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Posts Etiquetados ‘pagarás me por isso realidade’

Um mercenário… – parte 1

ter - 28/02/2012 1 comentário

─ “Você deveria fazer do seu hobby profissão.” Eles dizem. ─ Disse o homem enquanto preparava sua luneta.

─ “Deveria oferecer seus serviços. Ganharia mais dinheiro.” ─Ele continuou montando a .22 na mureta.

─ Como se meu hobby fosse um trabalho! Eu faço por diversão. ─ Ele disse carregando uma bala no rifle.

─ Vamos ver quem eu pego hoje. ─Ele continuou olhando as pessoas no parque. ─Poxa, faz tempo que não mato uma velhinha alimentando pombos… vai ser ela. ─ Ele disse mirando, puxando o gatilho e fazendo um buraco na testa da idosa.

Olhou a comoção, ficou ali saboreando o momento e sentido-se satisfeito com seu inocente e inofensivo hobby. Matar pessoas… sim este é o hobby. Ele foi para seu apartamento verificar se os bolinhos estavam prontos. Tinha que entregar vinte caixas de “cupcakes” no dia seguinte. Não podia deixá-los passar do ponto… e este é o trabalho.

Johnny, como é conhecido é um mercenário não muito usual. Ele assa bolinho para viver e mata pessoas como hobby.l Ficou famoso pelo hobby não pelo trabalho, apesar de que depois de um tempo o trabalho começou a render batante. O hobby ajudou. As pessoas acham – pois são tapadas – que entregar vinte bolinhos a uma pessoa é um código para dar-lhe vinte tiros…

Não estou brincando, isto é sério! Ele tem muitos pedidos por causa disso. Geralmente as pessoas costumam fazer as pazes depois de receber os bolinhos, pois são os melhores bolinhos do mundo! E sim isto também é sério. Caso você não sinta que a vida não fazia sentido antes dos bolinhos dele, ele devolve o dinheiro.

Alguns traficantes de açucar , chocolate e cereais já pediram que ele começasse a fornecer, mas ele é contra negócios ilícitos. Príncipios de mercenário.

Obviamente ele presta serviços a quem paga mais. No caso foi uma escola que terá uma venda de bolos no dia seguinte. Ficou acertado vinte caixas de cupcake e dois bolos, um de chocolate alemão e outro de damasco com nozes… damasco com nozes ahhh…

Voltando a história, conferiu o forno; mais quinzer minutos e a última fornada de “cupcakes” estaria pronta; mas Johnny não contava com algo. O telefone tocou.

─ Senhor Johnny… ─disse uma voz após ele atender.

─ Sim? ─ Ele respondeu em seu tom calmo.

─ Tenho um trabalho para você. ─ A voz disse de maneira macabra.

─ Lamento, já fui pago para outro serviço amanhã, mas se quiser esperar ou fazer uma oferta…

─ Na verdade, lhe farei uma proposta que não pode recusar. Olhe para seu forno.

─ O que tem meu forno? ─Ele disse de maneira intimidadora.

─ Eu desprogramei o timer. Seus bolinhos estão prestes a passar do ponto.

─ Ora seu…

─ Nem pense em ir olhá-los! Coloquei uma bomba no forno. Caso você se mova adeus bolinhos e seu precioso forno! ─ Ele disse jogando seu trunfo na mesa.

─ Meu forno… o que você quer?

─ Quer que você mate.

─ Mas é um hobby!

─ Faça deste hobby um trabalho; pense nos bolinhos.

─ … Tá bom, diga logo, eu preciso vê-los.

─ Te mandarei as informações depois, mas não se esqueça. Cumpra ou seus bolinhos nunca mais estarão seguros.

População global dos bonecos de cera.

ter - 29/11/2011 Deixe um comentário

Já perceberam que hoje o mundo é muito formado por bonecos de cera? Não? Pois é verdade. A maioria deles é tão bem feito e age tão naturalmente que parecem reais. Alguém inclusive poderia perguntar se existe algum problema nisso, se estamos ameaçados, se vamos ser dizimados por ele ou então replicados como cera e viver num mundo quase perfeito, pois o sol seria o nosso maior inimigo e derreteríamos se encontrassemos calor excessivo.

A resposta para muitas destas perguntas pode ser: 23 e/ou não. A grande verdade é que os bonecos de cera são praticamente inofensivos e não estão interessados em dominar o mundo e destruir a todos, apenas em dominar o mundo. Destruir a todos demoraria demais. Além disso, eles precisam de nós para extrair cera e continuarem a se replicar.

Mas de qualquer maneira, comece a reparar e você achará bonecos de cera nas ruas, na televisão, na política, no seu banheiro, em qualquer lugar que você acha que não pode haver um boneco de cera ele está. Só repare nas características e saiba o que fazer vendo alguns passos simples abaixo:

1 – Você deve reconhecer um boneco de cera. Ele é necessariamente do material que lhe dá o nome, porém, pode ser de pior ou melhor qualidade. Bonecos de tamanho reduzido não oferecem muito perigo, pois são de fácil reconhecimento  e não são tão influentes na sua própria sociedade a ponto de poder mover um contingente para pegar você. Preocupe-se com bonecos com escala humana. Esses geralmente são mais dificeis de se reconhecer.

2 – Depois do reconhecimento, você deve saber como lidar com um boneco de cera. Primeira regra: Não entre em Pânico. Não é um buraco de minhoca que o levará para a dimensão dos horrores torturantes macabros sombrios e obscuros de Hazé, ─ e mesmo se fosse a primeira regra ainda é válida ─ é só um boneco de cera.

Segunda regra: Avalie suas condições de sobrevivência e tente dialogar com o ser em questão para determinar o grau de periculosidade. Caso ele esteja balbuciando “cérebros”, ele não é um boneco de cera feio, ele é apenas um zumbi. Proceda com cautela e: dê um tiro na cabeça dele ou use objetos contundentes na cabeça dele. Utilizar dos dois métodos descritos acima garante o sucesso para uma grande justiça e um bônus de dez pontos.

Caso ele consiga se comunicar com você de maneira realista ─ gaguejando, esquecendo palavras e falando com vícios de linguagem ─ existe a chance dele ser bem feito ou ser um humano. Nesse caso investigue a condição dele, sempre desconfiando, até o momento que você poderá dizer com certeza o que ele é.

Mas e se ele não se comunicar de maneira realista? Ou seja: nunca errando as palavras, não gagueja, não tem sotaque próprio, não tem vícios de linguagem, etc.? Existe a possibilidade deste ser diante de você ser um boneco de cera, um ator de televisão, apresentador ou político. Se ele for um desses exemplos citados a possibilidade que ele também seja um boneco de cera é grande. Prossiga com cautela.

3 – Identifiquei com sucesso um boneco de cera. O que devo fazer? Primeiro, não saia por aí gritando que o ser em questão é um boneco de cera. Nem todos sabem sobre os bonecos de cera, podem achar que você é insano ou bebeu demais. Apenas levante a possibilidade e diga que certos traços físicos ─ rosto muito esticado com pescoço enrugado, expressões faciais travadas, mexer apenas a boca enquanto fala, partes do rosto que derretem sob luzes intensas, etc. ─ não são naturais e que existe uma certa estranheza em relação aquele ser.

4 – Por último, não queira destruir os bonecos de cera. Primeiro, os bem feitos geralmente são influentes. Se você destruir um deles, atrairá a ira vingativa de toda a população ─ bonecos de cera e não bonecos ─ para si. Segundo, tente apenas investigar e avisar o maior número de pessoas possiveis, isso frustrará seus planos de dominação global. Terceiro, depois que os planos de dominação global forem frustrados, tente ser amigo deles e conquistar a confiança dos mesmos. Afinal de contas, existem bonecos de cera legais que não tem como objetivo destruir o mundo e sim apenas se integrar a uma sociedade que na cabeça deles não o aceitaria caso soubessem da terrível verdade.

A equipe do Fox Pub deseja a todos uma ótima terça-feira e um bom relacionamento com os bonecos de cera que serão muito bem vindos, caso desistam de tentar dominar o mundo.

Relatos de bêbados… parte 1

sex - 28/10/2011 1 comentário

Por sermos um Pub, muitas vezes é inevitável que um cliente ou outro passe da conta e ultrapasse a fronteira da felicidade/alegria e vá para o país da embriaguez. Mas já estamos acostumados e mutias vezes são os bêbados que provém as histórias mais interessantes, no caso conto uma de um cliente que voltou outro dia apenas para contar essa história. Não se preocupem, ele estava sóbrio quando contou essa história.

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Pois então, eu vou começar minha história pelo fim, lembro muito bem que acordei na minha sala de estar, deitado no sofá com um gosto incrivelmente amargo na boca. Mas a medida que o dia foi indo e a ressaca se esvaindo comecei a lembrar das coisas do dia anterior.

Era uma sexta-feira e eu e meus colegas do trabalho tinhamos saído para fazer uma grande happy hour. Nosso chefe, rapaz de boa índole, anunciara que iria se casar em breve com a mulher mais linda que ele já conhecera em toda a vida dele. Desnecessário dizer que ele estava mais do que alegre. A felicidade exalava pela quantidade de álcool que ele nos estava oferecendo aquele dia.

Acho que você lembra daquele dia barman, deve ter sido um bom dia. “E foi.” Mas que seja, nossa, o quanto a gente bebeu. Depois da sétima cerveja, eu já não era mais eu. Por que ainda fui tomar aquele uísque todo?… De qualquer maneira, lembro que terminamos a festa, todos mais do que bêbados e o caminho de volta para casa dentro do taxí foi uma coisa mais do que bizarra. Eu poderia jurar que vi a Pantera Cor-de-Rosa andando por aí com um fraque na rua.

“O mais clássico é as pessoas veem elefantes, mas tudo bem.” Também vi coisas das mais inusitadas, pessoas andando de bruços e “Por acaso isso é possível?” joaninhas gigantes, embora eu acho que tenha sido apenas uma mulher gorda com um vestido absurdamente feio. E tinha tambémum gafanhoto azulado do outro lado da rua.

Mas tudo bem, cheguei em casa e apesar de todos os quitutes de seu bar “Quitutes…” ainda estava com fome. Foi quando preparei, ou melhor, requentei alguma coisa que estava na minha geladeira que eu não faço idéia do que era. Mas dava para comer com as mãos e sem o intermédio de pratos. Aquele bolo estava gostoso pacas, delicioso e macio. “Tem que estar bêbado para esquentar bolo no microondas.”

De qualquer forma, legal é que quando eu esquentei o bolo, eu lembro dele ter ralhado comigo. Sim ele ralhou comigo, discordou de mim, disse que tinha família e filhos e a dono Bolina estava esperando o para jantar. Eu tentei negociar ao menos um pedacinho, dizendo que estava com muita fome, mas ele continuava a insistir e foi então que eu o comi.

Sim, eu matei o bolo, ele gritava e aquele sangue branco de chantilly escorria pela minha boca. Eu me senti poderoso, mal, absurdamente cruel, mas aí bati com a cabeça no armário da cozinha e rastejei até a sala onde dormi no sofá.

Moral da história: Mais vale um na mão do que dois no sutiã.

A equipe do FOx Pub deseja a todos uma excelente e responsável happy hour, além de um bom fim de semana.

A Hipocrisia das Raposas Russas

Olá ! Aqui quem fala é novamente seu melhor amigo nas horas do ócio, Charles!

Sei que muitos estão ansiosos pela continuação das Crônicas de Zig, prometo que estarei postando a segunda parte aqui no Pub até Sexta-Feira.

Agora, quanto ao assunto de hoje: vocês sabem o que é hipocrisia ?

A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.

Pois bem.

Ano passado quando estava como um pacato mochileiro, acabei fazendo uma pequena viagem para a região de RATZSOETRL, nos confins do Rússia Oriental. Devido ao um Coup d’État,  o local era governado por raposas (sim, raposas). Elas invadiram boa parte do território, escravizando humanos e outros animais, quando até pouco tempo reclamavam do pouco espaço e direitos que até então possuíam.

Um fato interessante é que devido um anormal processo evolutivo (ou uma possível reação ao consumo das lendárias frutas de RATZOETRL), as raposas adquiriram a capacidade da fala e raciocínio lógico de um grau bem mais elevado que um ser humano normal, o que acabou trazendo algumas características que até então estavam dormentes. Seu líder, Velikii Foks, me encontrou zanzando pelo local e ordenou minha captura.

Lembro-me que a prisão era escura, não havia água e tampouco meios humanos para higiene. Era um cubiculo, eu simplesmente era obrigado a revisar os cantos para cada necessidade (dormir, comer, urinar e defecar). A comida era pouca e eu não tinha meios de comunicação para pedir mais, já que meu russo era extremamente ruim.

Mas, não era o meu fim.

Certo dia recebi eu ouvi raposas discustindo calorosamente até que 2 guardas vieram para minha cela e abriram, jogando uma raposa ferida dentro. No início eu estava com medo, mas me aproximei lentamente até que pude enxergar seus olhos. A raposa sabia falar, como as outras, mas aparentemente esta sabia se comunicar em português. A raposa se apresentou como Ampht, rebelde da resistência Volpiana (um bando de raposas que lutavam contra o regime totalitário de Foks).

Ampht e eu rapidamente ficamos amigos, e por ele ter um conhecimento avançado em Russo, ele passou a me traduzir as falas dos guardas. Em alguns dias eu já sabia que Raposas gostavam muito de caçar galinhas e jogar Poker. A vida começava a melhorar: trocaram nossa cela por uma maior, aonde havia banheiro, cama e até um mainframe com comunicação direto via satélite (que estava quebrado).

Minha vida na região já datava 3 semanas, admito que mesmo com Ampht do meu lado eu não tinha muitas esperanças de escapar. Se ao menos aquele mainframe funcionasse…

Nota do Pub: Na realidade, o mainframe estava funcionando perfeitamente. A inclusão do fato de que ele estava quebrado é meramente fantasiosa para omitir a falta de conhecimento de Charles perante a máquina, que levou cerca de 3 dias para descobrir como a ligava.

Com o mainframe operando, Ampht enviou um pedido de Socorro para o governo americano, britânico, russo e jamaicano:

O Governo Americano respondeu o chamado em questão de 2 minutos, nos mandando tomar no cu;

O Governo Britânico simplesmente enviou uma foto de um chá e um smile ”(:” ;

O Governo Russo não respondeu;

O Governo Jamaicano se mostrou preocupado e prometeu enviar ajuda/reforços o mais rápido possível.

Em menos de 24h os jamaicanos invadiram a região e de início apenas soltaram de grandes aviões o que aparentava ser densas fumaças de cannabis (as raposas endoidaram). No fim das contas nós escapamos da prisão, mas pouco antes de chegarmos ao heliporto, Foks desafiou Ampht para um duelo Volpiano.

Nota do Pub:
O Duelo Volpiano consiste em 2 raposas tocando Banjo e o vencedor é quem faz os melhores solos.

Derrotado, Foks ativou bombas e todo local explodiu (escapei por um fio, mas Ampht não teve a mesma sorte). Fiquei hospitalizado por 1 semana, e por fim eu estava de falta ao meu país. Voltei para meu agradável lar e ao ligar a TV me deparo com a notícia: ” Rebelde Volpiano assume poder em RATZSOETRL e impõe regime totalitário. “

Eu não acreditei naquilo. Não podia ser.

Peguei minha mochila, meu canivete, meu sabre-de-luz e meu baralho de poker. Eu iria retornar, eu não iria desistir, aquilo tornou-se pessoal.

Eu iria lutar até o meu último suspiro, contra a hipocrisia volpiana.

Algumas coisas – Constipações dos coalas

qui - 20/10/2011 Deixe um comentário

Bem, antes de começar a falar deste tópico um tanto quanto macabro e desesperador, primeiro tenho de falar sobre o Pub.

Creio que todos devem estar já sabendo de um de nossos novos colaboradores, Charles, le Chauve, ou para encurtar apenas Charles. Chamem ele de Finny também que provavelmente ele atenderá. De qualquer maneira, espero que ele se de bem aqui, assim como o moondog também se dá. É claro que se o moondog postasse mais, teriamos mais opiniões, mas…

Vamos ao assunto principal. Há algum tempo escrevi sobre os pandas australianos. Hoje a situação está de certa forma controlada, o problema se deu algum tempo depois com o vírus de gripe pandasiática o ATCHO 1  (Altamente Transmissível a Coalas, Homens e Ornitorrincos) que começou a se espalhar pelo continente.

Enquanto que o vírus ao se alojar em seres humanos do sexo masculino e ornitorrincos, causa apenas um pouco de escorrimento de nariz e no máximo uma diarréia – aos humanos – e uma coloração esverdeade aos ovos – para os ornitorrincos – para os coalas pode ser fatal. E foi.

O governo australiano estava analisando e enfrentando problemas com a saúde pública, pois muitos coalas não sabiam de métodos de prevenção e até pouco tempo o tratamento se mostrava um tanto quanto ineficaz para estes marsupiais. Enquanto isso a população, diminuia e diminuia a níveis alarmantes, o que é uma catástrofe, tendo em vista que os coalas são os principais responsáveis pela indústria de papel, clorofila, madeireira e turismo.

Sim, turismo. Os coalas são excelentes guias turísticos, é claro, desde que você seja capaz de entendê-los. Também são muito receptivos e os infantes são especialmente brincalhões e amigáveis o que em geral agradam os visitantes.

O horizonte não parecia muito promissor, porém, aconteceu de os pandas, que chegaram em território se sentiram motivados a ajudar na cura – leia-se, foram obrigados pelo governo e organizações como a “Men at Work”  – onde as pesquisas com vacinas e potenciais remédios começaram a  ser desenvolvidos.

As pesquisas que inicialmente avançavam a passos de lesma, começaram a avançar a passos de kanguru, quando os pandas se convenceram – leia-se, foram convecidos e quase coagidos – de que a sobrevivência da população coala traria apenas benefícios para o país, um remédio que contivesse os sintomas do vírus ATCHO 1 e uma possível vacina começaram a ser descobertos.

Para um remédio os pandas revelaram que um extrato de ervas, junto com angostura – o que é algo redundante de sefazer, visto as 150 ervas da angostura – combatem de forma eficaz os sintomas, porém, quase nocauteando a pessoa e deixando ela incrivelmente sonolenta. Ironicamente o metabolismo lento dos coalas se tornou incrivelmente acelerado devido ao remédio, fazendo com que eles se tornassem monstros agressivos viciados em remédio.

Os pandas e as organizações haviam acabado de criar monstros e mal sabiam. Turistas começaram a ser banidos de locais pelos coalas e a população vivia tempos de medo. Era o caos! Descartaram e jogaram fora todo o remédio criado e o exército teve de ser chamado junto com as forças policiais para impedir que os coalas produzissem mais. Enquanto isso as organizações continuavam buscando uma cura.

Novamente o país mergulhou numa guerra civil. Dessa vez, os pandas foram completamente apoiados pela população, ao menos enquanto não ocorreu a destruição total das produções do remédio que foi apelidado de “Os coalas estão loucos e estão querendo comer a minha cabeça e AGH!!!”

Eis o porquê da segunda chance.

Mas destruída as fábricas e impedido o tráfico, os coalas voltaram a ser mansos e relativamente sãos, o governo e a população resolveu dar outra chance a caras como esta a esquerda.

São dóceis sem o remédio. Chegam a ser até fofos. Mas ainda estavam morrendo. As pesquisas continuavam, sem sucesso. O próximo grande passo seria dado apenas quando por algum azar ou sorte, um dos pesquisadores, já um tanto quanto alcoolizados, derrubasse o elemento “x13ah2 que raios de composto é este!?” na mistura.

Preciso dizer que a vacina ficou pronta? Não? Ótimo.
Preciso dizer também que finalmente funcionou? Não? Ótimo.
Preciso dizer que teve efeitos colaterais? Sim, precisa indicar quais. Beleza.

O efeito colateral foi uma escassez de alimento no país. Por que escassez, alguém pergunta? Simples, o efeito colateral da vacina era a insaciedade ao se alimentar. Os coalas que já tem sua dieta regrada em comer quantidades absurdas de folhas de eucalipto, normalmente, começaram a comer praticamente o dobro para combater os efeitos que a vacina produziam em seus corpos. Também para terem as energias necessárias para a produção dos anti-corpos.

Lado positivo é que a indústria brasileira de celulose achou um ótimo uso para as folhas de eucalipto de suas árvores. A exportação foi meio problemática e as vendas não foram de preços tão altos, mas hey, solucionou o problema da fome por um preço justo e com algum lucro. Está valendo.

De qualquer maneira a equipe do fox pub deseja a todos um ótimo resto de semana.

Crônicas de Zig, o Pior Cavaleiro da História Pt. 1

seg - 17/10/2011 Deixe um comentário

Temos um ilustre convidado hoje, o senhor Stuart L. L. L. L. L Zag, ou para simplificar senhor Stuart ou senhor Zag, que vem nos contar uma história. Por favor senhor Stuart, pode dar prosseguimento.

Olá, meu nome é Stuart L. L. L. L. L Zag. O proprietário do Fox Pub gostou de uma de minhas histórias que até autorizou (por um pequeno período de tempo) que eu a contasse aqui, para vocês, queridos leitores e frequentadores deste fantástico recinto que aqui estamos.

A história, nada mais é que alguns eventos da vida de meu honrado antepassado.

Infelizmente, não consigo estipular uma data sólida dos acontecimentos que irei narrar  em breve, mas garanto e juro no túmulo de um de meus 5 pais que a história é tão real quanto o fato de que engraxei estes meus sapatos 17 vezes nesta semana.

Nota do Pub: Ele está descalço.

Numa época em que ainda se acreditava que a Terra era perfeitamente quadrada, existia um charmoso indivíduo cujo nome irei omitir até o próximo parágrafo, para proporcionar suspense.

Brandon de Pelúcia, era seu nome. Um Cavaleiro que só nasce a cada uma geração. Suas habilidades eram formidáveis a ponto de derrubar 12 homens com seu cavalo e sua incrível lança. Mas, a vida não era tão fácil quanto pensavam e ele sabia bem disso, e desde criança foi obrigado a passar pelos horrores da idade média: seus pais foram condenados a Fogueira enquanto o pequeno Brandon foi obrigado a assistir seus pais ficarem servindo espetinhos de gado assado por meses na churrascaria de Lalafinch.

Na academia em que Brandon foi treinado, havia outro formidável cavaleiro cujo nome era Zig de Wingeton Shallforth Zag, o Retardado. Ganhou o título após perder uma batalha contra uma colméia de cupins e um filhote de cabra.

Zig ausentava todos os requisitos possíveis para se tornar um Cavaleiro, se claro, não fosse pela sua espada.

Ah, aquela espada.

A formidável Espada KABOOSH!

Nota do Pub: A espada KABOOSH! recebe este nome devido ao interessante efeito sonoro que ocorre quando a mesma bate e/ou cai no chão.

Não se sabe exatamente como Zig conseguiu por suas imbecis mãos na melhor e mais poderosa espada já criada, mas todos sabem que foi apenas e somente a ela que conseguiu tornar-se um cavaleiro.

Zig e Brandon possuíam uma certa rivalidade, e enquanto o primeiro se preocupava em aniquilar o suposto Dragão sem Cabeça que aterrorizava a região, o segundo criava inúmeras situações e argumentos para ter posse da KABOOSH!, e arruinar a carreira de Zig. A mais memorável foi quando Brandon convocou uma reunião em praça pública e acusou Zig de abusar sexualmente de uma Caneca de Cerveja Cheves do bar local (tome uma Cheves que eu já tomei, tome outra Cheves que eu já cansei) e o mesmo somente escapou quando foi provado que a Caneca pertencia ao próprio Zig, dando-lhe o direito de abusar livremente da pobre caneca quantas vezes ele quisesse.

Outra tentativa frustrada de Brandon foi quando flagrou Zig paquerando sua mãe, a costureira Joanne de Pelúcia, famossísima na região por seu busto nada discreto. Novamente, o  azarado cavaleiro só conseguiu escapar quando Brandon se deu conta que ao menos 93.1% da população local já havia levado sua mãe para a cama.

Outra nota do pub:  Já vi um retrato de Joanne de Pelúcia e isso explica porque muitas mulheres em especial naquela cidade eram bissexuais.

Certa vez, Brandon decidiu que a melhor forma de acabar com Zig era provar que o famoso Dragão sem Cabeça não se passava de uma estúpida lenda local para assustar religiosos e fãs de blues, e saiu em buscas de pistas que pudessem levar para seu suposto lar.

Enquanto isso, Zig comia maçãs.

Brandon escalou o Monte CARALHO ESSA MERDA É GRANDE MESMO, atravessou rios, usou inúmeros cipós, pulou em incontáveis cachoeiras.

Enquanto isso, Zig ainda comia maçãs.

Brandon chegou a um vilarejo que supostamente morava uma velhinha que sabia o paradeiro do Dragão Sem Cabeça, ao chegar na casa da mesma, se deparou com uma Medusa e lutou por sua vida contra ela por 2 dias e 2 noites.

Enquanto isso, Zig comia sua vigésima maçã.

Ao vencer a Medusa, encontrou um suspeito pergaminho de uma lingua muito antiga que continha o seguinte desenho:
O Dragão sem Cabeça existia, e ele ensinava o Teorema de Pitágoras.

A existência da Monstruosa (e possivelmente com uma âncora voltada para Exatas) Criatura era o que Brandon precisava, no fim das contas: ao aniquilá-la tiraria toda glória de Zig e sua estúpida espada KABOOSH!

Ele partiu com seu cavalo para seu destino.

Enquanto isso, Zig terminava a cesta de maçãs.

Continua…

Grevistas e a grande greve de 1975.

qua - 12/10/2011 Deixe um comentário

Antes de começarmos a história eu quero dizer que: grevista é a pior praga existente.

Não porque eles estão parados e existe toda aquela histórias de reinvindicar seus direitos, por um salário melhor, condições mais dignas, e o que quer que seja que eles inventem na hora, afinal, muitas vezes — têm vezes que a situação trabalhista é algo complicado, mas no Brasil, geralmente não é o caso, vide os bancos e correios que fazem uma greve por ano — não procede e é só o pessoal fazendo muito barulho e parando serviço por nada.

Mas não é um singelo barman irlandês que vai revogar o direito de greve da Constituição Federal brasileira. Eu apenas gostaria de falar sobre o barulho e mais especificamente o que quero dizer é: Bando de malditos! Vão protestar com cornetas, vuvuzelas, buzinas de pressão e a gás e carro de som na CASA DAS SENHORAS, SUAS MÃES!!!

Assim, não sei se vocês sabem, mas sempre que os grevistas fazem isso, eles utilizam protetores auriculares, pois não são nem um pouco tolos para realmente quererem ficar surdos. Enquanto isso os lazarentos marcham a 1 km por hora numa avenida com um som que pode ser ouvido num raio de dez (10) kilomêtros de distância. Vão se foder!

Isso quando eles não resolvem colocar um sistema de som — que incrivelmente é composto por amplificadores, sub-woofers e o escambal — com músicas totalmente aleatórias e no volume máximo na frente de prédios públicos. Mas minha reclamação é esta: O barulho. O resto… bem, o resto os sindicatos que se entendam com os governos e derivados. Só digo mais uma coisa, greve não é bom para ninguém ─ creio que por motivos óbvios ─ e eu não apoio.

Mas agora que isso saiu de meu sistema, vamos a história.

Estava eu, pescando na terra dos eskimós sub-saarianos; Salina; aproveitando umas férias a uma temperatura de -2ºC abaixo do nível do mar quando vejo um pequeno navio de transporte chegando até a praia onde eu estava. Um daqueles barcos em que você pode levar confortavelmente umas vinte ou trinta pessoas. O barco atracou próximo de onde eu estava e as pessoas desembarcaram. Deviam ser treze ou quinze pessoas no máximo e todas aparentavam estar famintas.

Foi quando ele me viram pescando e esperando que algum peixe qualquer viesse incomodar a minha isca e resolveram falar comigo. Por que você está pescando? Foi o que me perguntaram. Respondi-lhes que estava de férias e que pescar era relaxante. Assim que consegui explicar que era apenas um turista curtindo um hobby eles finalmente me deixaram em paz, mas ainda assim, me olhavam de cara feia.

Porém, um irlandês ─ e principalmente eu naquela época ─ não gosta muito de ser encarado. Aliás, acho que independente da nacionalidade, ninguém gosta. De qualquer maneira, fui perguntar a eles o por que de tanto terem me perguntado sobre eu estar pescando e me responderam que eles eram pescadores que tinham entrado em greve.

A situação em Salina realmente era complicada na época para os pescadores. Afinal era um negócio que movimentava uma boa parte da economia e com a produção defasada, além das péssimas qualidades de trabalho, foi quando eles decidiram começar a greve. O mais engraçado entretanto é que eles levavam a greve tão a sério que eles não pescavam nem para se alimentar. O que é um tanto estranho se levar em conta que boa parte deles, só sabe esta profissão e pesca praticamente desde que nasceu.

Resumo da Ópera ─ pois hoje é feriado─, não só era uma greve trabalhista como era praticamente uma greve de fome. Acho que desnecessário dizer que muitos morreram de fome, mas que ao mesmo tempo outras área do comércio e até um pouco da agricultura familiar começou a se desenvolver.

A moral da história é: Em terra de cego, quem tem um olho é caolho, não enxerga direito e muito provavelmente precisa de óculos, lente e/ou cirurgia.

A equipe do Fox Pub deseja a todos um ótimo feriado e uma excelente quinta-feira amanhã.

Quando os pássaros migram.

seg - 03/10/2011 1 comentário

Quando os pássaros migram, ficamos a ver navios. Ou pelo menos é isso que dizia o Proprietário de tempos em tempos ao ver a migração dos pássaros. Claro que é apenas uma figura de linguagem, mas há uma explicação para isso. Além de claro a migração impossibilitar a caça e portanto num tempo mais novo, dificultava também a obtenção de comida, temos uma história curiosa, para contar e o melhor; ou pior; ela é curta. (tomara)

Esta é mais uma das histórias do Pub e de como ele foi formado. Essa história aconteceu na terra do fogo na Patagônia. O Proprietário numa de suas muitas andanças pelo mundo em busca de conhecimento para o pub foi pesquisar sobre bebidas antigas feitas por índios igualmente antigos da região.

Seus dias eram muito tranquilos se comparados a períodos vários de sua formação; como por exemplo na Alemanha; e ele passava dia após dia, trabalhando com um dos mestres de uma vila para aprender a receita. Até o inverno ele tinha se empenhado ao máximo em descobrir como era produzida a antiga bebida cerimonial indígena e obteve inclusive um relativo sucesso.

Os ingredientes estavam certos e conseguiu os de melhor qualidade para tal, a temporização do processo de fermentação foi mestrada com rapidez, o armazenamento ele mesmo ajudou a fazer os recipientes específicos para tal, entre outras coisas do processo. Mas não conseguia jamais fazer com que o gosto de suas bebidas se parecesse com o gosta da bebida que o mestre do local fazia.

Incansavelmente o Proprietário procurou de todas as maneiras possíveis para conseguir chegar ao mesmo resultado, mas foi em vão. Foi apenas quando o inverno chegou que ele percebeu que o mestre começa também a não se sentir muito feliz.

Os pássaros migravam, migravam para o norte; visto que a patagônia é no sul o norte é mais quente, sim muitos mesmo que do hemisfério sul acham que os pássaros migram apenas para o sul; e o mestre de repente via-se sem poder mais produzir a bebida.

Desencessário dizer que o Proprietário embebedou-o e arrancou o segredo de sua boca que não conseguia articular bem as palavras. Faltavam ingredientes para a bebida ritualistica ser feita, e esses ingredientes provinham de origem animal. No caso, provinham de origem aviana. Dependendo do que fosse ser feito com a bebida, poderia ser utilizado sangue, urina, penas, ossos, ou então alguma outra parte dos pássaros no processo produtivo.

Não só isso, as pessoas também ficavam loucas quando os pássaros migravam, pois essa bebida em específico causava uma forte dependência por causa desses ingredientes. Então, tente imaginar a surpresa de nosso barman ao ver que o inverno já se encontrava no local e a população parecia ter virado um bando de zumbis e viciados em processo de desintoxicação.

Ensinei ao mestre como se fazer uma cerveja simples, porém, boa com a excelente fonte de água que eles tinham por perto para tentar conter o surto de desintoxicação dos habitantes do local. aquele inverno foi complicado pois até a cerveja ficar totalmente pronta, os habitantes queriam matar nosso Proprietário e o mestre que estava o ajudando.

Mas no final, a paz foi restaurada, os habitantes passaram a depender de cerveja em vez da bebida ritualística; que após estudos do nosso barman eram muito mais destrutivas no quesito alcoólico do que uma simples cerveja; e ele saiu de lá com a promessa de nunca fazer essa bebida enquanto ele vivesse. Não queria causar o mesmo efeito que estva combinado aquela vila a outras pessoas.

A moral da história é: batatinha quando nasce espalha a rama pelo não e não se esparrama pelo chão.

A equipe do Fox Pub deseja a vós uma boa segunda-feira e um bom início de semana.

 

Inusitada aventura burlesca, no 8º mar da Patagônia do oeste – Parte I

seg - 03/10/2011 1 comentário

“Foi em uma neblina gelada
Que eu me perdi
Tomando litros de cerveja
Que eu roubei de um guri.
Por pouco não morro
Por tudo o que passei
E estou aqui para contar
Por onde viajei
Eu, este velho irlandês.”

Sim meu amigos, retornei com um novo fígado para lhes contar o que me ocorreu um dia desses e mais uma nova crise gerada. Outro dia eu, passeando com meus velhos amigos Owen e James Joyce, percebi que estava com uma terrível sede por um bom whisky; whisky, e não whiskey, que é o irlandês ou até americano e sim o verdadeiro Scotch whisky; foi então que pedi a meu bom amigo barman, Owen, para que quando voltassemos para nosso querido pub, ele me servisse de um maravilhoso copo de Black Label, porém, infelizmente ele me disse que não seria possível. O carregamento de whisky estava atrasado.

Atrasado, pois naquela mesma semana havia ocorrido o festival “gaita de foles da alegria”. Um festival escocês muito famoso, onde ocorrem muita competições, como o famoso arremesso de whisky; onde os competidores têm de colocar whisky dentro de uma gaita de foles especial, com uma boca para assopro e outra para a saída, saida normalmente da música, mas neste caso bebida.

Com isso temos competição de longa distância, competição de maior altura e tiro ao alvo no kilt do vizinho. Isso geralmente faz com que 90% do whisky proveniente da Escócia acabe. O restante foi mandando para alguns seletos países, como Alemanha, Brasil, Inglaterra e Irlanda. O problema é que os marinheiros, todos escoceses, ainda estavam bêbados pela participação no famigerado festival e por isso que muitos erraram o caminho, outros fugiram com o carregamento e os que conseguiram chegar estavam dormindo nas docas.

Fui então até lá e achei o navio de um velho amigo, o capitão Poe. Obviamente “il captan” estava tão bêbado quanto qualquer bom escocês. Decidi não incomodá-lo e fui diretamente até o carregamento de whisky. Ele me conhecia e eu podia fazer isso a vontade por ser um velho amigo. Chegando a área onde se encontrava o carregamento, instantaneamente deparei-me com um monte de maravilhosas caixas com o whisky de meu bom amigo, Johnny Walker, este que já rapidamente me convidou para  beber com ele. Comecei a tomar todas e mais um pouco. Guardei algumas garrafas em minha jaqueta e quando estava a ir embora, resolvi dar uma passadinha no banheiro. Sentei-me no “trono” e acabei por dormir.

Quando dei por mim, ou seja, quando o efeito do álcool estava pensando em passar, acordei com minha barriga chacoalhando para um lado e para o outro. Rapidamente percebi que ou a ressaca estava tendo um efeito anormalmente forte, ou o barco estava se movendo. Á, sim, fazendo um pequeno adendo para aqueles que como eu gostam de beber, porém, ficam com uma ressaca mortal no dia após a bebedeira, aqui vai duas dicas para você nunca mais ter problemas com a ressaca: 1º, faça como qualquer bom irlandês, matenha-se eternamente bêbado ou o mais bêbado possivel, tendo como café da manhã alguns goles de conhaque e depois Bailey’s misturado com ovos para que seja algo bem nutritivo, mas caso você não seja provido de três figados como todo bom irlandês. Beba uma boa garrafa d’água, isto é, se você estiver sóbrio o suficiente para acertar sua boca. Em seguida tome dois, repito dois, analgésicos como novalgina ou cebalena, e só, você estará pronto para mais um trago.

Voltando a historia que eu estava a contar, me utilizei de todas as forças e o apoiador para deficientes físicos do banheiro e levantei-me. Saí para a sala a qual haviam muitas e muitas garrafas de whisky e percebi que, de repente, estava vazia. Cheguei a conclusão de que: ou o barco fora saqueado por alguns irlandeses, ou os marinheiros haviam ficado sóbrios, deixado o carregamento nos locais necessários e partido enquanto eu dormia. Uma pena, pois não consegui dar meu Farewell para a minha querida Irlanda. Foi quando decidi ir até a cabine do barco, onde encontrei o capitão Poe, ainda um pouco alterado com o álcool no sangue devido ao whisky da entrega.

Fiz-lhe o comprimento dos marinheiros escoceses, que consiste em dar um twist duplo carpado, cair e se apoiar com o mindinho do pé esquerdo enquanto toca o nariz no chão e bate uma palma na barriga de seu amigo. Após todas as cerimonias, sentamos e conversamos enquanto um marujo tocava a música “Row Bullies Row”.

Conversamos sobre o céu, a terra e principalmente o mar. Á, o mar, doce e maravilhoso mar. Há quantos anos que eu não saía em uma viagem de navio pelos mares de nosso planeta? Poe me disse sobre a falta de whisky que haveria na Escócia e sobre uma de suas primas que havia ganho a medalha de ouro no arremeço de bode. Á tal da prima, me lembrei mais tarde, foi uma de suas 42 primas com as quais já dormi e realmente ela tem uma força que faria o mais parrudo dos jogadores de rugby se assustarem. Á, maravilhosas mulheres escocesas, as mais fortes e belas do planeta.

Perguntei a ele sobre suas viagens e ele me disse que estava indo a Patagônia do oeste, uma parte da grande terra do fogo, lugar onde se é pega a essência do whisky, onde se pega a “água da vida”, água que só existe naquele único ponto, a água mais limpa e pura do mundo epara além de pegar a água poder escrever algumas de seus preciosos poemas. Nunca disse a ninguém mas foi o famigerado Capitão Poe quem me tranformou em um bardo. Me ensinou a cantar, tocar instrumentos variados, escrever poemas, arremeçar bodes e beber três copos de whisky flambados e queimar a barba.

Achei ótimo, pois fazia alguns anos que eu não ia aquele país. Desde a grande guerra das marinhas do Paraguai, da República Tcheca contra a marinha aérea do País das Maravilhas. Foi quando nos perguntamos se estavamos no caminho certo que uma neblina terrivel surgiu sobre nós e pela primeira vez na vida eu entendi a tal névoa que as pessoas normais falam que fica sobre seus olhos quando embebedavam-se.

Mas manti minha tranquilidade tomando uma dose cavalar de whisky cavalar, misturado com ovos, farinha de trigo, azeite e um pouco do santo daime. Me reforcei e preparei-me para enfrentar o que viesse a nos tentar destruir. A sim esqueci de lhes contar, para se chegar a Patagônia do oeste, é preciso ser um marujo bem destemindo e corajoso, pois há varios mostros, cantores religiosos, políticos, vendedores de encicloédia, apresentadores de programas que passam aos domigos e mulheres com vestidos cor de rosa que cantam Lady Gaga, além é claro de várias garrafas de whisky vazias jogadas a esmo no mar, ou seja, alguns dos piores medos dos bons cidadãos irlandeses.

Ficamos a mercê da correnteza por algumas horas, pois o “fog” umidificava as velas e o vento não estava a nosso favor, porém, nossas almas também estavam umidificadas pelo rum que restava nas privadas de sua cabine.

Foi quando algo aconteceu, ninguém  poderia realizar, mas foi uma das maiores aventuras mais burlescas que eu já passei…

“Eu acredito nas jeans” – Tecido religioso

sex - 23/09/2011 1 comentário

Mais uma história de Pub, porém, dessa vez uma um tanto mais filosófica.

Hoje em dia todos usam calças jeans. Poucos sabem que tudo começou a muitos anos atrás quando as jeans eram calças usadas por trabalhadores devido ao seu tecido resistente que tanto ajudava na proteção; embora não seja especializada para isso; quanto para o frio; também não é esta a especialidade; ou seja, uma calça ideal.

Com o tempo, essa mesma calça, considerada grosseira por muitos foi ganhando espaço e hoje em dia vemos os resultados nas ruas. Ela ganhou tanto espaço que hoje em dia se tornaram uma espécie de religião. Vê-se pelo preço que certas jeans conseguem alcançar e embora é claro existam as explicações das marcas e tudo o mais, a grande verdade é que as marcas querem que todos usem jeans para seu plano de domínio mundial.

Esse domínio é tão forte que em determinada época, há não muito tempo atrás, pessoas pagavam quantias elevadas por calças completamente desbotadas ou mesmo rasgadas. “Paga-se caro para vestir-se igual a um mendigo.” Ouvi uma determinada vez e apesar de muitas pessoas que conheço ainda se manterem sãs, existem algumas que acreditam piamente nas jeans.

No caso um cliente veio até nós outro dia e ele estava, com  exceção do sapato ,completamente vestido em jeans. Uma camiseta; sim uma camiseta jeans; uma calça jeans e uma jaqueta jeans faziam seu perfil. Exceto a camiseta jeans, o resto é comum de ver em locais públicos, mas este cliente estava acompanhado de amigos, trajados de modo praticamente idêntico e quando eles se sentaram à mesa, começaram a discutir sobre… jeans.

É normal termos qualquer tipo de discussão, porém, jeans foi a primeira vez. Tom anotou seus pedidos, eu os servi, ele levou até a mesa e ele não me falou nada da conversa. Eu a ouvi mesmo no bar, pois eles falavam demasiamente alto. Falavam de quais marcas eram as melhores, a produção do tecido, a barra, o tipo do zíper, como andava o mercado, tudo relacionado a jeans. Era inacreditável. E eu me perguntava: “Mas quem é que fala sobre a qualidade do zíper de uma jeans?”

Obviamente achei tudo muito engraçado, mas fiquei quieto até que um dos clientes numa mesa ao lado resolveu puxar briga. E não brigas de pub não são legais. Elas nunca são divertidas para o barman, acreditem. No início estava tranquilo, apenas uma discordância entre os clientes; toda briga começa assim; até que de repente as vozes se levantaram.

Existe uma delegacia perto de nosso pub; eu escolhi o local justamente por ter a delegacia por perto, além de ser um ótimo lugar e… um dia falo sobre isso; ou seja caso a coisa realmente piorasse a polícia não estaria longe, mas como nunca é interessante chamar a polícia, principalmente se você tem um pub, entrei na conversa para tentar acalmá-los ou então pelo menos levar a briga para fora.

Conversa vai, conversa vem, Tom me ajudando trazendo porções e bebida; o que aprendi desde cedo que sempre acalma as pessoas; consegui levar a situação de discussão acalorada para debate. Foi quando o rapaz vestido em jeans em questão disse “Eu acredito nas jeans” e começou a explicar toda a história, situação e tudo o mais.

Ouvimos durante um tempo, eu então liderei uma conversa pacífica para não deixar ninguém gritar e a coisa ficou por isso mesmo. Os clientes, depois de uma conversa longa foram embora e eu estava com a cabeça doendo de saber sobre jeans. Muito mais tarde, ao chegar em casa queimei minhas calças jeans, apenas para descobrir que elas eram metade das minhas calças exatamente para servir a qualquer situação.

A moral da história é: não alimente tamanduás com nitroglicerina.

A equipe do Fox Pub deseja a todos uma excelente e responsável Happy Hour e um ótimo fim de semana.

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