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Da queda à ascensão. Parte 2

qua - 28/09/2011 1 comentário

Um rapaz sentava-se num banco de praça quase sem vida e com um coração despedaçado. Seu corpo que fora congelado não pelo frio, mas por atos e palavras voltava ao normal.Uma quantidade de tempo se passou. O coração dizia que se passaram anos, o cérebro dizia que talvez meia hora, mas a verdade é que naquela tarde triste seria algo impossível de se saber.

O coração queria parar, estava, fraco, aos prantos, despedaçado, sozinho, mas ordens superiores disseram que não. Colegas disseram que não. O corpo não podia permitir que ele parasse, mas poderia permitir a ele que tomasse seu tempo e se recomposse. Os outros órgãos ajudariam da forma que poderiam, as pernas e os braços relaxaram e se posicionaram de maneira mais confortável. Os olhos começaram a vazar para que pudessem liberar a pressão interna. O estômago, apesar de cheio, disse que não precisaria de tanto sangue naquela hora. E ali ficou o coração; cuidando de algumas válvulas e juntando cacos de uma estrutura tão bem construída ao longo de tanto tempo.

Foi quando o cérebro pediu as pernas movimento. A tarde era fria e o que acabara de suceder só deixara o corpo ainda com mais frio. As pernas começaram a andar. O cérebro tentava pensar em outras coisas e cabisbaixo aquele rapaz errante nada mais era agora do que uma alma perdida pelas ruas daquela pequena cidade.

Toda alma perdida, vaga diretamente para pontos onde possa se achar ou então para pontos onde existam outras na mesma situação. Foi assim que ele chegou a uma Igreja. Sentou-se nos degraus do lugar e ficou analisando a praça que havia à frente. Pessoas andando, pessoas correndo, pessoas namorando, namorando, namorando… Esta palavra ficou na cabeça dele e as lágrimas logo voltaram, quando de repente uma freira, que o viu sentado naquele lugar tão frio colocou a mão em seu ombro.

– Tudo bem com você meu jovem? –Ela lhe perguntou.

Contendo suas lágrimas o máximo que pôde, virou-se e olhou para o rosto dela. Um rosto calmo e sereno, batido é verdade, mas ainda assim apaziguador. Seus olhos vermelhos e inchados não passaram despercebidos e ela logo emendou: – Por que choras? – Ele simplesmente enxugou mais um pouco das lágrimas com as mangas e pediu desculpas a freira, disse-lhe que não queria, não poderia falar.

Ela muito paciente, aceitou sua resposta, mas lhe disse que caso precisasse desabafar poderia fazê-lo com ela, ou então com o padre no confessionário, caso assim quisesse. Ela o deixou e novamente entrou. “Será que devo entrar também?” Ele pensou. Nunca fora uma pessoa religiosa, mas a freira havia lhe dito que não havia problema. Por que não falar com ela ou com o padre? Quantas histórias, inclusive de amor, não terá o padre ouvido?

– Eu vou entrar. – Disse ele a si mesmo, com um tom de falsa confiança. A igreja era um deserto. Ninguém a ser visto e mesmo a freira que havia entrado antes desapareceu por alguma das muitas portas ou em último caso, o confessionário, o mesmo lugar ao qual ele se dirigiu. Bateu na porta, não havia ninguém, entrou e uma voz grave lhe saudou.

– Bom dia meu filho. – Disse o padre.

– Boa tarde padre, eu… eu… – Disse o rapaz quase voltando a chorar.

– Veio se confessar? – Perguntou o padre ainda em voz solene.

– Na verdade não seu padre, eu só… –

– Perdeu alguém precioso? –

– Eu… Eu… –Balbuciava o rapaz, dessa vez a chorar.

– Meu filho, a separação de uma pessoa querida é sempre algo doloroso. Mas cabe a nós ultrapassarmos isso de alguma forma. Não podemos deixar que isso nos abale. –

– Padre… sniff… o que você me sugere? –

– Reze meu filho, tenha fé em Deus e continue sua vida. Como diz um sábio provérbio: Deus escreve certo por linhas tortas. –

– Mas padre… –

– Desculpe meu filho, isso é a única coisa que posso fazer por ti. –

O rapaz, saiu tão desconsolado como antes. Seria aquela mesmo a única opção? Rezar? Deus nunca lhe deu suporte, principalmente quando mais precisava, afinal, ele levou sua mãe quando tinha apenas seis anos de idade. Teria Deus lhe levado Julia também? Não, ela estava viva, sua mãe estava morta e pelo que ele sabia, Deus cuidava apenas de nossas almas imortais, não de nossos corpos mortais.

A cabeça voltou a se ocupar com qualquer coisa deixando para as pernas a tarefa de caminhar sem rumo. Novamente para algum lugar onde almas perdidas poderiam ser encontradas. Elas pararam por um instante a frente de uma pequena caixa velha e batida pelo uso. O cérebro nem reparou o movimento, mas junto com os braços, as pernas se abaixaram, pegaram a caixa, colocaram no bolso e retomaram seu movimento.

Com o auxílio de uma brisa gélida aquela tarde de outono se ia num pôr do sol avermelhado. Um rapaz com o coração partido caminhava a esmo pensando nas palavras que com pressa um padre havia lhe dito. Mas o pobre coitado ainda andaria muito mais antes de encontrar sua redenção.

Estopim da revolução católica é gerada por anúncio no portal R7

sáb - 25/06/2011 1 comentário

Numa conversa de pub, muitas vezes é discutida política, esportes e em alguns casos a religião. Nesse caso discutimos tudo.

Numa reunião entre o Proprietário, nosso bardo de plantão e nosso ninja; sim temos um ninja, ele vem todas as quintas-feiras bater um papo conosco e pedir uma porção de Fish n’ Chips; discutimos uma matéria importante que veio a tona recentemente, porém, com embasamento milenar.

O caso da ressureição de Ubadai.

Esse caso, muito especial, estava previsto no livro sagrado eqüino o RINCH ROO BRRR, que declarava que Ubadai ressuscitaria em 2011, seguindo a tradição de ressuscitar randomicamente e sempre que lhe desse vontade, ou seja em 2011. A reencarnação de Ubadai  deu se após o sexagésimo décimo terceiro quarto dia do sétimo nó adjacente paralelo ao convexo da sétima vigésima terceira trança da crina de Ubadai.

A boa nova se deu quando um cavalo ressuscitou após ter ingerido doses cavalares de cerveja, coisa que foi noticiada e pode ser confirmada clicando-se neste link: http://tinyurl.com/42x6uk4

Como podem ver, essas novas evidências tiveram uma enorme repercução, tendo em consideração a adesão de novos eqüinos a religião sendo que antes eles estavam desinteressados pela mesma. As novas provas, também afetaram outras organizações governamentais e não governamentais como por exemplo Organização das Tarifas Monetárias Subservivas Mundias dos Movimentos Eqüino Capilares (OTMSMMEC também representada por α/2) e a Fundação Desportivas de Ataques Randômicos a Mosquitos Anais, respectivamente, a qual a última lançou uma nota sobre o grande feito do Messias, cujo conteúdo era:

“É com grande RINCH ROO BRRR, que teremos a devoção em apresentar nossa coreografia universal dos hipopótamos tripés de Gâmbia, esse ano agregado ao movimento Punk que uma vez foi traído.”

Como é costume, o evento gerou conflitos na faixa de Scadufax entre os unicórnios e os eqüinos conservadores, estes por sua vez que em todo ano de reencarnação de Ubadai, devem realizar a procissão tradicional do deslocamento da ferradura tricúspide ao morro do rim do sagrado Charlie.

Levando em consideração as ameaças e tensões na faixa de Scadfufax, os eqüinos conservadores recorreram ao apoio divino de Rapidash enquanto os unicórnios apelaram a NASA e seus protótipos de cavalos, marinhos. Não obstante, isso afetou também, os cronogramas da copa oficial de Culling, tendo a federação que adiar por dois meses e escolher nova sede que não a faixa de Scadufax.

A situação só se resolveu horas mais tarde após o protesto dos unicórnios, em reivindicação sagrada do senhor Ubadai, juntamente com a NASA e α/2. A proposta, foi que se realiza-se o teste gustativo de Ubadai. Tendo isso acontecido, chegou-se a conclusão de que ele de fato não possuía gosto de passas em caldas, isso o caracterizou como um falso profeta de Ubadai, comprovando assim a farsa geral e lhe dando o título de: “Isn’t Amazing

Nós do Pub acompanhamos de perto o desfecho de situação tão calamitosa e tensa no cenário econômico-político-desportivo-religioso-filosófico-técnico-edificante-sócio-global. E chegamos a conclusão de que, devemos dar melhor atenção aos nossos bonsais.

A equipe do Fox Pub, seu bardo e ninja, desejam a todos um muito bom dia.

Em uma nota adicional. Quanto ao nosso post anterior feito por nosso bardo, cerveja inglesa é realmente horrível, mesmo meu pai admite.

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