época, há não muito tempo atrás, pessoas pagavam quantias elevadas por calças completamente desbotadas ou mesmo rasgadas. “Paga-se caro para vestir-se igual a um mendigo.” Ouvi uma determinada vez e apesar de muitas pessoas que conheço ainda se manterem sãs, existem algumas que acreditam piamente nas jeans.

No caso um cliente veio até nós outro dia e ele estava, com  exceção do sapato ,completamente vestido em jeans. Uma camiseta; sim uma camiseta jeans; uma calça jeans e uma jaqueta jeans faziam seu perfil. Exceto a camiseta jeans, o resto é comum de ver em locais públicos, mas este cliente estava acompanhado de amigos, trajados de modo praticamente idêntico e quando eles se sentaram à mesa, começaram a discutir sobre… jeans.

É normal termos qualquer tipo de discussão, porém, jeans foi a primeira vez. Tom anotou seus pedidos, eu os servi, ele levou até a mesa e ele não me falou nada da conversa. Eu a ouvi mesmo no bar, pois eles falavam demasiamente alto. Falavam de quais marcas eram as melhores, a produção do tecido, a barra, o tipo do zíper, como andava o mercado, tudo relacionado a jeans. Era inacreditável. E eu me perguntava: “Mas quem é que fala sobre a qualidade do zíper de uma jeans?”

Obviamente achei tudo muito engraçado, mas fiquei quieto até que um dos clientes numa mesa ao lado resolveu puxar briga. E não brigas de pub não são legais. Elas nunca são divertidas para o barman, acreditem. No início estava tranquilo, apenas uma discordância entre os clientes; toda briga começa assim; até que de repente as vozes se levantaram.

Existe uma delegacia perto de nosso pub; eu escolhi o local justamente por ter a delegacia por perto, além de ser um ótimo lugar e… um dia falo sobre isso; ou seja caso a coisa realmente piorasse a polícia não estaria longe, mas como nunca é interessante chamar a polícia, principalmente se você tem um pub, entrei na conversa para tentar acalmá-los ou então pelo menos levar a briga para fora.

Conversa vai, conversa vem, Tom me ajudando trazendo porções e bebida; o que aprendi desde cedo que sempre acalma as pessoas; consegui levar a situação de discussão acalorada para debate. Foi quando o rapaz vestido em jeans em questão disse “Eu acredito nas jeans” e começou a explicar toda a história, situação e tudo o mais.

Ouvimos durante um tempo, eu então liderei uma conversa pacífica para não deixar ninguém gritar e a coisa ficou por isso mesmo. Os clientes, depois de uma conversa longa foram embora e eu estava com a cabeça doendo de saber sobre jeans. Muito mais tarde, ao chegar em casa queimei minhas calças jeans, apenas para descobrir que elas eram metade das minhas calças exatamente para servir a qualquer situação.

A moral da história é: não alimente tamanduás com nitroglicerina.

A equipe do Fox Pub deseja a todos uma excelente e responsável Happy Hour e um ótimo fim de semana.

Sobre agulhas e alfinetes

seg - 12/09/2011 Deixe um comentário

A história é curta pois quem contou estava aparentemente com pressa.

Essa é uma história de um cliente que veio ao Pub recentemente. O homem era um caçador de tesouros ou assim se declarava ao menos. E começou a contar me uma história de quando ele teve que visitar um templo nas regiões mais inóspitas de Pali.

Esse explorador para poder entrar no templo teve de passar por um grande ritual de preparação. E foi nesse ritual que ele focou.

Os religiosos de Pali, tem regras muito rígidas senhor barman. No caso eles veneram dois deuses o deus Akalipatu e o deus Alokitau. O curioso é que a representação desses deuses são duas estátuas ou geralmente figuras de um homem com muitas agulhas e outro com alfinetes, ou então um tendo braços de agulha e o outro pernas de alfinete.

Também não são todos os que são normalmente aceitos no templo, você deve estar portando pelo menos uma agulha e um alfinete sempre, sendo que alguns vão até o limite e fazem roupas feitas com esses materiais, o mais exótico no entanto é que agulhas e alfinetes não podem ser de forma alguma comercializados. A pessoa deve produzir seus próprios.

Mas a cerimônia religiosa, consiste em preparar um pedaço de tecido ou uma pequena peça; muitos preparam um boneco estilo voodoo; que é coisa para jacu; usando esses dois materiais para fazer e depois de alguma forma inserí-los neles… Sim senhor barman, lógica lá era algo inexistente. Eu achei tudo um tanto quanto perigoso para as crianças, mas descobri que além disso a pessoa também deve beber e brindar em oferenda aos deuses.

E esse processo? Bem senhor barman, a bebida poderia ser considerada uma cerveja… que é eletrocutada antes de você beber. Exato eu fiz a mesma expressão. Mas isso aparentemente deixa a bebida viva ou o ar do templo e os incensos deixam você drogado. Pois acredite ou não quando foi a minha vez de beber em oferenda aos deuses a bebida discordou comigo.

Ela simplesmente me disse: “Você não pode me beber, se me beber eu informarei à todos que você está aqui em busca de tesouro e…” Quando a bebi senti o estômago latejar, se era cerveja foi a pior que tomei em tomei minha vida. Mas o sumo sacerdote me deixou visitar a câmara dos tesouros sagrados. Quando cheguei lá… Sim, uma agulha e um alfinete de ouro. Desisti e voltei para casa. Não valeu a pena todo o trabalho por tão pouco. Mas tirei umas fotos.

Foi quando ele me mostrou duas fotos de uma bela agulha e um belo alfinete feitos de ouro puro, mas como eram agulha e alfinete concordei que era uma quantia muito pequena. Ele que estava de pé ao balcão olhou para o relógio de parede e se declarou atrasado para pegar o próximo trem. Pagou a conta e saiu.

A moral da história é: Jamais confie em pôneis de mais de uma cor.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um excelente início de semana e um bom dia.

Entregas da revolução de 87

sex - 02/09/2011 Deixe um comentário

Hora de mais uma história de como o Pub foi formado.

Pois bem, esta história gira em torno de um dia, mais especificamente o dia quinze de julho de mil novecentos e oitenta e sete (15/07/1987).

Tudo começou quando o proprietário se encontrava na República de Ursidon, na cidade de Tren; cidadezinha tranquila apesar dos pesares. A República de Ursidon passava por uma revolução desde que Ailu Manchey chegou ao poder. Alguns diziam que as eleições haviam sido fraudadas e aquele “panda gordo”; como o costumavam chamar; jamais poderia ter chego ao poder considerando pesquisas anteriores que demosntravam que ele não possuía votos suficientes. No caso Owen via tudo como um impeachment que estava tomando uma proporção até que grande demais.

Exatamente ao meio dia, nosso Proprietário tomava uma cerveja no Pub do Corvo; um pub próximo ao porto; para tentar se refrescar. O calor era infernal e mesmo com a brisa marítima e o assunto agradável em ursês não conseguiam melhorar o tempo de maneira alguma. Conversando com o dono do bar, um velho e muito gentil urso cinzento, o Proprietário esperava uma entrega que deveria ter chegado há exatos dois dias atrás.

Mas como bom irlândes paciente, ele resolveu pedir mais uma cerveja e indagou o urso sobre como as coisas haviam chegado aquele estado, coisa que o velho de bom grado contou. Segue abaixo na fala do urso a história por trás de tudo.

Você vê, as coisas começaram a piorar há uns 25 anos atrás. Ainda me lembro daqueles verões dos anos sessenta como se fossem hoje, sim, meu rapaz, ainda me lembro. Pois bem, eu que era apenas um urso recém saído do exército. Pois você sabe, todos os ursos machos são obrigados a prestar serviço militar no mínimo durante um ano. E você os serve querendo ou não. Mesmo que você passe um ano na cadeia do exército, você servirá, mas me desculpe, devaneios de um velho.

Como você pode ver naquele ano de 62 houve uma grande escassez de peixe, principalmente o salmão,  e nozes. Quando isso aconteceu nós tivemos que mudar a dieta para formigas e outros insetos menores. Foram tempos difíceis eu lhe digo, mas de repente surgiu um líder que prometeu acabar com esses problemas.

Seu nome era Barry Lamb, e apesar do trocadilho que faziam de que ele seria devorado pelo congresso ele conseguiu se impor. Manobrou a economia de tal forma que com os investimentos que ele fez nos setores da pesca e nozeissificação, nós passamos a exportar comida ao final de seu mandato, pois você sabe a pesca de salmões…

Houve uma interrupção no Pub e o nome do Proprietário foi gritado à todos que pudessem ouvir. Olhando para trás e de certa forma agradecendo por ter interrompido os devaneios do bom urso que estava lhe servindo, Owen recebeu seu pacote tão aguardado. Dentro continha a receita secreta de bolinhos de chuva de sua avó junto com algumas outras coisas para disfarçar, no caso uma camiseta e um relógio de bolso que ele alegou ter mandado consertar e o relojoeiro teve de demorar um pouco mais.

Ele se virou ao velho e disse: “Muito interessante senhor mas isso não explica a revolução.”

“Eu já ia chegar lá. Vocês jovens são tão apressados!”

“É que eu tenho um navio a pegar.”

“A, desculpe. Bem então deixe me terminá-la.”

Pois bem, Barry Lamb era do partido democrático nacional e ele teve dois mandatos eventualmente foi sucedido por um de seu mesmo partido. Porém, nosso próximo governante a época não foi tão brilhante quanto ele, e nisso ocorreram certas insatisfações. Foi quando o partido social nacional subiu ao poder com Nathaniel Clark que tomou medidas um tanto quanto radicais relacionadas a nossa política externa. Ele era da linha comunista e defendia que deveríamos fechar o país a todo o custo. Isso acabou não acontecendo e outro do partido democrático nacional subiu ao poder, mas seu mandato também não foi muito bom, foi acusado de corrupção, o que sinceramente acho que é verdade.

E agora temos o Manchey. Ele é do partido comunista deve ter sido armação. Só pode…

“Muito obrigado pela a história interessante senhor, mas tenho de pegar um barco.”

O Proprietário pagou o equivalente a um barril de cerveja; o que não foi tão ruim visto que foi um bom barril de cerveja que ele havia ingerido; e foi ao porto onde finalmente confirmou sua passagem. É sabido que irlandeses não ficam bêbados, mas se a quantidade de sangue no álcool ficar um tanto quanto baixa eles podem sofrer com algumas visões de coisas que não estão lá.

E foi assim que nosso Barman; que estava no deck do navio reclamando do quanto o velho não parava de falar sobre os malditos salmões; viu uma sereia ao longe no vasto oceano azul. “Hmmm. Eu acho que dessa vez bebi um pouco a mais. E eu acho que poderia colocar uma imagem de sereia e… esquece eu vou dormir, urso chato.”

E foi assim que a receita dos bolinhos de chuva conseguiu ser passada e que colocamos uma pintura de sereia junto com outras aleatórias em nosso pub.

A equipe do Fox Pub deseja a vós uma ótima sexta-feira e um happy hour responsável.

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