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Relatos de bêbados… parte 1

sex - 28/10/2011 1 comentário

Por sermos um Pub, muitas vezes é inevitável que um cliente ou outro passe da conta e ultrapasse a fronteira da felicidade/alegria e vá para o país da embriaguez. Mas já estamos acostumados e mutias vezes são os bêbados que provém as histórias mais interessantes, no caso conto uma de um cliente que voltou outro dia apenas para contar essa história. Não se preocupem, ele estava sóbrio quando contou essa história.

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Pois então, eu vou começar minha história pelo fim, lembro muito bem que acordei na minha sala de estar, deitado no sofá com um gosto incrivelmente amargo na boca. Mas a medida que o dia foi indo e a ressaca se esvaindo comecei a lembrar das coisas do dia anterior.

Era uma sexta-feira e eu e meus colegas do trabalho tinhamos saído para fazer uma grande happy hour. Nosso chefe, rapaz de boa índole, anunciara que iria se casar em breve com a mulher mais linda que ele já conhecera em toda a vida dele. Desnecessário dizer que ele estava mais do que alegre. A felicidade exalava pela quantidade de álcool que ele nos estava oferecendo aquele dia.

Acho que você lembra daquele dia barman, deve ter sido um bom dia. “E foi.” Mas que seja, nossa, o quanto a gente bebeu. Depois da sétima cerveja, eu já não era mais eu. Por que ainda fui tomar aquele uísque todo?… De qualquer maneira, lembro que terminamos a festa, todos mais do que bêbados e o caminho de volta para casa dentro do taxí foi uma coisa mais do que bizarra. Eu poderia jurar que vi a Pantera Cor-de-Rosa andando por aí com um fraque na rua.

“O mais clássico é as pessoas veem elefantes, mas tudo bem.” Também vi coisas das mais inusitadas, pessoas andando de bruços e “Por acaso isso é possível?” joaninhas gigantes, embora eu acho que tenha sido apenas uma mulher gorda com um vestido absurdamente feio. E tinha tambémum gafanhoto azulado do outro lado da rua.

Mas tudo bem, cheguei em casa e apesar de todos os quitutes de seu bar “Quitutes…” ainda estava com fome. Foi quando preparei, ou melhor, requentei alguma coisa que estava na minha geladeira que eu não faço idéia do que era. Mas dava para comer com as mãos e sem o intermédio de pratos. Aquele bolo estava gostoso pacas, delicioso e macio. “Tem que estar bêbado para esquentar bolo no microondas.”

De qualquer forma, legal é que quando eu esquentei o bolo, eu lembro dele ter ralhado comigo. Sim ele ralhou comigo, discordou de mim, disse que tinha família e filhos e a dono Bolina estava esperando o para jantar. Eu tentei negociar ao menos um pedacinho, dizendo que estava com muita fome, mas ele continuava a insistir e foi então que eu o comi.

Sim, eu matei o bolo, ele gritava e aquele sangue branco de chantilly escorria pela minha boca. Eu me senti poderoso, mal, absurdamente cruel, mas aí bati com a cabeça no armário da cozinha e rastejei até a sala onde dormi no sofá.

Moral da história: Mais vale um na mão do que dois no sutiã.

A equipe do FOx Pub deseja a todos uma excelente e responsável happy hour, além de um bom fim de semana.

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