Grevistas e a grande greve de 1975.
Antes de começarmos a história eu quero dizer que: grevista é a pior praga existente.
Não porque eles estão parados e existe toda aquela histórias de reinvindicar seus direitos, por um salário melhor, condições mais dignas, e o que quer que seja que eles inventem na hora, afinal, muitas vezes — têm vezes que a situação trabalhista é algo complicado, mas no Brasil, geralmente não é o caso, vide os bancos e correios que fazem uma greve por ano — não procede e é só o pessoal fazendo muito barulho e parando serviço por nada.
Mas não é um singelo barman irlandês que vai revogar o direito de greve da Constituição Federal brasileira. Eu apenas gostaria de falar sobre o barulho e mais especificamente o que quero dizer é: Bando de malditos! Vão protestar com cornetas, vuvuzelas, buzinas de pressão e a gás e carro de som na CASA DAS SENHORAS, SUAS MÃES!!!
Assim, não sei se vocês sabem, mas sempre que os grevistas fazem isso, eles utilizam protetores auriculares, pois não são nem um pouco tolos para realmente quererem ficar surdos. Enquanto isso os lazarentos marcham a 1 km por hora numa avenida com um som que pode ser ouvido num raio de dez (10) kilomêtros de distância. Vão se foder!
Isso quando eles não resolvem colocar um sistema de som — que incrivelmente é composto por amplificadores, sub-woofers e o escambal — com músicas totalmente aleatórias e no volume máximo na frente de prédios públicos. Mas minha reclamação é esta: O barulho. O resto… bem, o resto os sindicatos que se entendam com os governos e derivados. Só digo mais uma coisa, greve não é bom para ninguém ─ creio que por motivos óbvios ─ e eu não apoio.
Mas agora que isso saiu de meu sistema, vamos a história.
Estava eu, pescando na terra dos eskimós sub-saarianos; Salina; aproveitando umas férias a uma temperatura de -2ºC abaixo do nível do mar quando vejo um pequeno navio de transporte chegando até a praia onde eu estava. Um daqueles barcos em que você pode levar confortavelmente umas vinte ou trinta pessoas. O barco atracou próximo de onde eu estava e as pessoas desembarcaram. Deviam ser treze ou quinze pessoas no máximo e todas aparentavam estar famintas.
Foi quando ele me viram pescando e esperando que algum peixe qualquer viesse incomodar a minha isca e resolveram falar comigo. Por que você está pescando? Foi o que me perguntaram. Respondi-lhes que estava de férias e que pescar era relaxante. Assim que consegui explicar que era apenas um turista curtindo um hobby eles finalmente me deixaram em paz, mas ainda assim, me olhavam de cara feia.
Porém, um irlandês ─ e principalmente eu naquela época ─ não gosta muito de ser encarado. Aliás, acho que independente da nacionalidade, ninguém gosta. De qualquer maneira, fui perguntar a eles o por que de tanto terem me perguntado sobre eu estar pescando e me responderam que eles eram pescadores que tinham entrado em greve.
A situação em Salina realmente era complicada na época para os pescadores. Afinal era um negócio que movimentava uma boa parte da economia e com a produção defasada, além das péssimas qualidades de trabalho, foi quando eles decidiram começar a greve. O mais engraçado entretanto é que eles levavam a greve tão a sério que eles não pescavam nem para se alimentar. O que é um tanto estranho se levar em conta que boa parte deles, só sabe esta profissão e pesca praticamente desde que nasceu.
Resumo da Ópera ─ pois hoje é feriado─, não só era uma greve trabalhista como era praticamente uma greve de fome. Acho que desnecessário dizer que muitos morreram de fome, mas que ao mesmo tempo outras área do comércio e até um pouco da agricultura familiar começou a se desenvolver.
A moral da história é: Em terra de cego, quem tem um olho é caolho, não enxerga direito e muito provavelmente precisa de óculos, lente e/ou cirurgia.
A equipe do Fox Pub deseja a todos um ótimo feriado e uma excelente quinta-feira amanhã.


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